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Imigrantes pedem em Nova York a suspensão de deportações

Eles querem que Obama utilize seus poderes executivos para paralisar todas as deportações até que democratas e republicanos alcancem um acordo para aprovar uma reforma migratória

Imigrantes de diferentes origens se uniram neste sábado em Nova York para pedir ao governo americano o fim das deportações e exigir um tratamento melhor por parte das autoridades.

“Mantenham as famílias unidas” e “Sim à legalização” foram os dizeres de alguns dos cartazes que os manifestantes exibiam, que se concentraram diante da sede da agência encarregada da imigração, em Manhattan.

O protesto, que aconteceu em paralelo a outros semelhantes em várias cidades do país, fez uma chamada ao presidente americano, Barack Obama, para que detenha as expulsões de imigrantes ilegais.

Segundo os organizadores, a Administração de Obama alcançará em breve o número de 2 milhões de imigrantes deportados desde que iniciou seu mandato, em 2009.

Sob o lema “Dois milhões são muitos”, apoiaram a mobilização de hoje organizações como O Centro do Imigrante, o Projeto Justiça Laboral e a Coalizão Primeiro de Maio.

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Todas elas reivindicaram a Obama que utilize seus poderes executivos para paralisar todas as deportações até que democratas e republicanos alcancem um acordo para aprovar uma reforma migratória.

Grupo de defesa dos imigrantes realiza manifestação fora do centro de detenção de imigrantes em Eloy, Arizona, para protestar contra os números recordes de deportações que ocorreram sob a administração do presidente Barack Obama Foto: AP
Grupo de defesa dos imigrantes realiza manifestação fora do centro de detenção de imigrantes em Eloy, Arizona, para protestar contra os números recordes de deportações que ocorreram sob a administração do presidente Barack Obama
Foto: AP

Essa reforma, uma das principais promessas de Obama antes de chegar à presidência, continua estagnada na Câmara dos Representantes, de maioria republicana, apesar de o Senado ter conseguido aprovar um projeto de lei de caráter bipartidário em junho passado.

Os conservadores se negam, no entanto, a submeter a votação a proposta e muitos temem que, se não fizerem isso antes do recesso de verão, sua possível aprovação ficará relegada a segundo plano com a chegada das eleições legislativas de novembro e as primárias presidenciais do ano que vem.

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