Na espera da aprovação de uma lei de imigração nos Estados Unidos

Na espera da aprovação de uma lei de imigração nos Estados Unidos

O plano de reforma imigratória apresentado por Obama no ano passado, quando da assinatura do conjunto de medidas para regularizar a situação de cerca de cinco milhões de imigrantes em situação illegal, muitos tinham a esperança de  tornar o sistema ‘mais justo e equilibrado’. Na época, a ação, tomada por decreto e sem consulta ao Congresso, gerou reações de líderes do Partido Republicano.

O programa apresentando pelo presidente oferece a permissão de trabalho de três anos e uma proteção contra a deportação. As condições para pedir a permissão são: estar presente em território americano há pelo menos cinco anos, ter um filho com cidadania americana ou residência permanente (‘green card’) e ter nascido antes de 20 de novembro de 2014, sem importar a idade. Para os jovens: estar presentes em território americano desde 1º de janeiro de 2010 (ao invés de 15 de junho de 2007), ter chegado aos Estados Unidos antes dos 16 anos, ter completado ao menos o ensino médio e não apresentar antecedentes criminais.

Na época, Obama reforçou, no entanto, que o programa “não é um passe livre para a cidadania americana” sem que se dê os passos apropriados. O governo estima que o programa, além de ampliar a elegibilidade de jovens imigrantes a tirar os documentos segundo um programa diferente, ajudará quase a metade dos cerca de 11 milhões de imigrantes ilegais do país.

Cerca de 11 milhões de imigrantes em situação ilegal vivem nos Estados Unidos, menos que em 2007, quando somavam 12,2 milhões, segundo o Pew Research Center. Ao menos 60% deles vivem em seis estados: Califórnia, Flórida, Illinois, Nova Jersey, Nova York e Texas. Quase a metade do total dos imigrantes ilegais é de origem mexicana e a metade vive nos Estados Unidos há mais de 13 anos.

As novas medidas não se aplicam às pessoas que entraram no país recentemente” nem às que vierem no futuro, tampouco garante a cidadania americana. “Tudo o que estou dizendo é que não vamos deportá-lo”, acrescentou, dirigindo-se aos imigrantes.

DETALHES DO PLANO

População em situação ilegal: Cerca de 11 milhões de imigrantes em situação ilegal vivem nos Estados Unidos, menos que em 2007, quando somavam 12,2 milhões, segundo o Pew Research Center.

Ao menos 60% deles vivem em seis estados: Califórnia, Flórida, Illinois, Nova Jersey, Nova York e Texas.

Quase a metade do total dos imigrantes ilegais é de origem mexicana e a metade vive nos Estados Unidos há mais de 13 anos.

Novo programa: Com o novo programa, cerca de quatro milhões de imigrantes sem documentos poderão solicitar, a partir da primavera no hemisfério norte, uma permissão de trabalho de três anos, e uma proteção contra a deportação.

OS PRETENDENTES DEVEM:

– Estar presentes em território americano há pelo menos cinco anos.

– Ter um filho com cidadania americana ou residência permanente (‘green card’), nascido antes de 20 de novembro de 2014, sem importar a sua idade.

Via especial para os jovens: Os critérios de um programa criado em julho de 2012, especialmente para os imigrantes que foram levados crianças pelos pais serão ampliados, o que permitirá potencialmente agregar uns 270.000 imigrantes aos 600.000 que já se beneficiaram do mesmo, em 30 de junho passado.

OS NOVOS CRITÉRIOS SÃO:

– Estar presentes em território americano desde 1º de janeiro de 2010 (ao invés de 15 de junho de 2007).

– É eliminado o teto de 31 anos de idade em 2012 para ingressar ao programa.

– Os solicitantes devem ter chegado aos Estados Unidos antes dos 16 anos (invariável).

– As condições de diploma (ensino médio) e antecedentes criminais (não ter sido condenado) são mantidas.

EXPULSÕES: As autoridades federais concentrarão seus recursos em expulsar os imigrantes em situação irregular considerados perigosos, detidos na fronteira ou que chegaram a partir de 1º de janeiro de 2014, inclusive menores de idade.

Também serão destinados recursos para reforçar a fronteira com o México e o sistema judicial para acelerar o processo dos casos de deportação.

IMIGRAÇÃO LEGAL: O governo se prepara também para aumentar a entrega de vistos a trabalhadores muito qualificados e estudantes cientistas, o que poderá abranger 500.000 pessoas.

Em particular, os estrangeiros formados em universidades americanas em carreiras com demanda (ciência, engenharia, matemática) poderão trabalhar por mais tempo nos Estados Unidos após obter seus títulos sem ter que passar por trâmites de visto, devido à ampliação do programa ‘Optional Practice Training’ (Treinamento Prático Opcional).

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