AS PIORES DOENÇAS NO MUNDO

Problemas no coração, AVC e infecções pulmonares crônicas ocupam os três primeiros lugares, respectivamente, entre as 9 principais doenças que matam no mundo, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), conforme relatos de uma pesquisa com dados atualizados em 2011. E hoje, mais do que nunca, devemos estar atentos porque a doença pode bater à nossa porta a qualquer momento.

Em abril, Rita Pires, representante da Linha Aberta em Orlando, foi diagnosticada com câncer de intestino depois de vários exames terem dado resultado negativo, onde somente uma ressonância magnética confirmou a existência de câncer no intestino e no fígado.  Marco Dombrowski, presidente do Rotary Club West Boca, sofreu um ataque esquêmico transitório (TIA)e precisou ser internado no West Boca Medical Hospital, em Boca Raton.  Jandira Patente, esposa do pastor Carlos Patente sofreu uma trombose no final de abril. Rita Pires começou as sessões de quimeoterapia, Marco Dombrowski e Jandira Patente já receberam alta.
Precisamos conhecer quais são as principais doenças que a sociedade moderna enfrenta para estarmos preparados e realizarmos nossos exames preventivos anuais. Hoje, mais do que nunca, prevenção e vida saudável são as palavras chaves para o combate da maioria das doenças do nosso século. Quando analisamos mundialmente a causa mortis nos deparamos com doenças das mais variadas.  Veja a seguir as nove principais doenças mundiais, segundo pesquisa da Organização Mundial de Saúde.

1) DOENÇA ISQUÊMICA DO CORAÇÃO
O termo dos médicos para ataque do coração é Infarto do Miocárdio. Enfarto do miocárdio, doença isquêmica do coração, obstrução das coronárias, crise cardíaca. No nosso meio, o termo mais usado é infarto. O infarto do miocárdio é a causa mais frequente de morte nos Estados Unidos.
O infarto do miocárdio se dá quando o suprimento de sangue a uma parte do músculo cardíaco é reduzido ou cortado totalmente. Isso acontece quando uma artéria coronária está contraída ou obstruída, parcial ou totalmente.
Com a supressão total ou parcial da oferta de sangue ao músculo cardíaco, ele sofre uma injúria irreversível e, parando de funcionar, o que pode levar à morte súbita, morte tardia ou insuficiência cardíaca com consequências desde severas limitações da atividade física até a completa recuperação.
De acordo com a OMS, os problemas do coração são causados principalmente por alimentação inadequada, sedentarismo, tabagismo e uso nocivo do álcool, além de envelhecimento da população, pobreza e fatores hereditários. Representantes da OMS afirmam ainda que entre os principais sintomas dos ataques cardíacos estão dor ou desconforto no meio do peito, nos braços, no ombro esquerdo, mandíbula ou nas costas, alem de dificuldade para respirar, sensação de enjoo ou vômito, tonturas ou desmaios.  Mais de 7,25 milhões de mortes são causadas por esse tipo de doença, anualmente.

2) AVC e outras doenças cerebrovasculares
O acidente vascular cerebral é uma doença caracterizada pelo início agudo de um deficit neurológico. O termo ataque isquêmico transitório (TIA nos USA ou ATI no Brasil) refere-se ao deficit neurológico transitório com duração de menos de 24 horas até total retorno à normalidade; quando o deficit dura além de 24 horas, com retorno ao normal é dito como um deficit neurológico isquêmico reversível (DNIR).
Podemos dividir o acidente vascular cerebral em duas categorias:
O acidente vascular isquêmico consiste na oclusão de um vaso sanguíneo que interrompe o fluxo de sangue a uma região específica do cérebro, interferindo com as funções neurológicas dependentes daquela região afetada, produzindo uma sintomatologia ou deficits característicos. Em torno de 80% dos acidentes vasculares cerebrais são isquêmicos.
No acidente vascular hemorrágico existe hemorragia (sangramento) local, com outros fatores complicadores tais como aumento da pressão intracraniana, edema (inchaço) cerebral, entre outros, levando a sinais nem sempre focais. Em torno de 20% dos acidentes vasculares cerebrais são hemorrágicos.
As causas são as mesmas das doenças cardiovasculares, como alimentação inadequada, sedentarismo, tabagismo e uso nocivo de álcool. Os sintomas mais comuns, de acordo com a OMS, são fraqueza súbita da face, braço ou pernas, mais frequentemente de um lado do corpo, confusão, dificuldade de falar ou de entender a fala, de enxergar e de caminhar. Tontura, perda de equilíbrio ou coordenação, dor de cabeça intensa sem causa conhecida. São responsáveis por  6.15 milhões de mortes por ano.

