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ELEIÇÃO NOS ESTADOS UNIDOS

ELEIÇÃO NOS ESTADOS UNIDOS

O republicano Marco Rubio e a democrata Hillary Clinton estão na disputa pela presidência.

E começa a corrida para ocupar o cargo mais importante de todos os tempos nos Estados Unidos: A presidência da República. Vários candidatos já
estão lançando sua candidatura para concorrem à vaga de candidato do partido. Uma vez formalizada, começa a campanha para o processo de caucus (assembléias eletivas) e primárias que culmina na nomeação do candidato de cada partido. A eleição presidencial de 2016 nos Estados Unidos será
realizada no dia 8 de novembro de 2016. Esta será a 58ª eleição presidencial do país, que oficialmente elege o presidente e o vice-presidente dos Estados Unidos.
Estamos na fase em que os candidatos dos partidos Republicano e Democrata anunciam suas candidaturas. Até o fechamento desta edição 9 republicanos e 3 democratas já tinham oficializado sua participação na disputa para representar seu partido na eleição presidencial. Por ordem de candidatura, os seis concorrentes republicanos são: Ted Cruz, Paul Rand, Marco Rubio, Ben Carson, Carly Fiorina e Mike Huckabee. Jeb Bush e Chris Christie ainda não declararam suas candidaturas, mas podem entrar na corrida presidencial a qualquer momento. No partido Democrata, até o fechamento desta edição, somente três candidatos afirmaram estar concorrendo ao direito de ser o representante do partido nas eleições
presidênciais de 2016: Hillary Clinton e Bernie Sanders.

Os candidatos republicanos Ted Cruz, do Texas, foi o primeiro a anunciar sua candidatura na corrida à Casa Branca. Ted Cruz é um dos precursores do movimento ultraconservador Tea Party nos Estados Unidos. O senador de origem cubana deu o pontapé inicial da corrida para suceder Barack
Obama ao lançar sua candidatura à eleição presidencial de 2016 num discurso aos eleitores mais conservadores. “Acredito no poder de milhões de valentes conservadores unindo–se para recuperar a promessa dos Estados Unidos. Por isso anuncio que serei candidato a presidente”, disse Cruz.
Em um discurso, Cruz defendeu a liberdade religiosa, menos impostos e o fim do sistema de saúde privada subsidiado, impulsionado por Obama e conhecido como “Obamacare”. Ele também se manifestou em favor de abolir o IRS (Internal Revenue Service), o serviço de arrecadação de impostos
dos Estados Unidos. “Em vez de um código de impostos que esmaga a inovação e que pressiona as famílias, imaginem um simples imposto único”, propôs. Em seu discurso, Cruz fez rápidas menções as suas ideias sobre política externa. Neste sentido, defendeu um governo “que permaneça,
sem pedir desculpas a ninguém, ao lado da nação de Israel”.

Também pediu aos seus interlocutores que imaginem um governo que “em nenhuma circunstância permita que o Irã adquira armas nucleares”. Rand Paul, que está em seu primeiro mandato no Senado representando o Estado do Kentucky, foi o segundo republicano a anunciar sua pré-candidatura. Filho do ex-deputado Ron Paul, ele costuma adotar posições contrárias às de seu partido, como na questão do relaxamento de algumas leis antidrogas ou o apoio dos republicanos aos programas de vigilância da NSA. O senador também se posicionou contra Ted Cruz as políticas de sanções contra Irã e Cuba. O comitê do senador do Kentucky anunciou em seu site que Paul concorre para “derrubar a máquina de Washington e libertar o sonho
americano”.
O senador republicano Marco Rubio, da Flórida, confirmou que vai concorrer à Casa Branca porque é “singularmente qualificado” para representar o Partido Republicano na disputa presidencial de 2016. Ele criticou a principal favorita a concorrer pelo Partido Democrata, Hillary Clinton, a quem chamou de líder de ontem, e disse que a corrida eleitoral do ano que vem será uma escolha entre o passado e o futuro. Rubio, filho de imigrantes cubanos que liderou a ascensão do movimento antiestablishment Tea Party em 2010, anunciou formalmente sua candidatura presidencial com um discurso na Torre da Liberdade, em Miami. O local é um marco da chegada de milhares de exilados cubanos que fugiam do regime comunista da ilha nos anos 1960. Rubio deve fazer da política externa um ponto forte de sua campanha, que pretende mostrá-lo como o republicano mais preparado para lidar com as ameaças aos Estados Unidos em um mundo caótico. O médico aposentado Ben Carson afirmou em uma entrevista de televisão na
Flórida que irá concorrer nas primárias republicanas para ser o candidato do partido nas eleições presidenciais de 2016. “Eu estou disposto a fazer parte de uma equação, e portanto, quero anunciar minha candidatura para presidente dos Estados Unidos da América, disse Carson durante entrevista ao canal WPEC-TV”.

