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Seus amigos andam postando frases sem sentido no Facebook? Pode ser o app ‘What Would I Say’

 

Aplicativo foi feito em 18 horas, à base de café e Red Bull, contam criadores

Funcionários do Facebook escrevem em um mural na sede da empresa em Palo Alto, Califórnia

Funcionários do Facebook escrevem em um mural na sede da empresa em Palo Alto, Califórnia

Não se espante se postagens aparentemente sem sentido, e muitas vezes engraçadas, começarem a pipocar na timeline de seus amigos de Facebook. "E depois me criticam quando falo que adoraria sair deste país para ver um gatinho passeando na coleira" ou "Que trampo chegar no mercado bombando na volta à vida, hein?". Provavelmente, posts como esses foram produzidos automaticamente por um aplicativo chamado What Would I Say, que vem ganhando força na rede nos últimos dias.

A atração foi desenvolvida há pouco mais de dez dias por oito estudantes, com idades entre 22 e 28 anos, da Universidade Princeton, nos Estados Unidos, durante um hackathon — uma maratona de programação — organizado por alunos de graduação dos cursos de biologia computacional, ciências da computação, estatística, física e engenharia.

"Basicamente, tomamos muito café e Red Bull e pensamos no que poderíamos programar em apenas 18 horas", diz a VEJA o time formado por Pawel Przytycki, Ugne Klibaite, Vicky Yao, Daniel Jiang, Edward Young, Harvey Cheng, Alex Furger e Max Homiliusos — os garotos preferiram responder à entrevista em grupo.

"Escolhemos o WWIS porque existia um prêmio para quem desenvolvesse uma solução utilizando a API do Facebook. Então, pensamos que seria uma boa ideia usar a rede social e gerar textos usando um robô de Markov." Cadeia de Markov é o nome dado a um método matemático usado na aplicação da probabilidade.

Na prática, o programa analisa os textos que o proprietário do perfil publicou em posts e comentários, além de conteúdos compartilhados por ele. A partir do método probabilístico, cria o novo texto a ser postado. De acordo com a turma do WWIS, o programa já está sendo usado por "milhões de usuários em todo o mundo". Os brasileiros, como sempre, ocupam a posição número 1 do ranking de adeptos da brincadeira. 

Os estudantes não esperavam tamanha repercussão. Além de agradecer à cafeína, fazem questão de destacar outra ajuda indispensável no desenvolvimento do app: Baxter, um cão filhotinho de Yorkipoo, que virou mascote da equipe durante o hackathon.

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