Mais 4 anos de Dilma Rousseff na presidência do Brasil

A presidente Dilma Rousseff (PT) foi reeleita para mais quatro anos de mandato. A petista venceu uma das disputas mais acirradas dos últimos anos contra o senador Aécio Neves (PSDB). Conforme dados da apuração do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a petista ficou com 51,64% dos votos válidos, contra 48,36% do tucano. Ao todo, Dilma alcançou mais de 52 milhões de votos e venceu em praticamente todas as regiões do país. Com a vitória, Dilma Rousseff se torna a primeira presidente mulher reeleita da história do Brasil. Já o PT ficará pelo menos 16 anos no poder.
Os desafios do segundo mandato de Dilma Rousseff são grandes. A nova composição da Câmara de Deputados deve ser um problema a mais para a presidente. Dilma vai enfrentar o Congresso mais conservador dos últimos 50 anos. Desde 1964 o Brasil não tinha um Congresso tão conservador e isso pode ser um obstáculo às novas ideias da petista. Entre as metas de governo, Dilma precisa reestabelecer a confiança dos investidores no governo brasileiro e buscar apoio no congresso e no senado para as reformas política e tributária que pretende implementar e para apresentar um “governo novo, com novas ideias”, como afirmou durante a campanha presidencial.
–  Promessas de Campanha
Nesta campanha, Dilma não formulou um plano de governo oficial, mas apresentou algumas propostas de governo. Ela também falou de assuntos como controle da inflação, criação de empregos, redução de impostos, combate à corrupção e crescimento do PIB. Veja a seguir um resumo das promessas de campanha da presidente eleita.
–  Inflação
Dilma tem afirmado que a inflação no país está sob controle e vai fechar o ano dentro da meta do governo, de 6,5%. Contrária à independência do Banco Central, defendida por Marina Silva (PSB), a presidente diz não concordar com políticas de combate à inflação que reduzam o crescimento econômico, como a elevação abrupta da taxa de juro, uma das medidas mais eficazes, mas que tem como eventual consequência o aumento do desemprego.
–  Geração de Empregos
O plano de governo destaca que, de janeiro de 2011 até maio de 2014, foram gerados 5 milhões de empregos formais. Dilma tem dito que o país vive situação de pleno emprego, enquanto, no mundo, a crise eliminou 60 milhões de empregos desde 2008. A petista apoia medidas de estímulo à indústria como uma das formas de assegurar a criação e a manutenção de postos de trabalho. Além disso, anunciou o Pronatec 2, que irá oferecer 12 milhões de vagas a partir de 2015, com o objetivo de qualificar a mão de obra e aumentar a produtividade no país.
–  Impostos
Ela disse que não pretende aumentar impostos e que, se reeleita, também não autorizará “tarifaço”. Sobre a reforma tributária, admite que as barreiras envolvendo o tema exigirão empenho e determinação do governo. Dilma tem defendido que a universalização do Simples Nacional – que irá incluir a partir de 2015 mais 140 atividades não contempladas pelo programa que unifica o pagamento de oito tributos – é o primeiro passo da reforma tributária no país. A petista também pretende dar continuidade à política de redução de tributos, como a da folha de pagamentos, que beneficia 56 setores.
–  Crescimento do PIB
Apesar da redução do PIB no primeiro semestre, Dilma se mantém otimista com a retomada da economia. Segundo ela, o recuo por dois trimestres consecutivos – configurando um quadro de recessão técnica – é momentâneo. Entre as causas apontadas pela presidente, estão o excesso de feriados neste ano, devido à Copa do Mundo, e a queda nos preços de matérias-primas, como a soja. Para que o Brasil volte a crescer, Dilma tem defendido a necessidade de desburocratizar o Estado e ampliar investimentos em infraestrutura, além de aumentar a capacidade produtiva.
– Saúde
O plano de governo prevê a extensão da rede de Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), a ampliação do acesso da população a medicamentos e o fortalecimento e a universalização do Serviço Ambulatorial Móvel de Urgência (Samu). Questionada durante sobre as tabelas do SUS, Dilma afirmou que, “sempre que possível, se reajusta”, mas evitou se comprometer com revisão dos valores. A presidente, em entrevista ao Jornal Nacional, reconheceu que o país não tem saúde “minimamente razoável” e disse que o Brasil precisa de uma reforma federativa.