Aos 63 anos, Carson é popular entre os conservadores do Tea Party, a ala mais à direita do Partido Republicano. A ex-presidente da Hewlett-Packard, Carly Fiorina, também anunciou que está concorrendo à Presidência dos Estados Unidos, se tornando a única mulher até o momento entre os pré-candidatos republicanos à Casa Branca em 2016. Uma das mulheres mais poderosas no mundo corporativo norte-americano, Carly anunciou a pré-candidatura no programa da rede ABC News “Good Morning America”. “Sim, estou concorrendo à Presidência. Acho que sou a melhor pessoa para o cargo porque entendo como a economia realmente funciona. Entendo o mundo, quem está nele, como o mundo funciona”, disse. Carly nunca
ocupou um cargo público. Ela foi forçada pela HP a pedir demissão em 2005, enquanto a companhia de tecnologia sofria para incorporar a Compaq após uma fusão de 19 bilhões de dólares.
O republicano Mike Huckabee foi o mais recente a anunciar sua candidatura para presidente dos Estados Unidos. Essa é a segunda vez que o antigo pastor batista e ex-governa Rand Paul Ben Carson Carly Fiorina Marco Rubio Mike Huckabee dor do Estado de Arkansas entra na corrida presidencial Americana. Ele espera, como em 2008, conquistar o apoio de eleitores evangélicos e conservadores. Huckabee comunicou sua decisão durante discurso em sua cidade natal, Hope, no Arkansas. O ultraconservador Rick Santorum, que já disputou as primárias republicanas com Mitt Romney em 2012, anunciou no dai 27 de maio que entrará, mais uma vez, na briga pela presidência dos EUA. “Temos de retomar os Estados Unidos”, defendeu este ex-senador de 57 anos, em discurso a correligionários reunidos perto de sua casa em Cabot, na Pensilvânia, prometendo ser o candidato da classe operária. Essa segunda tentativa de Santorum de disputar as primárias do partido será, porém, mais complicada do que a primeira. Agora,
ele deverá enfrentar 15 concorrentes que já manifestaram sua intenção de se candidatar às primárias e, pelo menos até o momento, seu número de seguidores é ainda menor do que há três anos.

O ex-governador do Estado de Nova York George Pataki também entrou na corrida presidencial para 2016 como candidato à chapa republicana. Como governador, Pataki se posicionou a favor do aborto e assinou leis rígidas para o controle das armas. Em janeiro lançou um Super-PAC (comitê de ação política sem vinculação obrigatória com candidatos e sem limites de arrecadação) e fez aparições em New Hampshire e Flórida, Estados
importantes para conquistar a indicação de sua legenda.

