Leidmar Cesar lopes fala dos proJetos da APEB

A APEB, Associação dos Pastores Evangélicos Brasileiros, está sob nova liderança. O pastor Leidmar Cesar Lopes, que foi o primeiro presidente da entidade em 1996, assumiu a pre- sidência em janeiro. Em entrevis- ta exclusiva para a Linha Aberta, ele fala da visão da entidade, dos projetos para o próximo biênio e da parceria com outras institui- ções na Florida e de seu retono à presidência da entidade 20 anos depois da fundação da APEB. A nova diretoria é composta pelas pastores Noé Martins (primeiro vice), José Davila (segundo vice), Ilmar Pereira (primeiro secretá- rio), Marcone Cândido.
LINHA ABERTA: Qual o papel da APEB junto à comunidade brasileira da Flórida?
LEIDMAR CESAR LOPES: Desde o seu início hà quase 20 anos, a APEB se propôs a ser uma agencia onde pudesse agremiar pastores das mais diferentes denominações bem como correntes teológicas para incentivar o compartilhamento de experiências, potencializar ações e facilitar o companheirismo e parcerias em diferentes áreas da vida pastoral. Ser um canal de informação e comunicação entre os participantes da Associação bem como para com a sociedade Brasileiro-Ameri- cana, e ainda ser ponto de contato com os governos locais Americano e Brasileiro. Representar seus filiados em questões relevan- tes à Igreja perante a sociedade, sempre respeitando a diversidade denominacional e a autonomia de seus membros. É também papel da Associação cuidar da saúde da comunidade pastoral. Acredi- tamos que pastores saudáveis igrejas saudáveis, refletindo assim uma comunidade saudável. Este DIVÃ terapêutico se dá a partir de encontros mensais, encontros no formato de seminário e workshops para reciclagem. Nos importamos muito que a Associação de pastores pastoreie os seus pastores. Os filiados à APEB-Associação de Pastores Evangélicos da Florida afirmam sua unidade à luz da fé, dos princípios éticos e dos valores que da qual fazem parte, por sua atuação no Corpo de Cristo face à variedade de dons, por suas vocações ministeriais múltiplas para atender o propósito da missão de Deus no mundo. Percebemos também sua diversidade à luz da sua história e origem, provenientes de diversos movimentos evangelizadores que alcançaram o Brasil com suas ênfases doutrinárias ministeriais e organizacionais, e hoje estão aqui. Desse modo, pode haver divergência ou discordância entre seus membros, mas apenas nas questões periféricas da fé evangélica.
LINHA ABERTA: Depois de 20 anos o senhor volta como presidente da entidade da qual foi um dos fundadores. Como é isso?
LEIDMAR CESAR LOPES: Sinto-me honrado em poder retornar à presidência da APEB, Associação de Pastores Brasileiros da Florida, no ano em que a organização completa 20 anos. Fui o primeiro pre- sidente da entidade, depois de mim vieram outros: Pastores Silair Almeida, Moises Monteiro, Carlos Patente, Ilmar Pereira e por último Pedro Corra. Lembro muito bem quando iniciamos com a pre- ocupação de ter para os pastores evangélicos um porto, um lugar seguro onde pudessem ter comunhão com iguais da caminhada, amigos que falam a mesma linguagem, gente interessada no Reino. Quantos pastores passaram pela Florida nestes 20 anos, quantas histórias (poderia fazer uma lista delas), quantas alegrias, quantas lagrimas, quanto desafio, e tudo no Reino, pelo Reino e para o Rei. Quer queiramos ou não, estamos fazendo a história da igreja e comunidade imigrante brasileira na Florida, nos EUA e no mundo.
LINHA ABERTA: Qual será a marca de sua admi- nistração na APEB?
LEIDMAR CESAR LOPES: A APEB tem desde o seu início uma visão ampla. Quero ajudá-la a entender a sua vocação e missão, para que veio. Diga-se de passagem a vocação da APEB não é bairrista, ensi- mesmada. Ela tem vocação pastoral mas também tem vocação comunitária pelas diversas ações que a mesma se propõe. Ela é a maior representação comunitária que existe dentro da comunidade. E esta realidade precisa estar bem visível. A comunidade tanto brasileira como Americana precisa novamente tomar conhecimento da existência e da forca que é a APEB. A APEB deve ser referên- cia comunitária, e a isso nos propomos. Estar mais presente nas ações de caráter comunitário. Queremos celebrar não o rodízio de pessoas nos estabelecimentos de culto, mas ver um crescimen- to numérico, ver as igrejas distribuindo graça, para com graça alcançar e abençoar a todos quantos possível, bem como a segunda e terceira gerações que já e uma realidade. Queremos ser um fórum de debates para entender o momento da igreja imigrante, e gerar material para o cumprimento de sua missão, servindo assim de apoio aos pastores no exercício e cumprimento de sua missão. A consolidação dos capítulos da APEB em MIAMI, West Coast da Florida, Palm Beach County, e manter ações a nível nacional também…. Temos muito trabalho pela frente!
LINHA ABERTA: A nova diretoria da APEB tem planos de fazer parceria com outras entidades afins?
LEIDMAR CESAR LOPES: Sim! A nova diretoria da APEB que conta com os seguintes pastores: Noé Martins, J. D’Ávila Jr., Ilmar Pereira, Jose Passinato, Marcone Candido, Arno Zitta, esta diretoria dará continuidade a algumas parcerias e buscará trabalhar com organizações que atuam nas mais diferentes escalas da sociedade e que estejam alinhadas com as propostas e perfil da Associação de Pastores.

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