–  Programa Mais Médicos
Dilma diz que ampliará o programa Mais Médicos, que passará a contemplar especialistas e exames laboratoriais. Para isso, a presidente anunciou que planeja criar o programa Mais Especialidades. O objetivo é diminuir filas e espera, instalando uma rede de unidades integradas que ofereçam consultas, exames e cirurgias. Na lista de ações para suprir a carência de médicos, também consta ampliação dos cursos de Medicina. Até 2017, serão criadas mais de 11 mil vagas de graduação em Medicina e mais de 12 mil vagas de residência médica.
–  Agronegócio e Sustentabilidade
Defende a manutenção e a ampliação da política de crédito rural subsidiado. Na safra 2014/2015, o governo disponibilizou R$ 156,1 bilhões para o financiamento da produção agrícola e pecuária, um aumento de quase 15% em relação à safra passada. Dilma disse que não faltará crédito para os produtores e que os recursos têm hoje juros mais atrativos. Para a presidente, o novo Código Florestal, aprovado em 2013, garantiu bases mais sustentáveis para a produção agrícola e mais segurança jurídica para os produtores.
–  Prouni/Enem
Para Dilma, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é uma “forma democrática de garantir a todos maiores oportunidades de acesso à universidade”. A presidente tem ressaltado que o processo seletivo vem sendo aprimorado a cada ano, bem como o esquema de segurança envolvendo as provas. Criado no governo Lula, o Programa Universidade para Todos (Prouni), que já concedeu 1,2 milhão de bolsas, tornou-se, conforme a petista, o “maior programa de inclusão universitária da nossa história”.
–  Piso dos professores
Promete valorizar o professor, com melhores salários e formação. Dilma disse que a melhoria da qualidade da educação no país passa pela valorização dos professores. Os recursos para aumentar os salários da categoria virão, segundo a petista, do petróleo. Com a aprovação, em 2013, do projeto que destina os royalties para investimento em saúde e educação, a estimativa é que R$ 118 bilhões deverão ser aplicados nessas áreas até 2020, sendo cerca de 70% do volume em educação.
–  Bolsa Família
Um dos principais carros-chefes dos governos petistas, o programa criado em 2004 abrange um quarto da população brasileira, beneficiando 50 milhões de pessoas. Ela considera que o programa é o “mais forte para reduzir a pobreza e a desigualdade” e que não tem uma porta de saída, mas, sim, de entrada para o “mundo de trabalho e empreendedorismo”. A presidente, que reajustou o valor do benefício em 10%, tem relacionado o Bolsa Família ao Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec).
–  Minha Casa Minha Vida
Os resultados do programa, lançado em 2009, são destacados no plano de governo. Conforme o documento, o Minha Casa Minha Vida contratou, em suas duas fases, 3,45 milhões de casas, sendo que 1,7 milhão já foram entregues. Em seu segundo mandato, Dilma diz que continuará ampliando o Minha Casa Minha Vida. Para isso, afirmou que garantirá a oferta, nas grandes cidades, de espaços para a construção de residências.
–  Previdência
Demanda antiga das centrais sindicais, o fim do fator previdenciário não está nos planos de Dilma. A petista afirmou que não pretende rever a fórmula de cálculo que considera a idade de quem se aposenta, o tempo de contribuição e a expectativa de vida da população, o que, segundo os movimentos sindicais, reduz o valor do benefício.
–  Política externa
Conforme o plano de governo, a política externa “continuará sendo mais do que um instrumento de projeção do Brasil no mundo”. Dilma quer fortalecer o Mercosul, a Unasul e a Comunidade dos Países da América Latina e Caribe (Celac), “sem discriminação de ordem ideológica”. Além disso, promete ênfase nas relações do Brasil com África, países asiáticos e mundo árabe. Outro compromisso é a luta pela reforma dos principais organismos internacionais, como a ONU, o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional.