3) Infecções respiratórias
Entre os principais problemas nesse quesito está a pneumonia, que é a principal causa de morte entre as crianças em todo o mundo, matando cerca de 1,4 milhão de menores de 5 anos a cada ano. A pneumonia é uma infecção ou inflamação nos pulmões. Ela pode ser causada por vários microorganismos diferentes, incluindo vírus, bactérias, parasitas ou fungos. Esta doença é muito frequente e afeta pessoas de todas as idades. Muitas destas, anualmente, morrem por pneumonia. A metade de todos os casos de pneumonia é causada por bactérias e, destas, o pneumococo é o mais frequente.
Normalmente, a doença se desenvolve quando, por algum motivo, há uma falha nos mecanismos de defesa do organismo. A pneumonia pode desenvolver-se por três mecanismos diferentes.
Um deles, bem frequente, ocorre quando a pessoa inala um microorganismo, através da respiração, e este chega até um ou ambos pulmões, onde causa a doença.
Outra maneira frequente é quando bactérias, que normalmente vivem na boca, se proliferam e acabam sendo aspiradas para um local do pulmão.
A forma mais incomum de contrair a doença é através da circulação sanguínea. Uma infecção por um microorganismo em outro local do corpo se alastra e, através do sangue que circula, chega aos pulmões, onde causa a infecção.
Nutrição e imunização são as principais armas contra a doença, cujo principal tratamento são antibióticos adequados. Além da transmissão por salivas, tosse etc., a infecção no pulmão pode ocorrer também por poluição do ar e tabagismo dos pais, além de moradias com muita aglomeração de pessoas. Viral ou bacteriana, os sintomas são praticamente os mesmos: respiração rápida e difícil, tosse, febre, calafrios e perda do apetite. As infecções respiratórias de foram geral são responsáveis por 3,4 milhões de mortes por ano.

4) Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC)
A doença pulmonar obstrutiva crônica é uma doença crônica dos pulmões que diminui a capacidade para a respiração. A maioria das pessoas com esta doença apresentam tanto as características da bronquite crônica quanto as do enfisema pulmonar. Nestes casos, chamamos a doença de DPOC. Quando usamos o termo DPOC de forma genérica, estamos nos referindo a todas as doenças pulmonares obstrutivas crônicas mais comuns: bronquite crônica, enfisema pulmonar, asma brônquica e bronquiectasias. No entanto, na maioria das vezes, ao falarmos em DPOC propriamente dito, nos referimos à bronquite crônica e ao enfisema pulmonar.
A bronquite crônica está presente quando uma pessoa tem tosse produtiva (com catarro) na maioria dos dias, por pelo menos três meses ao ano, em dois anos consecutivos. Mas outras causas para tosse crônica, como infecções respiratórias e tumores, tem que ser excluídas para que o diagnóstico de bronquite crônica seja firmado.
O enfisema pulmonar está presente quando muitos alvéolos nos pulmões estão destruídos e os restantes ficam com o seu funcionamento alterado. Os pulmões são compostos por incontáveis alvéolos, que são diminutos sacos de ar, onde entra o oxigênio e sai o gás carbônico.
Na DPOC há uma obstrução ao fluxo de ar, que ocorre, na maioria dos casos, devido ao tabagismo de longa data. Esta limitação no fluxo de ar não é completamente reversível e, geralmente, vai progredindo com o passar dos anos.
A principal causa da DPOC é o fumo e afeta igualmente homens e mulheres, em parte, segundo a OMS, porque o número de fumantes do sexo feminino também se elevou. Quase 90% das mortes ocorrem em países de baixa e média renda. É caracterizada pelo bloqueio persistente do fluxo de ar a partir dos pulmões. Segundo a entidade, os termos populares “bronquite crônica” e “enfisema pulmonar” estão incluídos no diagnóstico da DPOC. Entre os sintomas, estão falta de ar constante, expectoração anormal, tosse crônica e dificuldade em caminhadas, subidas de pequenos lances de escada ou mesmo ao carregar uma mala. Como é uma doença que se desenvolve lentamente, o diagnóstico costuma ocorrer após os 40 anos. Não tem cura. Mais de 3,5 milhões de pessoas morrem por ano resultado de doenças pulmonares.

