Trump anuncia revisão do acordo dos EUA com Cuba selado por Obama

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira (16) o cancelamento do acordo que o ex-presidente americano Barack Obama tinha fechado com Cuba.
Em Little Havana, reduto cubano em Miami, o presidente Donald Trump anunciou: “Estou revertendo completamente a política do governo anterior, que só beneficiava Cuba”.
Trump prometeu negociar um novo acordo, melhor para os cubanos e para os Estados Unidos.
“Não vamos suspender o embargo até que todos os presos políticos sejam soltos, a liberdade de expressão seja respeitada, todos os partidos políticos sejam legalizados e eleições livres sejam marcadas”, afirmou.
Mas nem tudo vai voltar à estaca anterior à reaproximação dos dois países, anunciada em dezembro de 2014. As embaixadas em Havana e Washington vão permanecer abertas, e a compra de charutos e rum para quem visita a ilha continua liberada.
O que a nova política quer é limitar a quantidade de dólares que americanos têm despejado nos negócios controlados pelo exército cubano. O presidente estava em casa, num dos bairros onde venceu com margem mais folgada. E ouviu até um desajeitado parabéns, com dois dias de atraso.
A demonstração de apoio da comunidade cubana veio num momento delicado para o governo Trump. Os advogados da equipe de transição do presidente pediram que todos os documentos relacionados à investigação sobre a suposta interferência da Rússia na eleição de 2016 sejam preservados. E nesta sexta-feira (16), Trump reconheceu que está sendo investigado. Como de costume, foi numa rede social que ele escreveu:
“Estou sendo investigado por demitir o diretor do FBI pelo homem que me disse para demitir o diretor do FBI! Caça às bruxas”, disse.

O “homem” seria Rod Rosenstein, vice-procurador-geral que assinou uma carta divulgada pela Casa Branca recomendando a demissão de James Comey.
Mas quem está investigando Trump não é Rosenstein e, sim, Robert Mueller. E o próprio presidente reconheceu numa entrevista que já tinha decidido demitir o ex-diretor do FBI muito antes da recomendação em maio.

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