–  Temas polêmicos
Depois do recuo de Marina envolvendo questões LGBTs em seu plano de governo, Dilma passou a defender a criminalização da homofobia. O projeto que trata do assunto, no entanto, só não foi votado pelo Congresso em 2013 por uma orientação do governo, que não queria correr o risco de ficar sem o apoio de evangélicos para a reeleição. Sobre a união civil de homossexuais, Dilma disse que é uma questão “solucionada”. Em 2010, a candidata manifestou posição contrária ao aborto e à legalização das drogas. Ela também é contra a redução da maioridade penal.
– PRONATEC
O programa é uma das principais bandeiras de Dilma. Ela prometeu criar 12 milhões de novas vagas até 2018. A presidente também disse que irá oferecer 100 mil bolsas de intercâmbio internacional para o programa Ciência sem Fronteiras.
–  Lei Anticorrupção
Dilma prometeu trabalhar para que o Congresso aprove mudanças nas leis para criar uma maior punição para o crime de corrupção. Ela apresentou cinco pontos: “tornar caixa dois um crime”; “punição de agentes públicos que apresentem enriquecimento sem justificativa”; “criação de ação judicial que permita declarar a perda da propriedade de bens adquiridos ilicitamente”; “mudar a lei para agilizar o processo de crimes de desvio de recursos públicos”, e, por fim, “criar uma nova estrutura no poder judiciário para agilizar processos contra agentes públicos de foros privilegiados”.
–  Segurança
A petista prometeu criar a Academia Nacional de Segurança Pública, para formar policiais e analistas. Além disso, a candidata disse que vai mudar a lei para que a União passe a ter a responsabilidade da segurança com os Estados e Municípios. Ela, ainda, pretende integrar todas as polícias no mesmo esquema utilizado para a Copa.
– PETROBRAS
Alvo de escândalos de corrupção, a estatal irá passar por uma reestruturação. Pelo menos é isso o que afirmou Dilma durante a campanha, principalmente no combate à corrupção. A presidente admitiu ter ocorrido desvio de dinheiro e prometeu “fazer de tudo” para que os cofres sejam ressarcidos e os culpados punidos. Desde que Dilma Rousseff assumiu o mandato, no dia 1 de janeiro de 2011, o valor das ações da Petrobras desce em um ritmo constante. Em 17 de março deste ano, as ações da empresa fecharam o dia cotadas a 12,57 reais, o menor valor desde 2005. A Petrobras também deixou a 12ª posição no ranking das maiores empresas do mundo em valor de mercado, lugar que ocupava em 2010. O último ranking, divulgado pelo jornal britânico Financial Times em março, mostra que a estatal perdeu 108 posições, sendo agora a 120ª maior empresa do mundo.
O que pensam líderes brasileiros nos EUA sobre o Brasil de Dilma
Aloysio Vasconcellos, presidente da Brazil International Foundation, não se coloca no time do  “chororô”  ao analisar a situação política, econômica e social do Brasil. “Sou democrata e  aceito  o resultado de eleições realizadas dentro da Lei. A vontade do povo, senhor do Estado, tem que ser obedecida. Espero um governo mais tecnicamente dedicado aos assuntos econômicos, com uma visão mais aberta de mercado, sem o que não  atingiremos niíveis de desenvolvimento compatíveis com nossa realidade econômica”, afirmou.
Ele disse que a eleição foi limpa e árdua. “O mundo negocia com os vencedores. Choramingas não são consideradas nas mesas de negociação internacional.  O Brasil ainda é, e certamente continuará a ser, uma fonte de recursos e de bons negócios para as empresas multinacionais.  Não há porque desrespeitar-se a Presidente Dilma, legítima representante do povo brasileiro. Quem quiser fazer negócio no Brasil terá, sempre, que se lembrar disto. E os bons negociadores não irão se esquecer”, considerou.
No plano social, Aloysio Vasconcellos espera a consolidação e a expansão dos programas existentes, talvez sob reformas que possam melhor direcionar os recursos gastos nesses programas. Ele disse que “uma forte reação à corrupção, passando pelas reformas legislativas e judiciárias são necessárias, de forma que eliminemos de vez a sensação de impunidade que existe há muito tempo em nossa sociedade”.
