Cientistas chineses lançam satélite com tecnologia brasileira

Uma das imagens mais bonitas do fim de semana veio da China, na decolagem de um foguete que foi para o espaço carregando tecnologia verde e amarela, brasileira.

O lançamento foi acompanhado pelos cientistas aqui no Brasil, em São José dos Campos. Depois de 4 anos, o Brasil voltou a ter um satélite no espaço. O equipamento foi desenvolvido em parceria com os chineses e vai ajudar a fiscalizar o desmatamento na Amazônia.

O lançamento foi à 1h26 da manhã, horário de Brasília, da base chinesa de Taiyuan.

Uma animação do INPE mostra o que aconteceu com o foguete: 13 minutos depois do lançamento, ele atingiu a altitude de 778 quilômetros e soltou o satélite. Logo em seguida, o equipamento entrou em órbita e os painéis solares se abriram, indicando que ele tinha começado a funcionar. A equipe comemorou.

“As baterias estão sendo carregadas com os valores nominais, os espelhos das câmeras foram liberados, então tudo está transcorrendo normalmente”, explica o pesquisador Luiz Antonio dos Reis.

Dessa vez, a expectativa dos cientistas era maior. Há um ano, a tentativa de colocar mais um satélite brasileiro no espaço falhou. O foguete chinês, responsável pelo lançamento, não alcançou a altitude necessária para o satélite entrar em órbita, e o país perdeu o equipamento.

O Brasil investiu R$ 150 milhões no projeto. O CBERS vai ser a principal ferramenta do Brasil para o monitoramento ambiental. Há 4 anos, o país estava sem um satélite próprio e usava imagens de cedidas por um equipamento americano e um indiano.

As imagens do CBERS servem de base para os sistemas de fiscalização do desmatamento da Amazônia, do INPE.

“É uma questão estratégica para a país. A gente tem que ter autonomia nessa área. Um país de dimensões continentais como o nosso, que tem sofrido transformações muita rápidas na ocupação do território, precisa observar o que está acontecendo no seu ambiente”, explica o pesquisador do INPE, João Vianei.

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