EUA libertarão imigrante ilegal com tumor cerebral presa no Texas

Salvadorenha Sara Beltrán é mantida desde novembro de 2015 em um centro de detenção de Alvarado, no Texas.
O Serviço de Imigração e Alfândegas dos Estados Unidos decidiu liberar a salvadorenha Sara Beltrán, uma imigrante ilegal que sofre de um tumor cerebral e que está detida há mais de 15 meses em um centro do Texas, para que possa encontrar sua família e buscar tratamento médico.
Segundo a Anistia Internacional, Beltrán será autorizada a viver com seus familiares em Nova York enquanto sua solicitação de asilo é avaliada.
A Anistia Internacional reiterou que as leis americana e internacional garantem que pessoas que chegam aos EUA podem pedir asilo se temem por sua segurança no país de origem. Além disso, os direitos humanos devem ser protegidos enquanto a solicitação é processada pelas autoridades do país que concederá o asilo.
“É inconcebível tratar pessoas que fogem da violência e do perigo como se fossem criminosas”, disse em comunicado o porta-voz da Anistia Internacional nos EUA, Eric Ferrero.
Beltrán chegou aos EUA fugindo da violência de grupos criminosos e doméstica em El Salvador, um país no qual o número de homicídios aumentou notavelmente nos últimos três anos, para viver com parentes já estabelecidos no território americano.
A salvadorenha é mantida desde novembro de 2015 em um centro de detenção de Alvarado, no Texas. A única saída permitida foi para ir a um hospital local na semana passada, de onde recebeu alta depois de poucos dias.
No início de fevereiro, ela começou a sentir fortes dores de cabeça. No dia 10, funcionários do centro de detenção decidiram interná-la no Hospital Huguley de Burleson, também no Texas, onde ela foi diagnosticada com um tumor cerebral.
Ferrero afirmou que se sentiu “ultrajado” com o comportamento do Serviço de Imigração e Alfândegas dos EUA nas últimas semanas, especialmente depois de que Beltrán começou a se queixar das insuportáveis dores de cabeça.
A Anistia Internacional mobilizou na semana passada seus mais de 1,2 milhão de membros e simpatizantes para pedir a liberdade condicional da salvadorenha.

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