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Miss venezuelana é atingida na cabeça durante os protestos e luta pela vida na UTI

Genesis Carmona, de 23 anos, foi atingida durante as manifestações na Venezuela Reprodução/Globovision
Foto publicada no twitter mostra a miss sendo levada para o hospital Reprodução/Twitter

A venezuelana Genesis Carmona, de 23 anos, eleita miss turismo Carabobo em 2013, foi uma das vítimas durante os protestos da última terça-feira (18), na cidade de Valência. De acordo com o jornal, El Carabobeno, a miss foi atingida na cabeça por uma bala na avenida Cedeño.

A rede de televisão Venevisión, informou que o estado da jovem é grave e ela corre risco de morte. A bala que feriu a miss ainda está alojada no crânio dela e de acordo com os médicos só poderá ser retirada depois que o inchaço e as inflamações na região sejam sanadas.

Pelas redes sociais fãs da miss e opositores do governo chavista denunciaram a violência ocorrida durante as manifestações em toda a Venezuela e publicaram fotos da jovem sendo levada para o hospital em uma moto.

Mais tarde, supostas fotos de Genesis Carmona na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) também circularam entre os seus seguidores.

De acordo com os jornais locais, a miss está internada em um hospital de Valência.

Manifestção antichavista

A oposição venezuelana e os estudantes convocaram para esta quarta-feira uma nova mobilização em apoio ao dirigente radical opositor Leopoldo López, que se entregou à polícia e será apresentado ante um tribunal acusado pela morte de três manifestantes na semana passada.

“Nesta quarta, vamos acompanhar Leopoldo, que é vítima de um processo judicial armado”, afirmou em coletiva de imprensa transmitida pela internet o prefeito de Caracas, Antonio Ledezma.

À convocação se uniram outros partidos políticos e líderes estudantis como Gaby Arellano, que em seu Twitter escreveu: “Nosso compromisso com #Venezuela continua, nos vemos amanhã 10h no Palácio da Justiça ¡Não mais #RepressãoemVzla!”.

Leopoldo López, líder do partido opositor Vontade Popular, entregou-se na terça-feira à Guarda Nacional Bolivariana em uma praça de Caracas.

López era procurado pela Justiça venezuelana, que o acusa da morte de três pessoas durante os protestos da semana passada. Ele estava foragido há uma semana.

O líder opositor apareceu por volta do meio-dia na Praça Brión, no bairro opositor de Chacaito (leste). Após um breve discurso a seus partidários, ele se entregou aos agentes, que o escoltaram até um veículo da guarda.

“Apresento-me à Justiça injusta, a uma Justiça corrupta”, declarou López, vestido de branco e com uma bandeira da Venezuela, sob os aplausos de milhares de partidários.

Após discursar a seus seguidores e pedir que se retirassem da praça de forma pacífica, López se dirigiu aos guardas nacionais com uma flor branca. A multidão tentou impedir a passagem do veículo que levava López, que — pessoalmente e com um megafone da própria polícia — pediu aos simpatizantes que deixassem os agentes trabalhar. Já dentro da viatura, voltou a pedir que todos ficassem calmos.

“Liberdade, liberdade!”, gritavam os manifestantes.

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