O senador Lindsey Graham, da Carolina do Sul, entrou na disputa pela indicação do Partido Republicano para concorrer à Presidência, colocando as críticas à política externa do presidente Barack Obama como o foco principal de sua campanha para a Casa Branca. “Aqueles que acreditam que podemos nos desligar do mundo e ficamos seguros à distância, votem em outra pessoa. Não sou o homem de vocês”, disse ele . Graham, de 59 anos, é o nono republicano a anunciar pré-candidatura à Casa Branca. Crítico das negociações de Obama com o Irã sobre o programa nuclear da República Islâmica, Graham foi um dos 47 senadores republicanos que assinaram uma carta, em março, fazendo um alerta à liderança de Teerã, numa intervenção bastante incomum na política externa dos EUA.
Os candidatos republicanos não oficiais Outro nome ainda não oficial, mas praticamente dado como certo é Jeb Bush, ex-governador da Flórida. Provável candidato republicano à Presidência em 2016, Jeb Bush, que era popular entre falantes de espanhol quando governou o Estado norte-americano da Flórida, declarou-se “hispânico” num formulário de registro eleitoral em 2009, segundo reportagem do jornal New York Times.
Irmão do ex-presidente George W. Bush e filho do ex-presidente George H.W. Bush, o texano Jeb está cogitando uma candidatura presidencial e é considerado o favorito entre os vários possíveis candidatos republicanos. Sua posição em relação à imigração se choca com a de muitos do seu partido, como quando ele disse, no ano passado, que os imigrantes ilegais que chegam aos Estados Unidos para sustentar suas famílias não estão cometendo um delito, mas um gesto de amor. Outros possíveis candidatos que podem confirmar sua participação na corrida para representar o partido Republicano nas eleições presidenciai são Chris Christie, Rick Perry e John Kasich.

Os candidatos democratas

O partido Democarata tem somente três candidatos até o momento, Hillary Clinton e Bernie Sanders, que lançou sua candidatura. No entanto, a ex-secretária de Estado, Hillary Clinton, lidera com vantagem confortável a lista de possíveis presidenciáveis. Entre os democratas, 68% consideram que as possibilidades do partido conseguir eleger novamente Lindsey Graham Rick Santorum George Pataki um democrata da Casa Branca são mais altas
com Hillary, contra 30% que acreditam que seria melhor disputar as eleições com outro candidato. Hillary Clinton arrancou a campanha rumo à Casa Branca a partir de um pequeno café no estado de Iowa. Foi o primeiro passo naquela que é a segunda tentativa da antiga Primeira Dama e chefe da diplomacia para chegar à presidência dos Estados Unidos. Ela também apresentou sua candidatura no You Tube, com grande repercussão. “Precisamos de construir a economia do amanhã e não do passado, precisamos de reforçar as famílias e comunidades porque é aí que tudo começa. Temos que reparar o nosso sistema político disfuncional. E temos que proteger o país das ameaças de hoje em dia e daquelas que estão para vir”, disse Hillary.
O primeiro concorrente de Hillary Clinton à indicação do partido democrata para as eleições presidenciais de 2016 dos Estados Unidos é o senador Bernie Sanders, eleito pelo Estado de Vermont, que anunciou durante uma entrevista à agência de notícias Associated Press, quando disse que concorrerá ao pleito. Sanders se descreveu como um “social democrata” que pretende combater os “níveis obscenos” de desigualdade social no país e
reformular o financiamento de campanha americano, o qual ele considera uma “verdadeira desgraça”. Sanders se auto intitula um “socialista”. Ele tem aparecido em programas de televisão e cruzado o país, principalmente em estados-chave como Iowa e New Hampshire, pregando contra bilionários.
Martin O’Malley, antigo governador democrata de Maryland, anunciou a sua candidatura às eleições presidenciais dos Estados Unidos, apelando à “reconstrução do sonho americano”. Ele foi o terceiro democrata a anunciar a candidatura, após a favorita à nomeação pelo partido. Martin O’Malley, 52 anos, está também politicamente à esquerda de Clinton. Num discurso de apresentação da candidatura pronunciou-se contra as desigualdades
crescentes e a perda de rendimento. O candidato defende um “salário mínimo mais elevado”, a melhoria das condições de prestação de trabalho extraordinário e de representação sindical, bem como uma reforma da imigração que permita a legalização de 11 milhões de pessoas. Outros democratas podem entrar na disputa O primeiro nome a ser cotado é o do atual vice-presidente Joe Biden, mas, ao mesmo tempo, este é o mais improvável. Apesar de ser o candidato “natural” e concorreu à presidência duas vezes no passado, não existe qualquer indicação de operação política para sua candidatura.
Outros nome é de Lincoln Chafee, ex–governador e ex-senador de Rhode Island. Correndo por fora estariam Jim Webb, ex–senador pela Virgínia. Outra possibilidade, e aquela que parece ter o maior potencial para ser um desafio à Hillary, é o nome de outra mulher: Elizabeth Warren, senadora por Massachussets e um dos nomes mais à esquerda do partido. Com somente três nomes no páreo, muita coisa ainda pode acontecer na campanha dos democratas.

