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UE impõe primeiro castigo à Suíça por sua política migratória

O referendo suíço para conter a imigração dentro da Europa já teve suas primeiras consequências. A Comissão Europeia paralisou as negociações com a Suíça para determinar sua participação em grandes programas de pesquisa e do projeto Erasmus – de mobilidade de estudantes. A reabertura das negociações depende agora do reatamento do acordo com a Croácia, anunciou o porta-voz Joe Hennon.

– Dadas as circunstâncias, e à falta de um sinal político claro, as próximas negociações ficam suspensas até que a Suíça assine o acordo de acesso ao seu mercado de trabalho com a Croácia – afirmou Hennon.

No domingo, a ministra de Relações Internacionais do bloco, Simonneta Sommaruga, telefonou à ministra croata Vesna Pusicm para anunciar que não assinaria “na forma atual” um acordo bilateral que aumenta o livre acesso ao mercado de trabalho, de que já beneficiam os cidadãos da União Europeia. Por uma margem pequena de votos, os suíços mostraram, em um referendo realizado há duas semanas, que apoiam a proposta que pretende impor cotas à entrada de europeus e acabar assim com a livre mobilidade de pessoas entre ambos territórios que ocorre desde 2002. A proposta de um partido da direita nacionalista dá ao governo três anos para renegociar a livre circulação e todos os acordos que entrem em contradição com a nova lei.

A participação do país nos programas de ensino e pesquisa é de grande interesse para ambas as partes. O alto nível de desenvolvimento e inovação da economia suíça fazem com que o país receba uma parcela significativa dos fundos de pesquisa. No total, cerca de 3 mil estudantes suíços moram atualmente em diferentes países membros da UE graças ao Erasmus, mas nenhum deles terá que voltar por causa da ruptura das negociações. A medida, no entanto, pode afetar aos estudantes que preveem viajar a partir do próximo ano letivo, que começa em setembro.

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