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Grandes livros e seus inspiradores destinos

“Ler é viajar sem sair do lugar” – e que tal viajar de verdade por causa dos livros que você leu?

De tempos em tempos aparecem alguns livros que são tão fantásticos que vendem tanto, fazem tanto sucesso de crítica e acumulam tantos fãs que chegam a ajudar o turismo das cidades que servem de palco para as suas histórias. Se você é um rato de biblioteca, confira a nossa galeria e pense nas suas próximas viagens literárias!

Dom Quixote – Espanha; regiões La Mancha, de Aragão e de Catalunha
Poucos são os que leram o livro inteiro, mas todo mundo conhece o básico da história de Dom Quixote de la Mancha, um clássico escrito por Miguel de Cervantes. Enquanto o protagonista perde o juízo lendo romances de cavalaria e decide fazer andanças com Sancho Pança, o leitor acompanha várias aventuras entre as terras espanholas de La Mancha, Aragão e Catalunha.
Não há admirador da história que não queira visitar a região – e vale a pena! Em Castela La Mancha, terra natal do personagem, começa uma chamada Rota Do Quixote, que atravessa os mesmos cenários do texto. São 144 municípios que totalizam 2.500km a pé, de bicicleta ou a cavalo. Mas é preciso ter coragem: passando pelo Campo de Criptana, na Ciudad Real, encontram-se alguns gigantes violentos com braços enormes. Ou seriam apenas moinhos de vento?

Trilogia Millenium – Estocolmo
Quando a trilogia Millenium foi lançada, milhões de leitores ficaram impressionados com a narrativa de Stieg Larsson e muitos ficaram com vontade de conhecer a Suécia. Quando o filme Os Homens Que Não Amavam As Mulheres saiu, aí nem se fala – o turismo para lá cresceu a olhos vistos, especialmente em Estocolmo. Fã que é fã tem vontade de conhecer os locais por onde Mikael Blomkvist e Lisbeth Salander passaram e a economia agradece.
É claro que já existe o Millenium Tour, oferecido pelo Museu da Cidade de Estocolmo. Calcula-se que mais de 10 mil turistas pedem o pacote por ano e adoram o passeio de 90 minutos que começa na Bellmansgatan 1, onde mora o jornalista, e passa pela sede do jornal, pelo apartamento da hacker, pelo lago Riddarfjärden, pelo bar Kvarnen e muito mais.

Insustentável leveza do ser – Praga
O livro de Milan Kundera é quase uma ode à cidade de Praga, República Tcheca. Ao acompanharmos os personagens Tomas e Tereza, conhecemos mais sobre o local bem no contexto político da invasão russa na Tchecoslováquia de 1968 – período conhecido como a ‘Primavera de Praga’. E ainda assim tudo é encantador e vibrante. O Old Town Hall, a Ponte Carlos, a Igreja de Nossa Senhora de Týn e o Monte Petrin são paradas obrigatórias para o turista e já avisamos: é impossível caminhar em suas ruas estreitas e não sentir nada. Praga exala charme e romantismo, agito e cultura. E isto vale para todas as estações.

Código Da Vinci – Paris, Londres e Escócia
O Código Da Vinci é um daqueles best-sellers “ame ou odeie”, mas uma coisa ninguém pode negar: a aventura de Dan Brown mostra tantos lugares incríveis da Europa que fica difícil não sentir nem uma pontinha de vontade de visitar as cidades. Várias empresas de turismo aproveitaram o sucesso para criar roteiros inspirados no livro e vale a pena seguir os passos de Robert Langdon.
Tudo começa em Paris, com Museu do Louvre, Igreja de Saint-Sulpice, Champs-Élysées. De lá, o protagonista parte para Londres – Rua Fleet, Temple Church, St. James’s Park, Abadia de Westminster. Por fim, Escócia, encerrando a correria na Rosslyn Chapel. Você encara?

Hamlet – Helsingor (CasteLo de Elsinore)
“Ser ou não ser, eis a questão” – mesmo quem nunca leu Hamlet já ouviu falar na clássica frase presente na peça de William Shakespeare. Havia algo de podre no reino da Dinamarca e traição, vingança, corrupção, loucura e dissimulação preenchiam os corredores do Castelo de Elsinore, a residência real em Helsingor. O castelo existe de verdade e, ainda que seu nome oficial seja Kronborg, todo mundo o chama pelo apelido literário mesmo.
E isso faz sentido: todos querem visitar o palco da tragédia de Hamlet e o local vive basicamente desta memória. Há uma pequena exposição de fotos das produções já realizadas e a peça é apresentada no pátio anualmente (em agosto). E você pode andar pelos corredores tranquilamente – os guias garantem que não tem nenhuma lança envenenada à sua espreita.

Crepúsculo – Volterra
Volterra sempre foi um lugar bonito, mas praticamente esquecido pelos turistas que visitavam a Itália. Professores alemães e apreciadores de vinho eram basicamente o público-alvo do local, até que, de uma hora para outra, a região localizada na Toscana se viu invadida por adolescentes histéricas – as fãs da saga de Crepúsculo, best-seller teen escrito por Stephenie Meyer. É no livro Lua Nova que Volterra aparece, ela é o lar dos temidos Volturi, algo como uma “família real” de vampiros muito poderosos.
Desde então, o turismo aumentou bastante. Não há muito o que fazer por lá, mas de fato o lugar impressiona pelos seus túmulos etruscos e palácios da Renascença. E ainda dá para conhecer cidades vizinhas parecidas: Volterra fica pertinho de Casole d’Elsa, Castelnuovo di Val di Cecina, Colle di Val d’Elsa e San Gimignano, por exemplo, então é só escolher.

Birmingham – O Senhor dos Anéis
Ok, a saga de O Senhor dos Anéis se passa na Terra Média, uma região fictícia localizada num período imaginário, mas J.R.R. Tolkien descreveu a paisagem de maneira tão detalhista que estudiosos do livro e do autor acreditam que ele se inspirou em Birmingham, Inglaterra – onde ele passou a infância.
Por exemplo: a Floresta Velha, residência do imortal Tom Bombadil, muito provavelmente surgiu por causa do sinistro Pântano Moseley. O Grande Moinho é parecido com o Moinho Sarehole e os 32m de altura do Perrot’s Folly lembram muito a fortaleza de Isengard, moradia do mago Saruman. E, se pensarmos que o livro foi escrito entre 1937 e 1949, faz mais sentido ainda, pois a cidade era basicamente um campo. Incorpore o Aragorn (o Frodo é meio chatinho) e saia nesta viagem!

O Corcunda de Notre Dame – Paris
O livro de Victor Hugo foi publicado no século 19 e, desde então, todos que olham para a Catedral de Notre Dame logo pensam no corcunda Quasimodo. A trama se desenrola dentro da Catedral e seus arredores de Paris, mais precisamente na Île de la Cité, e quase ninguém sabe que originalmente o personagem mais famoso mal aparecia na história. Tudo girava ao redor da cigana Esmeralda, o arquidiácono Claude Frollo e o capitão Phoebus e alguns críticos afirmam que o intuito do romance era conscientizar os leitores sobre a necessidade de se conservar Notre Dame. Ao que tudo indica, Victor Hugo teve sucesso nesta empreitada – construída em 1163 em homenagem a Virgem Maria, a catedral rodeada pelas águas do Rio Sena continua bela e imponente.
Em tempo: o mesmo vale para Les Miserábles, do mesmo autor, que conseguiu transformar os esgotos da Cidade Luz em um verdadeiro destino turístico. Que feito!£

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