IBM cria conjunto de processadores com a capacidade do cérebro de um roedor

O objetivo é identificar palavras e imagens de forma mais parecida com um cérebro biológico

A IBM anunciou, nesta semana, a criação de um conjunto de processadores chamado TrueNorth, que tem capacidade computacional comparável à de um cérebro de roedor. A empresa pretende usar essa tecnologia para, no futuro, criar smartphones com CPUs que utilizam inteligência artificial. O objetivo da IBM é que seja possível identificar palavras e imagens de forma mais parecida com um cérebro biológico.

O TrueNorth consiste em 48 processadores que contam com 48 milhões de células nervosas artificiais. Esse é o mesmo número de neurônios de um roedor de pequeno porte. O que a IBM quer fazer com essa tecnologia é trazer o processamento de serviços como a Siri, a assistente pessoal da Apple, para dentro dos celulares. Atualmente, a Siri precisa mandar as informações via internet para que elas sejam processadas nos servidores da Apple.

O que o TrueNorth faz é, de certa forma, miniaturizar toda essa infraestrutura para que ela caiba no seu bolso e você não precise usar o seu pacote de dados quando quiser pedir à sua assistente pessoal para marcar um compromisso na agenda. Vale ressaltar que a Apple é apenas um exemplo e não há relação entre a empresa e a IBM nesse projeto.

Os algoritmos de deep learning são executados pelo conjunto de processadores porque eles funcionam de maneira similar à de um cérebro deoroedor. O TrueNorth ainda entende somente instruções em código binário, ou seja, ele não funciona exatamente como um cérebro biológico.

Os processadores são pouco maiores do que uma moeda de 25 centavos e contam com 5,4 bilhões de transistores. O consumo de energia é baixo, visto que a ideia é usar o TrueNorth em celulares. Cada processador consome 0,07 watt de energia.

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