Azul faz registro para abertura de capital nos EUA

A Azul protocolou pedidos de registro de companhia aberta e solicitação para realizar uma oferta pública de ações (IPO, na sigla em inglês) na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e na Securities and Exchange Commission (SEC), órgãos reguladores do mercado de capitais no Brasil e nos Estados Unidos, respecti¬vamente. A meta é abrir capital simultaneamente nos dois países este ano.
No documento registrado na SEC, a companhia aérea brasi¬leira coloca o preço máximo para a oferta nos EUA em US$ 100 milhões. Explica ainda que vai utilizar parte dos recursos levanta¬dos com a abertura em bolsa para pagamento de R$ 333 milhões em dívidas com vencimentos entre abril e dezembro deste ano.
A operação será coordenada globalmente pelos bancos Citigroup, Deutsche Banck Securities, Itaú BBA, Banco do Brasil Securities LLC, Bradesco BBI, JPMorgan, Raymond James e San¬tander. O empresário David Neeleman, fundador da companhia, seguirá como controlador. A Azul tem ainda fatias nas mãos da americana United e da chinesa HNA. E é acionista da TAP, con¬trolada por Neeleman.
Criada em 2008, a Azul encerrou 2016 com uma frota de 139 aviões e operando 784 voos por dia para 101 destinos. A empre¬sa registrou no período prejuízo líquido de R$ 126,3 milhões, contra R$ 1,07 bilhão em 2015, de acordo com as informações enviadas para a SEC.
A geração de caixa operacional da companhia, medida pelo Ebitda ajustado, contudo, avançou de R$ 50,39 milhões para R$ 645,48 milhões nesses dois anos. Está é a quarta tentativa da Azul de abrir capital em bolsa. As anteriores acabaram cance¬ladas por condições adversas de mercado. A companhia não comentou a operação, alegando estar em período de silêncio.

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