Distúrbios em Mianmar deixaram 160 mortos em três meses

Confrontos entre militares e grupos étnicos armados no estado de Shan ameaçam negociações de paz previstas para o próximo mês.
Ao menos 160 pessoas morreram em três meses de confrontos entre militares e grupos étnicos armados no estado birmanês de Shan, anunciaram as autoridades, o que ameaça as negociações de paz previstas para o próximo mês.
Mais de 20.000 pessoas foram deslocadas desde o início dos confrontos no fim de novembro, perto da fronteira com a China, entre o exército e vários grupos étnicos armados.
Neste primeiro balanço de vítimas divulgado pelo Estado-Maior, são mencionadas as mortes de 74 soldados, 15 policiais, 13 combatentes de uma milícia governamental e 13 civis.
“Temos 45 corpos de inimigos e prendemos quatro”, afirmou o general Mya Tun Oo em Naypyidaw, capital de Mianmar.
O militar acrescentou que centenas de rebeldes morreram, com base em fotografias de um grande funeral.
O novo balanço foi divulgado no momento em que o governo de Mianmar prepara a segunda rodada de negociações de paz para tentar acabar com décadas de conflito na zona de fronteira do país.
Há alguns dias, oito grupos étnicos armados afirmaram em um comunicado que nunca aceitarão o acordo de cessar-fogo apoiado pelo governo.

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