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Dólar fecha em alta e ultrapassa R$ 2,40

Moeda norte-americana subiu 1,17%, a R$ 2,426.
Expectativa de BC dos EUA reduzir estímulos puxa compra do dólar.

O dólar fechou em alta de mais de 1% nesta segunda-feira (27) e ultrapassou R$ 2,40. A valorização da moeda ocorre por conta da compra de dólares por parte de investidores que buscam se proteger da decisão que o banco central dos Estados Unidos irá tomar, nesta semana, sobre o futuro do estímulo econômico norte-americano.

A moeda norte-americana subiu 1,17%, a R$ 2,426, a maior cotação desde 22 de agosto, quando o Banco Central anunciou o programa de intervenções diárias no câmbio e o dólar era negociado na casa dos R$ 2,43.

No ano, o dólar acumula alta de 2,91%.

“A preocupação do mercado continua sendo se resguardar da decisão do Fed. Qualquer vacilo acaba levando o pessoal a se proteger”, afirmou à Reuters o gerente de câmbio da corretora Treviso, Reginaldo Galhardo.

Investidores esperam que o Fed anuncie na quarta-feira mais um corte de US$ 10 bilhões no programa de compras mensais de títulos, ante os atuais US$ 75 bilhões, reduzindo ainda mais a oferta global de liquidez.

A incerteza em torno do efeito dessa decisão motivou, na semana passada, uma onda de mau humor global em relação a mercados emergentes, com consequente alta do dólar. Contudo, analistas afirmam que a perspectiva de que o Banco Central brasileiro possa intensificar as atuações de forma a evitar que o fortalecimento do dólar contamine a inflação tende a amortecer esse impacto.

BC brasileiro atento
“O pessoal já sabe que o BC aqui está de olho, principalmente com as declarações do Tombini de hoje”, afirmou à Reuters o gerente de câmbio da corretora BGC Liquidez, Francisco Carvalho.

Ele se referia às declarações do presidente do BC, Alexandre Tombini, em Londres, de que a autoridade monetária está trabalhando para combater o repasse do câmbio aos preços. Com isso, há expectativa de que o BC vai atuar para evitar que a moeda americana continue subindo e respingando nos preços em geral.

A constante presença do BC no câmbio tem levado o dólar a operar entre R$ 2,35 e R$ 2,40 desde o início do ano (com exceção desta segunda), um nível considerado pelo mercado como interessante para ajudar nas exportações brasileiras sem pressionar a inflação.

Nesta segunda, a autoridade monetária continuou atuando e vendendo a oferta total de 4 mil swaps tradicionais – equivalentes à venda futura de dólares – em 2,2 mil contratos com vencimento em 1º de setembro e 1,8 mil contratos com vencimento em 1º de dezembro deste ano. A operação teve volume equivalente a US$ 197,2 milhões.

Além disso, o BC fez a oitava etapa da rolagem dos swaps que vencem em 3 de fevereiro, vendendo a oferta total de 25 mil swaps. Com isso, restam apenas cerca de 10% do lote total do mês que vem, equivalente a US$ 11,028 bilhões.

Mesmo assim, analistas esperam que o mercado doméstico possa ser afetado pela onda de volatilidade que varre os mercados emergentes.

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