Brasileiros viajam menos e sobram quartos em Miami

Os hotéis de Miami estão sofrendo com a diminuição do turismo brasileiro e com o boom da construção que adicionou milhares de quartos ao mercado. O custo das diárias está caindo. Na grande Miami, a receita por quarto disponível aprensetado por um indicador das tarifas e taxas de ocupação conhecido como “revpar,”caiu todos os meses deste ano e está registrando o pior ano dos 25 principais mercados dos EUA, segundo a STR, uma empresa fornecedora de dados sobre o setor hoteleiro.
A Marriott International, que deve se tornar a maior operadora de hotéis do mundo, informou durante sua conferência sobre lucros do primeiro trimestre que Miami é uma das suas áreas mais fracas nos EUA.
A cidade, conhecida pelas influências latino-americanas e pela badalada noite de South Beach, está sendo afetada pelo excesso de oferta de hotéis e pela demanda insuficiente. As incorporadoras imobiliárias que correram em aproveitar o grande interesse de turistas ricos agora enfrentam a perspectiva de uma abundância de quartos, particularmente no segmento de luxo.
“Miami tem sido um mercado muito ativo e agora precisamos tomar fôlego”, disse Gregory Rumpel, diretor-gerente da corretora de imóveis comerciais Jones Lang LaSalle.
O “revpar” de hotéis do mercado de Miami caiu 3,6% em relação ao ano anterior nos três primeiros meses de 2016, em comparação com um aumento de 2,7% nos EUA, segundo a STR. A taxa de ocupação diminuiu 1,9% e as diárias caíram 1,7%, segundo informações da STR. Nova York foi a maior fonte de visitantes para Miami no ano passado, com um recorde de 2,1 milhões de pessoas, segundo a Secretaria de Convenções e Visitantes da Grande Miami. O Brasil foi a segunda, com mais de 747.000 visitantes, e depois vieram Canadá, Colômbia e Chicago.
O número de turistas brasileiros também caiu, disse Steven Marin, vice-presidente da Travelers Hotel Group, que compra, incorpora e administra imóveis hoteleiros no sul da Flórida, principalmente perto de aeroportos. Os turistas do Brasil e, em menor medida, da Venezuela costumavam pedir que suas compras feitas na Amazon fossem enviadas para o hotel antes de chegarem, às vezes quinze ou vinte pacotes por hóspede, disse ele. “Esta realidade hoje é bem diferente.”

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