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Naufrágio de balsa deixa 4 mortos e quase 300 desaparecidos na Coreia do Sul

Maioria dos ocupantes da balsa, com capacidade para levar 900 passageiros, era de alunos. Eles seguiam para excursão em ilha

 
Barcos de resgate da Coreia do Sul e barcos de pescas tentam resgatar passageiros após naufrágio de balsa na Coreia do Sul

O naufrágio de uma balsa com 476 passageiros deixou ao menos quatro mortos, 55 feridos e 284 desaparecidos nesta quarta-feira na Coreia do Sul. Até agora 180 pessoas foram resgatadas em uma megaoperação que envolve 84 barcos e 18 helicópteros.

O alto número de desaparecidos — provavelmente presos na embarcação ou perdidos no oceano — desatou temores de que o número de mortos pode aumentar dramaticamente, transformando este em um dos maiores desastres de balsa na Coreia do Sul desde 1993, quando 292 morreram.

A balsa, com capacidade para 900 passageiros, transportava em sua maioria estudantes. Eles seguiam do porto de Incheon, no noroeste do país, para uma excursão na ilha turística de Jeju, no sul.

Segundo agências de notícias locais, a embarcação emitiu um pedido de socorro por volta das 9h locais de quarta-feira (21h de terça-feira no horário de Brasília) quando estava a 20 quilômetros da ilha de Byungpoong.

Equipes da guarda costeira resgatam as vítimas de um navio que afundou na Coreia do Sul. Foto: AP
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Pancada

Ainda não se sabe a causa do acidente, mas alguns passageiros relataram ter ouvido um grande impacto antes de a balsa virar e afundar. “Nós ouvimos uma grande pancada e o barco parou”, contou um passageiro ao canal de TV YTN. “A balsa começou a virar e tivemos de nos segurar para conseguir ficar sentados”, acrescentou.

Outro passageiro disse que a balsa sacudia enquanto virava e que pessoas caíam umas por cima das outras. A guarda costeira informou que as condições climáticas eram boas no local do naufrágio.

Imagens divulgadas pela televisão local mostram a balsa adernada com apenas uma parte do casco visível. Em outras imagens era possível ver equipes de resgate se equilibrando sobre o casco e puxando estudantes pelas janelas das cabines.

Alguns estudantes relataram ter visto seus colegas pulando na água para se salvar. Muitos deles acabaram resgatados por embarcações comerciais que passavam pelo local. Uma estudante conversou com jornalistas sul-coreanos por telefone enquanto era resgatada. Ela contou que estava sentindo o barco virar e que tinha recebido a orientação para não se mexer porque poderia ser perigoso.

“Não sei muito bem o que está acontecendo, mas fiquei sabendo que meus amigos não conseguiram escapar porque a passagem estava bloqueada pela água.”

Dezenas de pais estão aglomerados em uma escola em Incheon, ávidos por notícias, informou a correspondente da BBC em Seul, Lucy Williamson.

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