Em relação ao relacionamento internacional entre Brasil e EUA para os próximos 4 anos, Aloysio assegura que as duas potências econômicas das Américas tem que se entender, como sempre fizeram. “Há interesses confluentes, e estes, certamente serão explorados , nos levando dessa forma a um melhor entendimento comum. Rusgas sempre houve com os EUA e sempre encontramos o melhor caminho para o diálogo. Agora não será diferente, para tristeza daqueles que sonham em ver o circo pegar fogo”.
Anthony Portigliatti, presidente da FCU, Florida Christian Univerisity, de Orlando, disse que a presidente Dilma Rousseff será obrigada a esclarecer a onda de escândalos comprovados em sua administração para que seu governo tenha sustentabilidade. Ele salienta que estamos sujeitos a autoridade dos governos conforme estabelecido biblicamente em Romanos 13. “Precisamos ter equilíbrio  principalmene sabendo que 50% da polulação tem outra expectativa, o que nos obriga a repensar a forma de governar, a construir pontes políticas e a entender que o Brasil não quer uma ditadura nem de esquerda, nem de direita, mas uma democracia honesta”. Portigliatti ressalta que, sem dúvida, “teremos 4 anos de uma oposição agora definida, e que ganhará força no decorrer do período, agregando transparência ao processo, administrando um período de ajustes mercadológicos, como o que aconteceu na América nos últimos 5 anos.
Em relação a Brasil e EUA, Portigliatti explica que todos conhecemos a posição dos líderes do PT com relação aos Estados Unidos. É público, e ainda potencializado pelo relacionamento estreito com Cuba e Venezuela, passando por Bolívia e Ecuador, porém acredito num período de governo mais ponderado, construtor de relacionamentos. “A palavra chave da década é FLEXIBILIDADE e, seguramente teremos algum líder do governo chefiando o Itamaraty que conduzirá uma aproximação com países estratégicos. O nosso cônsul em Miami, Embaixador Helio Vitor Ramos Filho, seria um candidato ideal, uma vez que trafega com profissionalismo em todas as correntes políticas, com uma conduta irretocável, fica aqui a sugestão”.
Para Portigliatt, a imagem do Brasil internacionalmente com Dilma Rousseff na liderança do país precisa ser reconstruída. Dilma precisa aplicar as regras básicas de governança corporativa na administração pública, nas empresas do estado, nas corporações mixtas. “Quando isso deixou de ser aplicado na Petrobras, ruiu a credibilidade, despencou o valor. Mas dou o exemplo da CEMIG, companhia energética de Minas Gerais, de capital mixto, com um presidente com pulso e uma diretoria que busca os resultados de forma ecológica, com funcionários bem remunerados. O Brasil é um país de grandes oportunidades mas que precisa de uma gestão transparente que gere uma imagem de credibilidade institucional. Se isso acontecer Dilma poderá recuperar o alto índice aberto pelo Fernando Henrique Cardoso, e que o Lula conseguiu dar continuidade.
Monica Ribeiro, presidente do BBG, Brazilian Business Group, acredita que o Brasil vai enfrentar dificuldades uma vez que o país não está crescendo, o dólar subindo, ações de empresas brasileiras beirando os recordes de baixa, a credibilidade abalada e o povo dividido.  Segundo Monica, Dilma Rousseff terá que começar a se estruturar do zero. “A mudança é necessária, a começar pelo estilo da nossa presidente, que precisa deixar os especialistas e conhecedores do ramo financeiro terem maior autonomia nas decisões. Monica disse que atrair talentos para os cargos chaves do governo se torna dificil porque muitos destes profissionais exigem autonomia, respeito e liberdade de ação.