5) Diarréia
A diarréia é segunda maior causa de morte entre crianças de até 5 anos em todo o mundo. Desidratação e perda de fluidos são as consequências principais da diarréia, o que acaba ocasionando os óbitos. Crianças que se alimentam  mal ou têm a imunidade comprometida correm maior risco de vida quando acometidas com diarréia. A situação de morte por diarréia pode melhorar com hábitos de higiene e saneamento básico. Esse tipo de doença tem maior incidência em países de terceiro e quarto mundo, sendo responsável por  2,46 milhões de morte por ano.

6) HIV/AIDS
A AIDS é a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, uma doença infecciosa causada pelo vírus da imunodeficiência humana, que leva a uma perda da imunidade progressiva resultando em infecções graves, tumores malignos e manifestações causadas pelo próprio vírus. Nos últimos anos foram obtidos grandes avanços no conhecimento da infecção pelo HIV: várias drogas foram desenvolvidas e se mostraram eficazes para o controle da doença, diminuindo sua progressão e levando a uma diminuição das doenças oportunistas, a uma melhora na qualidade de vida e, principalmente, numa maior sobrevida. Cabe ressaltar que ainda nenhuma droga pode erradicar a doença, mas sim, controlá-la e isso só é possível se o paciente estiver tomando todas as medicações. O abandono de tratamento e o uso incorreto das medicações são os maiores causadores do elevado número de óbitos.
Nas últimas 30 décadas, a Aids causou mais de 25 milhões de mortes, segundo a OMS. Em 2010, 34 milhões de pessoas viviam com o vírus HIV. “A terapia contra o HIV consegue controlar a doença, evitando o risco de infecções oportunistas e, consequentemente, reduzindo de forma contundente o número de óbitos por Aids.
As principais formas de transmissão são sexo anal ou vaginal sem proteção com um parceiro infectado pelo HIV; de mãe para filho – transmissão durante a gravidez, parto ou amamentação; transfusão de produtos sanguíneos infectados pelo HIV; partilha de material de injeção contaminado, tatuagens, perfuração da pele com ferramentas e equipamentos cirúrgicos. Mais de 1,78 milhões de pessoas morrem com AIDS por ano, segundo a OMS.

7) Câncer de Pulmão, Traquéia e Brônquio
O câncer de pulmão é o mais comum dos tumores malignos, apresentando um aumento por ano de 2% na sua incidência mundial. A mortalidade por esse tumor é muito elevada e o prognóstico dessa doença está relacionado à fase em que é diagnosticada.
O tabagismo é o principal fator de risco para o desenvolvimento do câncer de pulmão. Ele é responsável por 90% dos casos desse tumor. Mais homens que mulheres desenvolvem o câncer de pulmão, mas o número de casos em mulheres está aumentando, enquanto que o número de casos em homens está caindo. O risco de morte por câncer de pulmão é 22 vezes maior entre os fumantes do que entre os não fumantes.
Essa neoplasia pulmonar pode também ser causada por químicos – arsênico, asbesto, berílio, radônio, níquel, cromo, cádmio e cloreto de vinila, principalmente encontrados no ambiente ocupacional. Outros fatores relacionados a este tumor são os dietéticos (baixo consumo de frutas e verduras), genéticos, a doença pulmonar obstrutiva crônica (enfisema pulmonar e bronquite crônica) e a história familiar de câncer de pulmão. Às vezes, essa doença se desenvolve em indivíduos que nunca fumaram e a causa é desconhecida.
Existem, basicamente, dois tipos de câncer de pulmão, dependendo de como as células aparecem ao exame no microscópio. Os cânceres de não pequenas células representam 80% de todos os casos. Esses incluem o adenocarcinoma, o carcinoma de células escamosas (epidermóide) e o carcinoma de grandes células. Os não pequenas células geralmente se disseminam lentamente para outros órgãos no corpo e pode ser difícil detectá-los em estágios precoces. Já os cânceres de pequenas células são responsáveis por 20% dos casos de câncer de pulmão. Eles se disseminam muito rapidamente nos pulmões e para outros órgãos.
Cerca de 20% das mortes de câncer, segundo a OMS, ocorrem devido aos hábitos nadas saudáveis do indivíduo: índice de massa corporal elevado; baixa ingestão de frutas, legumes e verduras; falta de atividade física; tabagismo e uso de álcool em excesso. O fumo é a principal causa da doença, respondendo por 22% das mortes de câncer geral, e por 71% dos óbitos por câncer no pulmão. 1,39 milhões de pessoas morrem por ano com doenças pulmonares.
Apesar de os tipos de cânceres mais comuns serem os de mama e de próstata, os que mais levam ao óbito são os de pulmão e de estômago. Isso é resultante da inexistência de tratamentos eficazes para esses tipos de neoplasias, bem como a dificuldade de detecção dos mesmos, o que dificulta o diagnóstico precoce. No continente asiático e na América Latina há uma grande incidência de câncer de estômago em consequência da bactéria Helicobater pilori e os hábitos alimentares dessas populações. Em terceiro lugar, o tipo de câncer que mais mata é o colorretal, que pode ser detectado por meio do exame de colonoscopia.

