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‘Jeitinho brasileiro’ Instituto dos EUA pede para brasileiros do Ciência sem Fronteiras

‘Jeitinho brasileiro’ Instituto dos EUA pede para brasileiros do Ciência sem Fronteiras

A Mensagem pedia para compensar atraso na verba com ‘solução criativa’.
Diretor depois pediu desculpas e alegou ‘falha’ em comunicação.

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Estudantes brasileiros do programa Ciência sem Fronteiras que estão fazendo intercâmbio nos Estados Unidos receberam um e-mail do Instituto de Educação Internacional (IIE), parceiro do governo brasileiro no programa, sugerindo que dessem o “jeitinho criativo que o brasileiro tem” diante de um atraso no repasse do dinheiro durante as férias. A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), diz que a mensagem do instituto é “descabida” e que liberou na quarta-feira (6) os recursos para os estudantes do programa.

O e-mail foi enviado aos alunos na quarta-feira. Nele, o diretor Edward Monks informava sobre o atraso do repasse da verba de moradia, alimentação e auxílio deslocamento e que não sabia em que data o dinheiro iria chegar.

“Enquanto isso, pedimos que você use o método brasileiro de solução criativa de problemas para trabalhar com seus amigos brasileiros, seu assessor e funcionários da universidade para angariar recursos, ofereça hospitalidade aos outros, peça com jeitinho para ficar com amigos, fazer as refeições no nosso campus ou usar sua verba da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior)  para fazer arranjos temporários”, diz a mensagem.

Em seguida, no mesmo dia, o diretor do instituto escreve outra carta pedindo desculpas e para que os brasileiros desconsiderassem a mensagem anterior, que teria sido uma “falha de comunicação”.

André Martins das Neves, de 22 anos, de Belo Horizonte, é aluno de odontologia na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e desde agosto está em Bowling Green, no estado de Kentucky, nos Estados Unidos, fazendo intercâmbio na Universidade Western Kentucky pelo Ciência sem Fronteiras. Com a proximidade do período de férias de verão naquele país, os alunos conseguem estágios para um período de três meses.

André vai para Michigan mas ficou preocupado com a notícia de que o dinheiro deve atrasar. Ele disse que precisa pagar o apartamento que alugou em Michigan para fazer o estágio, e que teria de receber US$ 3.888,e já gastou US$ 600.

Ele disse que não tem problemas com a verba que recebe da Capes, paga diretamente pelo governo brasileiro à universidade americana. O problema é esta verba para estágio nas férias de verão. “Só tenho até o dia 17 para ficar em Kentucky”, explica.

Artur Rodrigues, 20 anos, de Brasília, também faz desde agosto odontologia na Universidade Western Kentucky. Ele conseguiu estágio em Boston mas precisa do dinheiro para pagar aluguel. A passagem ele pagou do bolso (US$ 390) para aproveitar uma promoção.

Em nota, a Capes afirma que “a nota divulgada pelo Institute of International Education (IIE) é descabida. O próprio IIE já prestou esclarecimentos aos estudantes e pediu para que o texto anterior fosse desconsiderado. A Capes informa que está em dia com todas as bolsas do Ciência sem Fronteiras e liberou na quarta-feira, 6, os recursos relativos ao pagamento das taxas e despesas das universidades”.

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