Bandeira única de rejeição a Trump enfraquece movimentos nos EUA

Um dos maiores protestos da história dos Estados Unidos, a Marcha das Mulheres no último sábado, injetou ânimo em muitos americanos descontentes com a eleição de Donald Trump.
Mais de três milhões de manifestantes foram às ruas em ao menos 500 cidades do país em defesa de bandeiras que consideram estar sob ameaça no novo governo, como o direito ao aborto, a aceitação de imigrantes, a proteção do meio ambiente e o combate ao racismo.
Mas para o professor da Universidade Stanford Douglas McAdam, que estuda movimentos sociais nos EUA desde a década de 1970, não há garantias de que a multidão que ocupou as ruas se manterá unida e conseguirá influenciar o novo governo.
Segundo ele, a principal força do movimento – a rejeição unânime ao novo presidente – é também sua principal fraqueza. “Fora Trump, não há realmente algo que os una.”
Autor de 18 livros sobre sociologia – vários voltados à influência de movimentos sociais na política – McAdam falou à BBC Brasil sobre possíveis desdobramentos das manifestações no sábado.

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