Assessora de Trump pede desculpas por citar falso massacre

Kellyanne Conway havia se referido a um ‘massacre’ de 2011 no estado do Kentucky que jamais ocorreu para defender o decreto anti-imigração de Trump.
A Conselheira e porta-voz da Casa Branca, Kellyanne Conway, pediu desculpas por citar um falso “massacre” para defender o decreto anti-imigração do presidente Donald Trump. Em entrevista à CNN, ela também reconheceu que nem todos os meios de comunicação podem ser caracterizados como “fake news” (notícias falsas, em tradução literal).
A assessora de Donald Trump havia se referido a um “massacre” de 2011 no estado do Kentucky que jamais ocorreu para defender o decreto presidencial que impede temporariamente a entrada de imigrantes de sete países de maioria muçulmana nos EUA. O decreto está suspenso enquanto aguarda decisão da Justiça.
Durante uma entrevista a Chris Matthews, da rede MSNBC, Kellyanne Conway disse que o decreto assinado por Trump se justificava em parte por causa do “massacre de Bowling Green” de quase seis anos atrás, mas que nunca aconteceu.
Na manhã de sexta-feira (3), o “massacre de Bowling Green” se transformou em trending topic do Twitter, quando milhares de usuários da rede social ridicularizaram o equívoco de Conway.
No mesmo dia, Conway corrigiu sua afirmação em uma postagem no Twitter, dizendo: “Os erros genuínos abundam”. Conway escreveu no Twitter que quis dizer “terroristas de Bowling Green” no programa, e também repudiou um repórter de TV por criticá-la.
De fato, em maio de 2011, dois iraquianos foram presos na cidade de Bowling Green, no Kentucky, acusados de tentarem enviar armas e dinheiro para a Al Qaeda no Iraque. Eles admitiram ter usado artefatos explosivos improvisados contra soldados norte-americano naquele país.
À CNN, Conway disse lamentar profundamente que tenha criticado a imprensa por não cobrir o “massacre de Bowling Green”, um ataque que não aconteceu, quando ela estava defendendo o decreto anti-imigração do presidente Trump.
Ela também reconhecer que a CNN não pode será caracterizada coma uma emissora de notícias falsas, como chegou a ser dito por Trump. O presidente americano tem chamado continuamente grandes veículos mídia, incluindo New York Times e Washington Post, além da CNN, como “fake news”.

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