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Depois de invasões nos dois jogos, Maracanã pede reforço para Copa do Mundo

Palco de sete jogos da Copa do Mundo, entre eles a grande final, o Maracanã está devendo justamente em um quesito que a Fifa considera primordial: a segurança. Pela segunda partida consecutiva, torcedores sem ingressos invadiram o estádio e tentaram chegar às arquibancadas causando tumulto e medo em quem estava no caminho. O plano agora é que o policiamento seja reforçado para a partida de domingo (22), entre Bélgica e Rússia.

Minutos antes do pontapé inicial do jogo da última quarta-feira (18), chilenos sem ingressos forçaram a entrada por um portão que dá acesso à sala de imprensa do Maracanã. Os torcedores quebraram uma porta de vidro, reviraram mesas e televisores e tentaram chegar até a arquibancada. Sem saberem o caminho, no entanto, alguns ficaram correndo em vão pelos corredores internos do estádio e facilmente foram pegos pelos seguranças.

De acordo com um comunicado da Fifa, os torcedores “foram contidos pela segurança e não chegaram aos assentos”. Já a Policia Federal informou que os 85 invasores detidos têm 72 horas para deixar o Brasil. Caso não saiam, serão deportados. Eles foram autuados pelo artigo 41 B do Estatuto do Torcedor (promover tumulto, praticar ou incitar a violência, ou invadir local restrito aos competidores em eventos esportivo). O caso será encaminhado ao Jecrim (Juizado Especial Criminal).

Pessoas que estavam do lado de fora do estádio no momento da invasão acreditam que essa foi uma ação premeditada. Os torcedores relataram que um grupo fingiu precisar do apoio de uma ambulância para chamar a atenção dos seguranças e assim invadir com mais facilidade o portão.

Por volta das 21h30, um grupo de quatro policiais civis foi fazer a perícia no estádio. A dificuldade extra encontrada foi que funcionários do Maracanã já arrumavam os estragos cerca de 40 minutos depois da confusão. Segundo informações não-oficiais, a Polícia Civil irá sugerir à Secretaria de Segurança um reforço na segurança do estádio. O problema é que este contingente é estimado por tentativa e erro e o novo policiamento também pode não ser suficiente. Daí o motivo da nova invasão, três dias depois do episódio com os argentinos.

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