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Obama condena Moscou e expressa seu apoio à Kiev

O presidente Barack Obama denunciou as “manobras obscuras e a agressão” da Rússia na Ucrânia, ao mesmo tempo que expressou seu apoio ao recém-eleito presidente ucraniano pró-ocidental Petro Poroshenko, ao falar em Varsóvia, pouco antes de viajar a Bruxelas para uma cúpula do G7.

Na presença de cerca de quarenta chefes de Estado e líderes reunidos em frente ao castelo real de Varsóvia para celebrar o 25º aniversário das primeiras eleições democráticas na Polônia, ele denunciou a “agressão” da Rússia na Ucrânia.

“Nós nunca aceitaremos a ocupação da Crimeia pela Rússia, nem as violações da soberania da Ucrânia”, alertou Obama em um discurso pronunciado na capital da Polônia, ex-país do bloco soviético.

“Após derramar tanto sangue e dispensar tantos meios para reunir a Europa, como podemos permiti que manobras obscuras do século XX renasçam neste novo século?”, questionou o presidente americano.

Sobre isso, ele lembrou que a história da Polônia mostrou que a “liberdade não está automaticamente garantida”.

“Como nos fez lembrar a agressão da Rússia na Ucrânia, nossas nações livres não podem se distanciar de nosso ideal comum de uma Europa livre e em paz”, ressaltou.

Mais cedo, Obama se reuniu com Poroshenko e assegurou o apoio a longo prazo dos Estados Unidos.

“Os Estados Unidos estão comprometidos ao lado do povo ucraniano, não apenas nos próximos dias ou próximas semanas, mas nos próximos anos que virão”, declarou após o encontro com o recém-eleito presidente ucraniano que realiza em Varsóvia sua primeira viagem ao exterior desde sua eleição em 25 de maio.

 

Esforços inúteis

 

Na terça-feira, Obama propôs um plano de segurança de um bilhão de dólares para tranquilizar seus aliados do leste europeu, prevendo a mobilização de novas forças americanas, terrestres, aéreas e navais, na região.

Em Bruxelas, os ministros da Defesa dos países da Otan elogiaram este plano e concordaram em adotar medidas adicionais para assegurar os países aliados do leste europeu.

“A Polônia nunca vai estar sozinha”, garantiu o presidente Obama, bem como os três países bálticos, Estônia, Letônia, Lituânia e a Romênia, todos sob a égide da Otan, mas preocupados com a crise ucraniana.

Na terça-feira, Obama indicou que os esforços para restaurar a confiança com Moscou tinham sido inúteis pelas ações do presidente russo, Vladimir Putin, na Ucrânia. “É justo dizer que a reconstrução da confiança vai levar algum tempo”, comentou ele.

Por sua vez, o presidente Putin declarou nesta quarta-feira que “a política mais agressiva, mais severa, é a política americana”.

“Nós quase não temos forças militares no exterior e vejam só: no mundo inteiro há bases militares dos Estados Unidos (…) Eles tomam parte nos assuntos internos de qualquer país: portanto, é difícil nos acusar de violações”, disse nesta quarta-feira à rádio Europe 1.

A Rússia sempre negou as acusações sobre seu envolvimento na desestabilização da Ucrânia e exige que Kiev pare com a “operação punitiva” lançada no leste do país.

A ofensiva lançada há quase dois meses por Kiev fez mais de 200 mortes entre rebeldes pró-russo, as forças ucranianas e a população civil.

Três soldados ucranianos ficaram feridos em um ataque realizado na madrugada desta quarta-feira por centenas de rebeldes pró-russos em Lugansk, no leste, segundo as autoridades ucranianas.

Após esta passagem pela Polônia, Obama chegou a Bruxelas, onde deve participar de uma cúpula do G7, convocada após a decisão dos ocidentais de cancelar o G8 de Sochi (sul da Rússia) e suspender a Rússia deste grupo aApós a anexação da Crimeia a seu território.

Sexta-feira haverá as cerimônias pelo 70º aniversário do Desembarque na Normandia, em que Obama encontrará Putin.

Mas ao contrário do presidente francês François Hollande, do primeiro-ministro britânico David Cameron e da chanceler alemã Angela Merkel, Obama não deve se reunir diretamente com Putin.

Os dois líderes tiveram a oportunidade de falar ao telefone várias vezes desde o início da crise ucraniana.

Em contrapartida, o secretário de Estado americano John Kerry encontrará seu colega russo Sergei Lavrov na quinta-feira em Paris.

Por sua vez, François Hollande jantará quinta-feira com Barack Obama em um restaurante parisiense antes de encontrar, no Palácio do Eliseu, Vladimir Putin.

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