Copa da Reinvidicação

O ano de 2014 tem colocado o Brasil em evidência no cenário internacional por dois acontecimentos que vão fazer história: a Copa do Mundo depois de 64 anos e as eleições presidenciais. Mais de 140 milhões de brasileiros estão vivendo esses dois momentos da história do Brasil.  E a expectativa é grande.
Independente da insatisfação do povo brasileiro, tanto dos 140 milhões que vivem no Brasil quanto dos mais de 3 milhões de brasileiros que moram no exterior, de uma coisa estamos certos, a Fifa e o governo têm a difícil missão de fazer com que esta copa seja A COPA do MUNDO.
A tarefa assume contornos ainda mais dramáticos, já que a população pressiona para que os gastos bilionários com o evento deixem um legado palpável além de estádios novos e reformados. Os jogos têm o potencial para atrair protestos massivos, assim como aconteceu na Copa das Confederações, quando mais de 100 mil pessoas marcharam em direção aos estádios.
No meio de tudo isso, o desempenho da seleção brasileira promete. Todos apostam na equipe brasileira para fazer bonito e a responsabilidade do time é grande demais. Além de jogar em campo, o time brasileiro precisa despertar a paixão do brasileiro que ama o futebol. Esta paixão está meio apagada por causa de tanta corrupção durante a organização e as obras relacionadas à Copa do Mundo.
Esta Copa será lembrada como a Copa da Reivindicação. Este momento histórico de sediar a Copa do Mundo no Brasil não está sendo visto com a expectativa que se espera de um povo brasileiro que ama e vive o futebol. A paixão doente deixa de ser a reação do momento para dar espaço a uma consciência política e à reivindicação do povo brasileiro por um Brasil menos corrupto.
Que este momento possa ser histórico e que nós brasileiros possamos dar exemplo de um povo que sabe lutar pelos seus objetivos de forma ordeira e que mostre que o povo brasileiro sabe tomar decisões certas nos momentos certos. Por uma Copa que seja bonita, por um povo que tenha orgulho de ser brasileiro e por um governo que realmente trabalhe para o benefício do povo.

// LAINE FURTADO é Editora da Revista Linha Aberta com bacharelado em Jornalismo pela UFJF e mestrado em Teologia pela SFBC

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