Monica Ribeiro acredita que o relacionamento entre Brasil e Estados Unidos continuará amigável, com oportunidades para empresários brasileiros expandirem seus negócios nos EUA. “Os Estados Unidos, e principalmente a Flórida, precisam estar abertos a investimentos em diversas áreas. A Flórida, entre outros estados americanos, é um estado multi-cultural com aproximadamente 300 mil brasileiros residentes, com o clima semelhante ao Brasil, qualidade de vida, programas governamentais que atraem novas empresas, turismo e negócios com infra-estrutura de porto e aeroporto. O Brasil deveria abrir suas fronteiras para o comércio com os EUA e deixar de ser um governo protencionista, e com isso, progredir para o campo internacional. “Vejo o Brasil nos próximos anos com as mesmas prioridades e desempenho e com pouca oposição organizada ao governo, mas como boa patriota,  continuo torcendo por um Brasil melhor para TODOS, mas para que isso aconteça, o governo atual terá que realizar muitas tarefas do qual se esquivou na administração de Dilma em seu primeiro mandato”.
Carlo Barbieri, presidente do Rotary Club West Boca, afirma que  o projeto de poder do PT sempre foi de 24 anos. “Estamos falando de mais 12 anos de PT no poder contando com o segundo mandato de Dilma Rousseff, e mais 8 com o Lula ou José Dirceu, se nada mudar no panôrama político do Brasil. “Toda nossa esperança reside em ser verdade o que foi afirmado no pronunciamento de Dilma após a eleição, de conciliar o Brasil e buscar uma ação com a sociedade”. No entanto, o Brasil saiu dividido nestas eleições entre Estados produtores e dependentes. Entre livre iniciativa e intervencionismo estatal, entre moralidade e corrupção, entre respeito as regras jurídicas e a subversão das mesmas”.
Barbieri assegura que terá que haver uma reconciliação entre estes dois Brasis. “Foi criada uma síndrome coletiva de Estocolmo nas camadas mais necessitadas, que foram induzidas se sentirem mais seguras com o amparo eterno do que com a busca de um auto sustento”. Basta agora esperar a nova equipe de governo de Dilma Rousseff. “Se for uma equipe com o prestígio e confiabilidade como a criada pelo Presidente Lula, creio que teremos um reversão de expectativas e uma potencial retomada do crescimento. Da mesma forma com relação ao STF. Se as próximas indicações for de pessoas inidôneas ou partidárias, o descrédito será muito grande na separação dos poderes. Se for de juristas respeitados e independentes, há luz no fim do túnel para voltarmos a ter um sistema judicial independente e digno”, disse Barbieri.
Em relação à expectativa de relacionamento internacional entre Brasil e EUA para os próximos 4 anos, Barbieri afirma que vai depender muito de quem vai assumir esta função de ditar as regras. “Hoje o Itamaraty está perdendo o seu brilho, porque de órgão de Estado passou a ser um órgão do Partido que comanda o país. A liberação de vistos para oriundos de países sabidamente exportadores de terroristas como o Irão, Paquistão, Afeganistão entre outros, não ajudam na credibilidade do Brasil junto à comunidade internacional e mesmo com os EUA”, explicou.
Barbieri disse ainda que os contratos secretos com Cuba, as posições a favor dos terroristas do ISIS, também não ajudem. “Creio que dependerá do Brasil querer servir aos ideólogos do governo ou ao seu povo. Para melhorar a pauta de comércio, aumentar a geração de empregos, precisamos de melhor relacionamento com os países que podem comprar produtos industrializados. Será ótimo se o Brasil mudar seu foco, e disso dependerá o relacionamento não apenas com os EUA como com a Europa”, afirmou.
Carlo Barbieri vê a imagem do Brasil manchada e sem credibilidade. “No dia que respondo estas perguntas o Banco do Brasil está pagando em bônus no exterior 11% ao ano. Um absurdo. Fruto desta falta de credibilidade. A ligação atávica com os países bolivarianos, a quebra de contratos, a desfiguração das agências reguladoras foram gradualmente minando a nossa imagem fora. Hoje o Brasil tende a perder sua nota de credibilidade, com isto, os juros ficam mais caros, só há investimentos de risco no Brasil”.  Ele ressalta ainda a insegurança gerada pela impunidade dos bandidos que afasta os turistas. A insegurança jurídica que afasta os investidores.”Torcemos para que algo mude, para o bem dos que ficaram no Brasil. Para quem está aqui, a atual presidente é  uma excelente relações públicas para mandar investidores do Brasil para os EUA”, finalizou.

Share

Related posts