Não tenha Plano B – Queime os barcos!

Como é difícil nos abrirmos para o novo em nossas vidas. Somos seres que buscam encontrar a rotina da vida, para que possamos vivê-la sem que tenhamos surpresas de lidar com o desconhecido.

Queremos encontrar a famosa “segurança”, onde seremos, aos nossos olhos,  capazes de manejar e controlar nossa vida e destino.
Criamos hábitos que nos guiam em tudo, todo o tempo.

Ao nos acomodarmos neles, não percebemos que estamos perdendo o que de melhor há em nossa jornada neste Planeta, pois, afinal, a vida é feita das coisas novas que estão à nossa frente e daquelas experiências que a cada manhã se apresentam para nós. Portanto, toda alegria e realização que podemos vivenciar na vida, estão à nossa frente e não no passado experimentado.

Mas, muitas pessoas, por completa acomodação e preguiça, estão conformadas com menos que aquilo que o Criador tem como plano para as suas vidas.  Elas se fecham no comum, no conhecido, pois o vivido parece ser o seguro, o que é manejável, o controlável, mas este pensamento é um engano.

Alguns, por vezes, até se aventuram por um novo caminho, mas ao enfrentarem o desconforto e as incertezas que estão por vir, deixam a aventura da nova jornada e retornam ao antigo passo pela trilha já experimentada.  Conformam-se até mesmo com situações de tristezas, depressão, relacionamentos doentes, vidas sem graça e sem brilho. Não querem o novo, preferem o velho pão embolorado, mas que tem aparência do conhecido, preferem a velha forma de viver do que experimentar o novo pão que não lhes tem uma aparência familiar.

A história contada sobre dois grandes líderes que usaram uma estratégia ousada para avançarem em suas conquistas, Hérnan Cortês, conquistador espanhol e Alexandre o Grande, general Grego, rei da Macedônia, nos deixa em alerta. Ao desembarcarem na terra a ser conquistada, eles queimaram suas frotas de barcos. A ação drástica destes líderes deixou apenas duas opções a eles e aos seus exércitos, lutar e vencer ou morrer.

A queima dos barcos eliminou da mente dos seus homens a opção de retroceder. A ideia de que poderiam apenas tentar e caso não fossem vitoriosos, poderiam sair de volta ao lugar de suas conquistas consolidadas foi substituída por uma nova ideia: avançar, lutar e vencer.
Não existia mais um plano B.

Todos nós precisamos entender que para vivermos a vida que Deus propõe para nós, de tempos em tempos, precisamos queimar os barcos que nos trouxeram até aqui, pois se não, eles nos manterão tão somente onde estamos ou estávamos.

Precisamos do novo de Deus, precisamos esquecer as coisas que para trás ficaram e avançar para aquelas que estão à nossa frente. Precisamos parar de olhar para trás e fixar os nossos olhos naquele que é a fonte de toda INSPIRAÇÃO, o modelo a ser seguido e vivido.

Pare e reflita, quais são as coisas que estão te mantendo prisioneiro de situações e circunstâncias e que não permitem que você se transforme, que você se renove? Velhos hábitos ruins precisam ser substituídos por bons hábitos. Práticas novas devem entrar no lugar daquelas que envelheceram e já não cumprem seu propósito.

Precisamos identificar o que está nos impedindo de avançar, temos de ver quais são as relações a serem construídas para nos ajudar a conhecer e avançar para o desígnio Eterno.

E lembre-se, não são apenas as coisas ruins, mas também aquelas antigas vitórias, coisas boas que vivemos podem eclipsar o novo que está à frente de nós.
Temos de queimar barcos!

Deus tem queimado alguns barcos em nossa vida para nos ajudar e nos impedir de retrocedermos, Ele mesmo tem nos levado a situações e circunstâncias que provocam abalos, que nos sacodem e que nos forçam a encarar mudanças que não queríamos fazer, nos tira do conforto para falar ao nosso coração.
Não tenha medo do novo de Deus em sua vida, não se firme no que Ele quer remover, lembre-se, nossa jornada com Deus é para frente, Ele não tem prazer nos que retrocedem.

Cabe a nós avançar e lutar e esperar no Deus vivo.

>> Olgálvaro Bastos Jr. é pastor da Sal da Terra no Brasil. Mais sobre o autor no site www.olgalvaro.org.
 

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