Como fucinona o sistema eleitoral No sistema americano, os 50 estados fazem uma eleição preliminar separada para escolher um candidato republicano e um democrata. O processo eleitoral consiste na escolha de membros para o Colégio Eleitoral dos Estados Unidos, onde um democrata
e um republicano concorrem ao cargo de presidente dos Estados Unidos e o candidato que tiver mais votos no Colégio Eleitoral (pelo menos 270 votos) será escolhido o novo presidente dos Estados Unidos. Se nenhum candidato receber a maioria dos votos no Colégio Eleitoral, o presidente-
-eleito será escolhido numa votação da Câmara de Representantes dos Estados Unidos da América. Cada estado tem lei própria e em Hillary Clinton
Martin O’Malley Bernie Sanders nenhum a votação é obrigatória.

Em alguns, como Iowa (o primeiro a fazer a prévia), apenas os filiados e os delegados dos partidos votam. Em outros, a população toda pode
participar. Os vencedores são confirmados nas convenções dos partidos e disputam a presidência na eleição de novembro. O presidente-
-eleito tomará posse em janeiro de 2017. Duas grandes diferenças marcam as eleições presidenciais do Brasil e dos Estados Unidos. Enquanto no Brasil o voto é obrigatório para eleitores entre 18 e 70 anos (há poucas exceções previstas em lei) e o presidente é eleito pelo voto popular direto (no
primeiro ou, se houver, no segundo turno), nos Estados Unidos votar é facultativo, não é uma obrigação, e a maior autoridade do país é escolhida por um Colégio Eleitoral, formado por delegados de todos os Estados norte–americanos.

