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Michelle Obama e o padrão de nutrição

Michelle Obama dançou ao lado de legumes, no caso uma berinjela, no evento de lançamento da nova medida

Os Estados Unidos vão modificar as embalagens dos alimentos para refletir melhor seu valor nutritivo e seu conteúdo calórico, uma medida apresentada nesta quinta-feira pela primeira-dama Michelle Obama, como parte de sua luta contra a obesidade, que atinge mais de um terço dos americanos.

“Nossa ideia principal é muito simples: queremos que os consumidores possam entrar em um supermercado, pegar um produto da prateleira e saber se ele é bom para sua família”, explicou Michelle, ao apresentar na Casa Branca a medida ao lado da secretária de Saúde, Kathleen Sebelius, e da diretora da Agência de Medicamentos e Alimentos (FDA, na sigla em inglês), Margaret Hamburg.

A medida deve entrar em vigor em até dois anos. “Às vezes é quase impossível obter informações elementares sobre os alimentos que compramos para nossa família”, acrescentou, classificando as tabelas atuais de ilegíveis e ultrapassadas.

O novo design elaborado pela FDA afeta cerca de 700 mil produtos e representa a primeira revisão do sistema, lançado em 1994. Conterá as últimas informações científicas sobre a relação entre alimentação e doenças crônicas, como obesidade e patologias cardiovasculares.

Também haverá informações sobre o percentual de açúcar adicionado pelas empresas nos produtos, considerado excessivo. Além disso, as tabelas serão refeitas para representar melhor a quantidade de calorias consumida.

Segundo a FDA, a medida poderá custar 2 bilhões de dólares, mas os benefícios para a saúde chegariam a 30 bilhões de dólares, graças à prevenção de doenças.

Michelle e o secretário da Agricultura, Tom Vilsack, já haviam anunciado na terça-feira a intenção do governo federal de regular a publicidade de alimentos nas escolas. O projeto proibiria anúncios de produtos que não respeitarem o padrão imposto de valores nutritivos nas cantinas das escolas públicas. Os Estados Unidos travam uma batalha contra a obesidade e a má alimentação, especialmente entre os jovens, liderada desde 2009 pela atual primeira-dama.

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