‘Resident Evil 6: O capítulo final’

Nova produção estreia nesta quinta (26) e promete concluir série de terror nos cinemas.
Se nos videogames a tradicional série de terror “Resident Evil” busca se revitalizar e recuperar os fãs perdidos com o novo “Resident Evil 7: Biohazard”, nos cinemas o clima é de (aparente) despedida. “Resident Evil 6: O capítulo final” estreia no Brasil nesta quinta-feira (26) e promete ser a última parte da história de Alice, personagem interpretada por Milla Jovovich e criada unicamente para ajudar na transição da trama dos jogos para as telonas.
Filme e game de “Resident Evil” são produtos bem diferentes, apesar de alguns vacilos da produtora Capcom nos últimos jogos, mas ambos os meios tentam olhar para o passado em suas novas edições. E durante passagem por São Paulo em dezembro para a feira Comic Con Experience, Jovovich disse ao G1 que “O capítulo final” é o filme mais aterrorizante de todos. Assista ao vídeo acima.
“Sinto que nós voltamos às raízes da franquia. É mais aterrorizante. Os últimos filmes foram bem voltados à ação. Mas esse aqui, vendo o clipe, até eu levei um susto”, ela conta.
A estreia segue a pegada “sem noção” já conhecida dos filmes “Resident Evil”. Após obliterar enxurradas de zumbis e monstros nos quatro cantos do planeta, Alice finalmente descobre uma cura para o T-Vírus, grande responsável pela infestação de mortos-vivos na Terra. E adivinha onde ela está? Justamente na Colmeia: o laboratório do primeiro longa, uma das sedes da perversa corporação Umbrella, e que fica instalado na icônica cidade de Raccoon City, bem conhecida dos fãs do game. Que puxa, uma grande coincidência.
Paul W. S. Anderson, diretor de quatro dos seis filmes da franquia e marido de Jovovich, afirma que a busca por um clima mais assustador fez com que a história retornasse a onde tudo começou. “É por isso que decidimos voltar à Colmeia. Porque lá é um lugar muito claustrofóbico, limitado. É um ambiente muito amedrontador”.
Mas se o seu interesse é a ação, sem problemas. Em 15 minutos de “O capítulo final” já dá para assistir a uma injeção de adrenalina, torsão de braço, um zumbi pulando da água e outro monstrengo gigante saindo de uma nada suspeita pilha de escombros. Depois, algumas falas desencontradas, sustos da 25 de Março, vilões que você pensou que tinham morrido (mas voltaram) e heróis que você também achou que tinham morrido (mas também voltaram). Cenas rápidas, muitos cortes, epilepsia, alta voltagem de entretenimento. Nada de novo no (alucinante) front.
Jovovich e Anderson também comentaram a participação da filha do casal, Ever, como a inteligência artificial Rainha Vermelha. “Acho que ela tem mais falas no filme do que a mãe”, brincou o diretor.
E diante da suposta conclusão dos filmes de “Resident Evil”, Anderson também comentou a eterna polêmica que recai sobre as adaptações de games para os cinemas – com direito a uma comparação ousada.
“Sempre me refiro ao primeiro filme. Imagine se tivéssemos feito uma adaptação literal do jogo? E você soubesse que Wesker era o vilão e que Jill Valentine fosse sobreviver? Iria acabar com toda a diversão”, diz. “Seria como ir assistir ao primeiro ‘Alien’ e antes de entrar no cinema alguém te contar que todo mundo morre exceto a Sigourney Weaver. E que aos 25 minutos de filme alguma coisa vai explodir de dentro do estômago de John Hurt. Esse filme teria perdido seu poder”.

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