Trump completa um mês no poder com gafes e polêmicas

O primeiro mês do governo Donald Trump viu acontecer uma batalha judicial em torno da proibição de entrada de refugiados e de cidadãos de sete países de maioria muçulmana no país; uma disputa com o México por causa da construção de um muro na fronteira entre os dois países; a indicação de um juiz conservador para a Suprema Corte; a renúncia do assessor de Segurança Nacional por causa de contatos indevidos com autoridades russas, para citar apenas alguns acontecimentos.
“Se antes você tinha ‘Obama-sem-drama’, agora você tem ‘Trump-com-drama-o-tempo-todo'”, afirmou o estrategista republicano John Feehery ao jornal “The New York Times”.
O mês também foi marcado por gafes — algumas sem maiores consequências; outras, representando sérios conflitos de interesse; e outras ainda, segundo analistas, chegando a colocar em risco informações privilegiadas do governo.
Trump teria batido o telefone na cara do premiê australiano, Malcolm Turnbull, no meio de uma tensa conversa envolvendo refugiados. De acordo com o “The Washington Post”, Trump disse a Turnbull que o acordo que tinha feito com Barack Obama era “o pior da história” e se queixou que, se for cumpri-lo, iria “matar” politicamente os Estados Unidos.
Além disso, Trump acusou a Austrália de querer exportar “o próximo terrorista de Boston”, em referência aos terroristas que em 2013 realizaram um atentado durante uma maratona nessa cidade, ao pretender enviar 1.250 refugiados que estão em centros de detenção da Austrália.
O presidente americano disse a Turnbull que a conversa que estavam tendo era “de longe a pior” das cinco que tinha realizado naquele dia com líderes internacionais, incluindo o russo Vladimir Putin,
Trump, em seguida, interrompeu a conversa que deveria durar aproximadamente uma hora e foi de apenas 25 minutos.

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