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NEGÓCIOS: A invasão brasileira, bom para a nação, bom para América

>> Carlo Barbieri

O Brasil tem “invadido” os Estados Unidos. Não de uma forma militar, mas de uma maneira econômica. A relação simbiótica que se desenvolveu, que se foca na troca de produtos, serviços e turismo, entre outras coisas, sendo bom para ambas as nações.

Curiosamente e, talvez mais importante, esta “invasão” não tira o emprego de solos americanos. Em vez disso, ele gera o aumento de emprego dentro dos EUA – componente crítico para a recuperação dos Estados Unidos da estagnação econômica. Há também uma multiplicação na criação de emprego no Brasil, quando empresas americanas chegam com mercadorias e serviços.
 A “invasão” atinge muitas áreas. Vamos explorar algumas, já que é grande a extensão desta cooperação Brasileira-Americana.

 Os Estados Unidos se envolve com Brasil no comércio e investimento através de uma série de iniciativas. Em 19 de março de 2011, o presidente dos EUA, Barack Obama, e a presidente do Brasil Dilma Rousseff assinaram o Acordo de Comércio e Cooperação Econômica para fortalecer os esforços comerciais e de investimentos entre as duas maiores economias do hemisfério ocidental. O acordo foi criado para expandir a relação comercial do Brasil e do investimento direto, fornecendo uma estrutura para aprofundar a cooperação em uma escala de questões de interesse mútuo, incluindo a inovação, facilitação de comércio e as barreiras técnicas ao comércio. O acordo representa um compromisso compartilhado de trazer crescimento econômico e destina-se a tornar-se uma base para a cooperação em outras trocas.

Durante a visita da presidente Dilma Rousseff a Washington, DC, em 9 de abril de 2012. Os relatórios econômicos, o presidente Barack Obama confirmou que o governo dos EUA vai reconhecer cachaça, aguardente de cana usada para fazer uma bebida alcoólica brasileira, como um produto distinto – e não chamá-lo de “rum brasileiro” e aplicando tarifas, destinadas, para proteger o tipo Caribenho da competição.

Os dois líderes também encontraram um terreno comum em assuntos mais importantes. Co-operações  de Segurança irão aumentar. Ministros da Defesa dos países se reunirão regularmente. E os brasileiros – que gastam muito em visitas aos Estados Unidos, tanto que a Associação Americana de Turismo descreve-os como “pacotes de estímulo econômico” – podem agora começar a planejar a sua viagem de maneira mais fácil.

Incentivar turistas brasileiros para visitar os EUA é um dos sinais mais visíveis de cenário “mãos cruzando o mar” criado pelos presidentes Obama e Rousseff. A “corrida do ouro” de turistas brasileiros dispostos a gastar quantias consideráveis de dinheiro durante suas viagens para os EUA tem sido destaque em muitos jornais.

Um dos maiores shoppings do sul da Flórida relata que 68 por cento de suas vendas são para brasileiros. Cerca de dois milhões de pessoas do Brasil são estimados a visitar a Flórida neste ano, gerando cerca de 350 mil postos de trabalho no comércio de turismo.

Tradicionalmente, os brasileiros gostam de visitar cidades como Miami, Orlando e Nova York – e também têm encontrado Boca Raton durante suas viagens. O turismo combinado com o vínculo familiar faz com que brasileiros não somente escolham pontos turísticos, mas também visitar parentes na área de West Boca Raton e Pompano Beach – uma região onde muitos brasileiros chamam de lar.

Do ponto de vista de negócios, outros fatores importantes ligaram o Brasil e os EUA economicamente. Nós não estamos apenas falando sobre o fato de que 27 por cento das propriedades compradas em Miami no ano passado foram pelos brasileiros. Estamos falando de uma participação real na América corporativa.

Hoje, uma empresa brasileira detém uma parcela de gigante do fast-food Burger King. Além disso, mais de 50 por cento do suco de laranja consumido na Flórida é produzido por empresas brasileiras localizadas no Estado da Flórida.

Gerdau, maior siderúrgica do Brasil, tem mais unidades e produção de volume nos EUA do que no Brasil. Da mesma forma, na fabricação de armas, a Taurus do Brasil tem uma produção maior nos EUA do que no seu país de origem.

Um par de empresas tradicionais americanas de consumo tem agora uma conexão com o Brasil. Anheuser-Busch, fabricante da cerveja Budweiser, tornou-se uma subsidiária integral da InBev, uma companhia brasileira. A fabricante de cerveja é conhecido agora como a Anheuser-Busch InBev no mercado norte-americano.

Além disso, quando o bilionário Warren Buffet adquiriu o produtor do ketchup H. J. Heinz, ele o fez em parceria com capital brasileiro.

Recentemente, a Universidade Barry do Sul da Flórida, através de sua Escola de Negócios Andreas, se uniu em parceria com uma empresa brasileira para fazer cursos de educação continuada disponíveis. A escola oferece cursos nos níveis de graduação e pós-graduação.

Aqui está um resumo dos investimentos entre EUA-Brasil:

– O investimento estrangeiro direto americano (IED) no Brasil (ações) foi US$ 71.100 milhões dólares em 2011, um aumento de 10,8 por cento em relação a 2010.
– Investimento direto americano no Brasil é liderado pela indústria de fabricação e de finanças/seguros.
– FDI do Brasil nos Estados Unidos (ações) foi de US $ 5 bilhões em 2011, alta de 266 por cento a partir de 2010.
– Investimento direto do Brasil em os EUA é liderado pelo setor de comércio por atacado.
– As vendas de serviços no Brasil por empresas de propriedade majoritário americana foram de 29,9 bilhões dólares americanos em 2010 (últimos dados disponíveis), enquanto as vendas de serviços nos Estados Unidos por empresas de propriedade majoritária Brasileira foram de US $ 1,3 bilhão.
 

 

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