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Ativistas fazem greve de fome nos EUA para pedir voto contra deportações

Mais de 20 mães sem documentos, imigrantes ilegais, iniciaram uma greve de fome no dia 3 de novembro com a intenção de influenciar as eleições legislativas dos Estados Unidos, em um protesto em frente à Casa Branca, para pedir ao presidente Barack Obama que, após o pleito, tome medidas para conter as deportações e para aprovar uma reforma migratória. “Pedimos a nossos irmãos, que têm o privilégio de poder votar, que o façam amanhã”.

“Será um dia muito importante para nós porque precisamos de uma mudança no Congresso”, disse à Agência Efe a ativista Lenka Mendoza da organização Dreamer’s Moms USA (Mães dos Sonhadores dos EUA).

As mães dos “sonhadores” (jovens imigrantes ilegais que chegaram aos EUA, mas que obtiveram uma permissão temporária para trabalhar e estudar) começaram hoje uma greve de fome, mas não poderão expressar seu pedido através do voto nas eleições de amanhã, que renovarão a Câmara dos Representantes e um terço do Senado.

Por isso, as manifestantes pediram aos latinos com situação regular no país que exerçam seu direito ao voto para conseguir uma reforma migratória “compreensiva, humana e justa”. “Sabemos que o atual Congresso não vai aprovar essa reforma”, afirmou Lenka, que criticou o “imobilismo” dos republicanos, que bloquearam a reforma na Câmara durante mais de um ano, depois que um projeto bipartidário foi aprovado no Senado.

No entanto, Lenka também se dirigiu aos democratas e lembrou as promessas de Obama, que garantiu que reformaria o sistema de imigração antes do meio do ano, e depois adiou essa decisão para o final de 2014. “Estamos aqui para dizer ao senhor presidente que, no dia 5 de novembro, tem que assinar uma ação executiva”, destacou a ativista, que afirmou que as mães não têm medo, querem lutar e estão dispostas a aguentar “frio e fome”.

A representante das Dreamer’s Moms USA no Arizona disse que “já não há mais tempo, porque todos os dias 1.100 pessoas estão sendo deportadas”, com a dor que representa para as famílias a deportação de um de seus membros. A ativista fez questão de destacar o caso das crianças que, quando seus pais são expulsos do país, ficam desamparadas e sob responsabilidade dos serviços sociais para depois serem adotadas por outra família.

As Dreamer’s Moms, vindas do Arizona, Califórnia e Connecticut, prometeram continuar com seu protesto “até que o presidente cumpra com sua palavra”. As ativistas realizarão hoje uma vigília em uma igreja e amanhã um dia de protestos no qual farão uma passeata em frente à Casa Branca.

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