O melhor de Buenos Aires

Giovana Marques | contato@linhaaberta.com

Assistir a um concerto numa das mais renomadas salas de espetáculo do mundo, dançar tango na casa onde viveu Carlos Gardel ou apreciar obras de Van Gogh, Picasso e Monet são algumas das atrações gratuitas que a capital argentina oferece a seus visitantes.

TEATRO CÓLON
Construído em 1908, o Teatro Colón é o templo da música clássica em Buenos Aires e oferece concertos de graça quase todo mês. O salão principal, com forma de ferradura, tem capacidade para 2.478 lugares e possui uma das acústicas mais perfeitas do mundo. A beleza da arquitetura também é páreo para ícones como o Scala de Milão ou o Royal Opera House de Londres. O fosso da orquestra tem capacidade para 120 músicos.
Mesmo que não seja para ver um espetáculo, entrar nesse lugar lendário já vale o passeio.
O edifício principal e os anexos ocupam uma superfície de 58 mil m² divididos em 7 andares, a maior parte deles no subsolo. É lá que funcionam as oficinas de adereços, calçados, alfaiataria, escultura e maquiagem. Para ter acesso a esses lugares, é preciso agendar uma visita guiada.
Teatro Colón – Endereço: Calle Tucumán, 1.171; telefone: (+54)11-4378-7109(+54)11-4378-7109. Os ingressos podem ser retirados 48h antes de cada espetáculo, das 10am às 8pm, na bilheteria do teatro. As entradas são entregues até completar a capacidade da sala.

MANZANA DE LAS LUCES
Neste quarteirão (“manzana”, em espanhol) do bairro de Montserrat, o turista encontra a maior concentração de edifícios históricos por metro quadrado de Buenos Aires. O primeiro museu, a primeira universidade, o primeiro cartório e a primeira Assembleia Legislativa, além do Arquivo Geral. Tudo construído nos séculos 17 e 18.
Os grandes símbolos da época jesuíta (eles fundaram o local, em 1661) são a igreja e o Colégio de San Ignácio – hoje chamado de Colégio Nacional de Buenos Aires. Toda segunda, às 7pm, há uma sessão de cinema gratuita na Manzana, com filmes do mundo inteiro e de todos os gêneros. Visitas guiadas, oficinas de arte, exposições e espetáculos de música são pagos à parte — os preços variam de $7 a $20.
Outra atração da Manzana de Las Luces são os túneis subterrâneos que podem ser observados ali. Até hoje, não se sabe quem os construiu nem por qual motivo. A hipótese mais aceita é que formavam uma rede que conectava igrejas, edifícios públicos e o forte da cidade. Os túneis teriam sido usados para proteger os moradores de ataques de piratas e corsários, ou para esconder mercadoria contrabandeada.
Certo é que a estrutura subterrânea foi abalada pelo impacto dos ônibus, do metrô e das obras mais modernas. “Por isso, quem visita a Manzana pode avistar uma parte dos túneis, mas não percorrê-los”, explica Alejandra Cersósimo, pesquisadora da Comissão Nacional da Manzana de las Luces, que faz parte da Secretaria de Cultura da Argentina.
Manzana de las Luces – Quarteirão formado pelas ruas Bolívar, Moreno, Peru e Alsina; telefone: (+54)11-4343-3260(+54)11-4343-3260; site: www.manzanadelasluces.gov.ar. * Para o cinema grátis de 2ª feira às 7pm, a entrada é pela Rua Peru, 272.

MUSEU NACIONAL DE BELAS ARTES  (MNBA)
Este museu é a oportunidade para ver mestres como Van Gogh, Picasso, Gauguin, Degas, Cézanne, Chagall, Rodin, Goya, Renoir, Monet e Manet. Todos num só lugar, e sem pagar um tostão. Inaugurado em 1895, o MNBA possui o principal patrimônio de arte do país. Suas 34 salas abrigam quase 13 mil obras, entre pinturas, esculturas, desenhos, gravuras e objetos. São tantas peças que em 1983 o acervo teve de mudar do antigo prédio (onde hoje funcionam as Galerias Pacífico, na rua Florida) para o atual casarão, na Recoleta.
O impressionismo é o carro-chefe do museu. A “Ninfa Surpresa” (1861), por exemplo, é um dos poucos nus pintados pelo francês Édouard Manet. O “Moinho da Galette”, de Vincent Van Gogh (1886), integra a série com esse nome feita pelo artista holandês. Museu Nacional de Belas Artes de Buenos Aires – Endereço: Av. Del Libertador, 1.473; Telefone: (+54)11-5288-9945(+54)11-5288-9945; site: www.mnba.org.ar. * Terça a sexta, das 12:30pm às 8:30pm. Sábado e domingo, das 9:30am às 10:30pm. Segunda não abre. Entrada gratuita.

MUSEU DE ARTE LATINO-AMERICANA (MALBA)
Aqui está o Abaporu, de Tarsila do Amaral, a obra mais famosa do modernismo brasileiro. O museu também abriga quadros de outros pesos-pesados da região, como o colombiano Fernando Botero, a mexicana Frida Khalo, o cubano Wilfredo Lam e o brasileiro Di Cavalcanti.
O acervo é privado e pertence ao argentino Eduardo F. Constantini. No total, são cerca de 500 obras estimadas em mais de US$ 50 milhões.
Além do Abaporu, o museu destaca outras três obras-primas: “Auto-retrato com Macaco e Papagaio” (1942), de Frida Kahlo; “Retrato de Ramón Gómez de la Serna” (1915), do mexicano Diego Rivera; e” Festa de São João” (1939), de Cândido Portinari. “A coleção permanente exibe as principais correntes artísticas da região ao longo do século 20”, diz o curador-chefe, Marcelo Pacheco.
De quinta a domingo, a partir das 6pm, há projeção de quatro filmes diários no Cine Malba. O prédio foi projetado especialmente para o museu e possui ainda uma loja e um charmoso café.
Museu de Arte Latino-Americana de Buenos Aires – Endereço: Av. Figueroa Alcorta, 3.415, (+54) 11-4808-6500(+54) 11-4808-6500, site: www.malba.org.ar.  * Entrada: 23 pesos. Quarta-feira é grátis para estudantes, professores e maiores de 65 anos, mas é preciso levar documento. Para o Malba Cine, a entrada geral é 23 pesos; estudantes e aposentados pagam 12 pesos.

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