Rock in Rio recomeça hoje, saiba o que aconteceu no primeiro fim de semana

A primeira parte do Rock in Rio 30 Anos aconteceu final de semana passada recheada de saudosismo e figurinhas carimbadas. Para deixar você a par do que aconteceu fizemos um resumo:

Para celebrar o trigésimo aniversário do emblemático festival que mudou o rumo do showbusiness no Brasil a organização do evento apostou em reecontros, homenagens e no que já deu certo.

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Comandada por Dinho Ouro Preto do Capital Inicial a nata da música nacional se reuniu no Palco Mundo para homenagear os 30 anos do festival, tocando diversos sucessos do festival estavam Paralamas do Sucesso, Erasmo Carlos, Samuel Rosa and Haroldo Ferretti (Skank), Frejat, Jota Quest, Andreas Kisser (Sepultura), Ney Matogrosso, Ivan Lins, Titãs, Blitz, George Israel e Ivete Sangalo.

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img-1033708-rock-rio-2015-scriptThe Script e OneRepublic contaram com seus fãs para realizar shows apenas mornos, principalmente a primeira banda, que desconhecida do grande público não contagiou quem estava ali para ver o Queen. O momento alto do show do OneRepublic foi quando após tocar um de seus maiores sucessos, Apologize, o vocalista deu ênfase na importância da banda estar no Rock in Rio e abrindo para o Queen e em seguida mostrou a tatuagem de seu companheiro de banda, uma fita cassete com o nome do headliner do dia feita quando adolescente, emocionando e errancando aplausos do público.

 

 

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Quem melhor do que o Queen, que tocou na primeira edição do Rock in Rio, em 1985 para encerrar o primeiro dia do festival?

Cercado de dúvidas, e para a surpresa dos desavisados que não conheciam o participante do American Idol, Adam Lambert ganhou o público num piscar de olhos com uma performance teatral e voz impecável. Muito disso se dá pelo fato de que Adam não tenta imitar Freddie Mercury e claro que nem poderia, dada a potência do emblemático vocalista que fez história com o Queen.

Foi devido ao seu jeito próprio e talento vocal que ele chamou a atenção de Brian May e Roger Taylor, quando tocaram juntos na final do American Idol em 2009. Foi amor a primeira vista, mal esperava Lambert que aquele dia o colocaria à frente da banda nos anos seguintes, tampouco que tocaria para 85 mil fãs no Rock in Rio.

Com um repertório praticamente perfeito, Brian May foi impecável na guitarra, seguido pelo baterista Roger Taylor eles deixaram o tapete vermelho estentido para Adam Lambert que comandou a festa com um figurino digno de sua posição. Um dos pontos altos da apresentação justamente quando Adam saiu do palco e deixou Brian May “sozinho” no palco para tocar e cantar “Love of My Life”, sozinho entre aspas por que no telão surgiu ninguém menos que o próprio Freddie Mercury, entoando o coro que repercutia pela Cidade do Rock, em seguida Roger Taylor chamou seu filho ao palco para um duelo de bateria e depois cantou (e bem!) “A Kind of Magic”. Adam teve vários momentos de destaque indivual, entre eles em “The Show Must Go On”. Freddie voltou a aparecer em “Bohemian Rapsody” dividindo os vocais com Ada Lambert.

A banda encerrou a apresentação apoteótica com “We Are The Champions” que levou o público, não pela primeira vez, às lágrimas.

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Já no segundo dia, o Royal Blood mostrou toda sua técnica, porém para o público errado.

“Gostaria de apresentá-los ao resto da banda. Homens e mulheres, gatos e cachorros, batam palmas para Ben Thatcher”, disse Mike

O duo de bateria e baixo britânico não empolgou a galera do metal, que estava ali para ver Metallica e Mötley Crüe.

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Falando em Mötley Crüe, a banda que faz sua última turnê parecia estar totalmente presa aos anos 80. (bailarinas sensuais inclusas!)

Apesar do bom instrumental, o que chamou a atenção do público foi a forma física deteriorada e voz do vocalista Vince Neil quepPor diversas vezes tentava alcançar notas agudas e falhava.

A banda abriu com seu maior hit “Girls, Girls, Girls” e levou a multidão à loucura, jogando a favor da torcida e com muita pirotecnia, os veteranos fizeram um show razoável, o que indica que a aposentadoria vem bem a calhar.

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Se em time que está ganhando não se mexe, o Metallica acertou em cheio.

Os deuses do metal fizeram uma apresentação sólida, recheada de clássicos que deixaram quem estava presente na Cidade do Rock pulando do começo ao fim. Estavam todos lá, “Fuel”, “The Unforgiven”, “Sad But True”, Seek & Destroy”, “Master of the Puppets”, “One” e diversos outros sucessos da carreira da banda, que encerrou com “Enter Sandman”

A banda peca apenas nas novidades já que não lança um álbum novo desde 2008 (Death Magnetic), e fica realmente difícil justificar a presença da banda em todas as recentes edições do Rock in Rio (2011, 2013, 2015). Para você ter uma idéia, usamos uma foto do show de 2011 e ninguém notou até agora!

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O terceiro dia do Rock in Rio foi marcado pelo saudosismo e público mais velho.

O encontro de Baby do Brasil e Pepeu Gomes foi extremamente emocionante, quando seu filho Pedro Baby entrou no palco, Pepeu não se conteve e caiu num choro que comoveu também quem estava presente no Palco Sunset.

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Seal fez um show sóbrio porém esbanjou técnica e simpatia.

Cantou todos os hits de sua carreira meteórica do fim dos anos 90 e começo dos 00, como “Crazy”. Um dos mais belos momentos foi quando o cantor recebeu uma bandeira do Brasil e teve todo o carinho de dobrá-la sobre uma de suas caixas de retorno, gesto que foi aplaudido em massa pela platéia.

Como não poderia deixar de ser, “Kiss From a Rose” foi o ponto alto do show, entoado pelo público.

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“The bitch is back!”

Foi assim que a “diva” entrou no palco do Rock in Rio, esbanjando carisma. Elton John fez um show de quase duas horas e com direito a bis, privilégio que o público só tem com os headliners, talvez concedido como pedido de desculpas da organização pela apresentação de 2011, onde o artista tocou sob cantos de “Rihanna” que subiria ao palco após sua apresentação.

Com o mesmo repertório, porém com uma audiência mais velha, Elton John dessa vez saiu com sensação de dever cumprido.

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Setentão Rod Stewart mostrou que ainda é romântico.

Interagindo bem com o público e trocando de roupa várias vezes o cantor garantiu a simpatia de quem ficou para ver seu show.

Ele foi acompanhado de uma orquestra completa, com harpa, violinos, contrabaixo e saxofone, além de um grupo de dançarinas, e para despedida reservou dois de seus maiores sucessos, “Da Ya Think I’m Sexy?” e “Sailing”.

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