Netanyahu chega a Moscou para falar com Putin sobre Síria e Irã

Netanyahu denunciou nas últimas semanas as tentativas do Irã de aproveitar o conflito sírio para criar uma frente contra Israel nas Colinas de Golã.
O Primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, chegou nesta quinta-feira (9) à Rússia para falar com o presidente russo, Vladimir Putin, sobre o conflito sírio e a crescente influência iraniana no país árabe.
“Há uma tentativa do Irã de se assentar permanentemente na Síria com presença militar terrestre e naval”, advertiu Netanyahu às vésperas da visita.
Netanyahu, que se reúne com Putin pela quarta vez no último ano e meio, denunciou nas últimas semanas as tentativas do Irã de aproveitar o conflito sírio para criar uma frente contra Israel nas Colinas de Golã.
Israel apoia as atuais negociações de paz para o término do conflito sírio e se mostrou indiferente perante o firme apoio do Kremlin ao líder sírio, Bashar al-Assad.
No entanto teme que o fim do conflito no país vizinho tenha como consequência o aumento da influência do Irã, que apoia as milícias do Hezbollah, que combatem nas fileiras governamentais.
“Netanyahu expressará a taxativa oposição de Israel a qualquer presença militar do Irã ou de seus grupos (em alusão à milícia xiita Hezbollah) em nossa fronteira norte ou no Mediterrâneo, no marco das conversas de paz ou de um acordo”, afirmou o escritório do primeiro-ministro israelense.
Segundo o Kremlin, Putin e Netanyahu também trocarão opiniões sobre a luta contra o terrorismo jihadista e o conflito palestino-israelense.
A Rússia propôs a ambos os lados acolher uma reunião entre Netanyahu e o líder palestino, Mahmoud Abbas, mas a parte israelense se mostrou reticente, já que não está disposta a aceitar condições prévias.
“Estamos convencidos de que chegou a hora de passar para negociações diretas entre Israel e Palestina”, disse Sergei Lavrov, ministro das Relações Exteriores russo, ao se reunir em janeiro com Saeb Erekat, secretário-geral da OLP.
A Rússia considera que o “vazio” criado pela estagnação das negociações de paz há mais de um ano é aproveitado pelos extremistas.
A capital russa acolheu no começo do ano uma rodada de consultas entre os principais partidos e grupos palestinos para que formem uma plataforma única com vistas às conversas com Israel.
Moscou respalda as resoluções da ONU que contemplam a criação de um Estado palestino independente nas fronteiras de 1967 com capital em Jerusalém Oriental.

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