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Justiça dos EUA suspende execução por risco de ‘sofrimento’

A Suprema Corte dos Estados Unidos suspendeu no último momento uma execução com injeção letal em Missouri. A decisão, que a princípio vale por algumas horas, ocorre três semanas depois da agonia vivida por um condenado a morte em Oklahoma.

Um tribunal de apelações já havia anunciado algumas horas antes a suspensão da execução de Russell Bucklew, ante o risco de “sofrimento intolerável”. O juiz Samuel Alito, responsável pela Suprema Corte do Missouri, tomou a decisão até que o principal tribunal do país se pronuncie sobre o caso.

Bucklew, condenado à morte por violentar sua ex-namorada e matar o namorado dela, deveria ter sido executado à 0h (horário local). O réu sofre de tumores vasculares no pescoço e afirmou na semana passada que o coquetel utilizado em Missouri provocaria sofrimento antes da morte, uma violação das normas legais. Ele havia solicitado à justiça a gravação de sua morte para provar o sofrimento causado pela injeção letal.

Esta teria sido a primeira execução nos Estados Unidos depois da morte de Clayton Lockett, em Oklahoma no dia 29 de abril, após uma longa agonia. A execução provocou o reinício do debate sobre a pena capital, e recebeu muitas críticas, inclusive da Casa Branca.

Lockett morreu 43 minutos depois de receber a injeção letal, produzida com substâncias que nunca tinham sido testados. Normalmente, os condenados morrem 10 minutos depois da aplicação. Outra execução, prevista para semana passada no Texas, foi suspensa por um tribunal de apelações até que fosse comprovado o suposto distúrbio mental do réu.

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