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Google retira jogo de loja virtual que simula ataques israelenses contra Gaza

O Google Play tem regras que proíbem conteúdo relacionado a discurso de ódio, assédio moral e violência e permite que os usuários denunciem se o aplicativo é abusivo

Google retirou da loja de aplicativos um jogo para celular que simula ataques israelenses contra a Faixa de Gaza e que convida os usuários a “soltar bombas e evitar a morte de civis”, segundo um porta-voz da empresa, depois que o assunto provocou uma reação pública.

– Bomb Gaza” (Bombardeie Gaza), desenvolvido pela PlayFTW e ainda disponível como aplicativo no Facebook, simula o atual conflito entre Israel e o grupo islâmico Hamas, que domina o território palestino. Jogadores lançam bombas de um avião de caça, driblando mísseis de combatentes do Hamas em máscaras pretas e verdes.

– Nós removemos aplicativos do Google Play que violam nossas políticas – disse um porta-voz do Google, confirmando que o jogo tinha sido removido da loja de aplicativos Google Play. O Google não especificou qual política o jogo havia violado.

O Google Play tem regras que proíbem conteúdo relacionado a discurso de ódio, assédio moral e violência e permite que os usuários denunciem se o aplicativo é abusivo.

O jogo provocou comentários indignados na página de opinião na loja do Google, assim como no Facebook. O programa foi baixado cerca de mil vezes desde que foi lançado em 29 de julho, de acordo com o jornal britânico The Guardian.

“Vocês me dão nojo”, escreveu Saj Ishaq na página pública da PlayFTW no Facebook.

O Facebook não respondeu imediatamente aos pedidos para comentar, e a empresa PlayFTW não pôde ser contatada de imediato.

– Por favor, tire isso da loja Play. É ofensivo e estou realmente triste que o Google permitiu isso. Se este jogo não for removido, vou começar um boicote ao Google – escreveu o usuário Oma Al na página de opiniões sobre o jogo, de acordo com o The Guardian.

Israel lançou uma ofensiva militar em 8 de julho na Faixa de Gaza em resposta ao aumento dos disparos de foguetes do grupo militante islâmico Hamas. Autoridades de Gaza dizem que quase 1.900 palestinos, a maioria civis, morreram e que cerca de três mil casas foram destruídas ou danificadas desde o início da guerra.

LinkedIn

A rede social LinkedIn concordou em pagar aproximadamente US$ 6 milhões para mais de 350 funcionários atuais e antigos depois que uma investigação do Departamento do Trabalho dos Estados Unidos concluiu que a companhia violou a lei trabalhista do país.

Em acordo anunciado pelo Departamento do Trabalho nesta segunda-feira, o LinkedIn terá de pagar mais de US$ 3,3 milhões em salários retroativos e mais de US$ 2,5 milhões em reparação de perdas a trabalhadores de unidades da companhia na Califórnia, em Illinois, Nebraska e Nova York.

O LinkedIn “mostrou grande integridade ao cooperar totalmente com os investigadores e negociar sem hesitação”, disse David Weil, administrador da divisão de salário do Departamento de Trabalho, em comunicado.

– Isso ocorreu porque não tivemos as ferramentas adequadas para um pequeno número de trabalhadores de nossa força de vendas para controlar as horas (trabalhadas) apropriadamente – disse Shannon Stubo, vice-presidente de comunicação corporativa da companhia.

O Departamento do Trabalho disse que o LinkedIn não registrou e pagou trabalhadores por todas as horas trabalhadas, violando a legislação.

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