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Sequestro em café de Sydney acaba com dois mortos e três feridos

O destino dos reféns e do atirador, identificado como Man Haron Monis, não está imediatamente claro, disseram policiais

O sequestro em um café de Sydney, Austrália, acabou em tiroteio pesado nesta segunda-feira (15) – terça no horário australiano. A rede de notícias ABC informou que dois morreram e três estavam em estado grave.

 
Mulher ferida é retirada de café após ter sido refém de suposto jihadista em Sydney, Austrália

Os outros dois estariam sendo reanimados por médicos, informou a emissora australiana. O destino dos reféns e do atirador, identificado por um funcionário com conhecimento direto da situação como Man Haron Monis, não está imediatamente claro.

Segundo a polícia australiana, o sequestro acabou depois de um grande número de policiais fortemente armados invadir o café onde um atirador mantinha um número desconhecido de pessoas.

Um porta-voz da polícia confirmou que “a operação acabou” nesta segunda (horário de Brasília), mas não divulgou mais detalhes.

Centenas de policiais, incluindo atiradores de elite, haviam se posicionado ao redor do Chocolate Cafe na área central de Sydney após um homem armado tomar o prédio às 10 da manhã desta segunda (18h de domingo no horário da Austrália).

Imagens impressionantes divulgadas pela mídia australiana nesta segunda mostravam possíveis reféns com as mãos pressionadas contra as janelas do café. Eles estavam segurando uma bandeira preta com escrita árabe “Não há Deus além de Alá e Maomé é o profeta de Alá.”

Suspeito

Um refugiado iraniano acusado de abuso sexual e conhecido por ter enviado cartas de ódio a familiares de soldados australianos mortos no exterior é o homem armado que mantém reféns, disse uma fonte da polícia. Haron Monis estava cercado.

“Não há razão operacional para que o nome seja retido por nós agora”, disse a fonte policial, que pediu para não ser identificada.

Brasileira

A brasileira Márcia Mikhael está entre os reféns, segundo informação de parentes. Ela é natural de Goiânia e mora na Austrália há cerca de 20 anos.

Essa informação chegou aos parentes por meio de duas mensagens postadas no perfil da brasileira no Facebook e foi confirmada por outros parentes que moram em Sydney. A informação não foi confirmada pelo Ministério das Relações Exteriores, que disse estar acompanhando o caso.

Segundo Adibe George Khuri, prima de Márcia, a brasileira tem três filhos, que estão na região do Café Lindt Chocolat, em Martin Place, aguardando informações sobre a situação. Outra prima de Márcia Vanessa Fonseca afirmou que um irmão da brasileira também está na região do café acompanhando a operação.

“Nosso medo é que ela não saia com vida”, disse Adibe.

A Secretaria de Assuntos Internacionais de Goiás informou que entrou em contato com o consulado brasileiro na Austrália.

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