Para entender as diferenças entre o sistema brasileiro e o americano, em primeiro lugar, ajuda ter em mente que – pelo voto popular direto – os EUA têm não uma, mas 51 eleições presidenciais – as eleições primárias. Elas ocorrem nos 50 Estados e no Distrito de Columbia, onde fica a capital, Washington. O candidato que vencer pelo sufrágio popular direto em cada Estado terá o voto de todos os delegados desse mesmo Estado no Colégio Eleitoral. O número de delegados estaduais no colegiado que escolhe o presidente corresponde exatamente ao número de senadores e deputados federais que cada Estado tem. A quantidade de senadores é fixa, dois por Unidade da Federação norte-americana, e cada uma delas tem pelo menos um deputado federal. Assim, todo Estado, por menor que seja, terá três representantes no Colégio Eleitoral. De resto, o número de representantes do povo na Câmara (que correspondem à maior parte do Colégio Eleitoral) é determinado pela quantidade de habitantes do Estado no mais recente censo nacional (sempre feito nos anos terminados em zero). Desse modo, os deputados federais de um Estado podem aumentar ou diminuir, conforme sua população cresça ou encolha no censo.
Como funcionam as primárias A cada nova eleição presidencial, num primeiro momento, muitos nomes aparecem para disputar a primeira primária, que acontece no estado de Iowa. Lá, são feitos debates e posteriormente os republicanos elegem seu favorito. O candidato com maior votação
recebe todos os delegados do estado, mesmo que não alcance mais de 50%. A segunda primária acontece em New Hampshire, com eleitorado bem menos conservador. Depois acontecem as primárias na Carolina do Sul e no importante e caro estado da Flórida. Nesse ponto a maioria dos
candidatos desiste e sobram apenas aqueles que ainda tem alguma chance matemática de obter os delegados necessários para a nomeação.
Depois acontece a “Super-Terça”, que seria o acontecimento de primárias em vários estados. Depois da Super-Terça fica mais ou menos claro quem será o candidato ou sobram apenas dois deles.
Os apoios nesse processo são fundamentais, tanto de políticos do partido como dos candidatos derrotados. Terminado o processo de nomeação o candidato vencedor discursa na Convenção do Partido, onde aceita a missão de disputar a presidência dos EUA. Os votos nas primárias são dados pelos representantes de cada partido. Em cada estado a definição do grupo desses representantes pode ser diferente. Em alguns, votam apenas
os filiados do partido. Em outros, votam também os cidadãos comuns. As votações também podem ser feitas nos chamados caucus, que são pequenas
assembléias eleitorais realizadas em escolas ou outros locais públicos e durante as quais os participantes, essencialmente militantes, designam delegados entre os candidatos em disputada. Estas pessoas escolherão por sua vez, delegados do condado, depois do distrito, para, enfim, chegarem ao Estado. São estes últimos representantes que irão à convenção de seu partido e votarão no candidato definitivo. Terminada a votação em cada estado, os partidos fazem seus congressos nacionais, nos quais os candidatos são finalmente oficializados, apesar de já se saber antes o vencedor,
pela soma dos delegados conquistados nos estados. Ganha quem obtiver mais votos. Podem também concorrer à Presidência dos Estados Unidos candidatos independentes.
Pelo sistema norte-americano, cada eleitor dá o seu voto no estado onde mora. Ao final da apuração é que entra o papel dos “delegados”, que quase sempre seguem o voto para o candidato escolhido pela maioria da população do estado que fazem parte (em raras ocasiões, delegados individuais já se
“rebelaram” e não seguiram o voto popular de seus estados). O Colégio eleitoral americano foi estabelecido pelo Artigo 2, Seção 1 da Constituição
dos Estados Unidos. O colégio encontra-se a cada quatro anos com “grandes eleitores” (delegados que são eleitos pelos “pequenos eleitores”, que são os cidadãos comuns) de O colégio eleitoral norte americano tem ao todo 538 representantes. vence a eleição o candidato que conseguir 270 votos.
Os três que receberam mais votos do Colégio Eleitoral vão para uma nova eleição. Neste caso, porém, a decisão passa do Colégio
Eleitoral para a Câmara de Representantes, onde cada estado tem um voto. Há uma outra especificidade do Colégio Eleitoral que marca
a eleição norte-americana: na maior parte dos estados, o candidato que ganhar o maior número de votos populares leva todos os delegados desse estado.
Por esse sistema, mesmo que um candidato A tenha obtido, por exemplo, 30% dos votos da população de um estado, esses votos não terão nenhum peso na contagem final se o seu adversário B ganhar a maioria dos votos populares (51% ou mais) O sistema eleitoral norte-americano pode trazer resultados curiosos: nem sempre vence a eleição quem tem mais votos em todo o país. Isso aconteceu em 2000, quando o democrata Al Gore teve mais votos entre a população do que o republicano George W. Bush, mas acabou perdendo a eleição. Esse fenômeno também aconteceu com John
Quincy Adams (em 1825), com Rutherford Hayes (em 1877 e com Benjamin Harrison (em 1889).

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