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Apenas um em cada dez pacientes terminais recebe cuidados paliativos

Primeiro relatório da OMS sobre o tema considerou que somente 20 países têm sistema adequado do tratamento – Brasil não está entre eles

OMS: somente 10% das pessoas que precisam têm acesso a cuidados paliativos no mundoOMS: somente 10% das pessoas que precisam têm acesso a cuidados paliativos no mundo

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), apenas uma em cada dez pessoas doentes e em estado terminal no mundo recebe cuidados paliativos, abordagem que visa garantir a qualidade de vida e amenizar o sofrimento de quem está na iminência da morte. Para a OMS, o acesso a esse tratamento é um “direito humano”.

O dado faz parte do Atlas global dos cuidados paliativos em fase terminal, primeiro relatório global sobre o tema, divulgado nesta terça-feira pela OMS e pela Aliança Mundial para os Cuidados Paliativos (WPCA), que tem sede em Londres.

Ainda segundo o relatório, apenas 20 países no mundo têm um sistema adequado de cuidados paliativos – o Brasil não é um deles. Esses países incluem Austrália, Áustria, Bélgica, Canadá, França, Alemanha, Hong Kong, Islândia, Irlanda, Itália, Japão, Noruega, Polônia, Romênia, Cingapura, Suécia, Suíça, Uganda, Grã-Bretanha e Estados Unidos.

Todos os anos, há 20 milhões de pacientes terminais no mundo, sendo que 1,2 milhão deles são crianças. No relatório, a OMS destacou que os cuidados paliativos serão cada vez mais necessários, já que a população mundial está envelhecendo.

Saiba mais

CUIDADOS PALIATIVOS
​O tratamento visa melhorar a qualidade de vida de pacientes terminais com o alívio da dor e do sofrimento. Os princípios dos cuidados paliativos incluem enxergar a morte como um processo natural da vida, não apressando e nem adiantando a sua chegada, e dar apoio a pacientes e suas famílias de diversas formas. Com uma série de técnicas, como fisioterapia, diminuição de determinados medicamentos e uso de opioides, é possível amenizar dores, melhorar a respiração e controlar náuseas, por exemplo. Os pacientes são estimulados ainda a fazer, dentro dos limites físicos de cada um, todas as coisas que lhes dão prazer — desde comer uma macarronada até passear ao ar livre ou beber um copo de cerveja. Quando a doença dá um descanso, são mandados para casa.

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