8) Tuberculose
A tuberculose é uma infecção causada por um microorganismo chamado Mycobacterium tuberculosis, também conhecido por bacilo de Koch.
A doença costuma afetar os pulmões mas pode, também, ocorrer em outros órgãos do corpo, mesmo sem causar dano pulmonar.
A tuberculose é segunda maior causa de mortes em todo mundo ao longo das décadas, perdendo apenas para a Aids, tendo como motivo apenas um agente único infeccioso. Em 2010, 8,8 milhões de pessoas adoeceram e 1,4 milhão morreu com a doença, de acordo com dados da OMS. Mais de 95% de mortes por tuberculose ocorrem em países de baixa e média renda, e está entre as três principais causas de morte em mulheres de 15 a 44. Cerca de 1,39 milhões de pessoas morrem por ano por causa da doença.
A doença é mais comum nas áreas do mundo onde há muita pobreza, promiscuidade, desnutrição, má condição de higiene e uma saúde pública deficitária. Os paises com maior incidência da doença são a Índia, China, Indonésia, Bangladesh, Nigéria, Paquistão, Filipinas, Congo, Rússia e Brasil.
A boa notícia é que o número de pessoas com a doença está em declínio em todo mundo, embora de forma lenta. Entre 1990 e 2010, a taxa de mortalidade da tuberculose caiu 40%.
A transmissão ocorre através do ar, mas apenas 10% das pessoas infectadas correm o risco desenvolver a doença, segundo a OMS. Os sintomas mais comuns da tuberculose pulmonar ativa são tosse com escarro e sangue, dores no peito, fraqueza, perda de peso, febre e suores noturnos. O tratamento com quatro drogas deve ser feito de forma ininterrupta por seis meses, mesmo se cessarem os sintomas antes.

9) Diabetes Mellitus
A Diabetes Mellitus é uma doença provocada pela deficiência de produção e/ou de ação da insulina, que leva a sintomas agudos e a complicações crônicas características. O distúrbio envolve o metabolismo da glicose, das gorduras e das proteínas e tem graves consequências tanto quando surge rapidamente como quando se instala lentamente. Nos dias atuais se constitui em problema de saúde pública pelo número de pessoas que apresentam a doença, principalmente no Brasil.
Apresenta diversas formas clínicas, sendo classificado em:
– Diabetes Mellitus tipo I: Ocasionado pela destruição da célula beta do pâncreas, em geral por decorrência de doença auto-imune, levando a deficiência absoluta de insulina.
– Diabetes Mellitus tipo II: Provocado predominantemente por um estado de resistência à ação da insulina associado a uma relativa deficiência de sua secreção.

Outras formas de Diabetes Mellitus:
Quadro associado a desordens genéticas, infecções, doenças pancreáticas, uso de medicamentos, drogas ou outras doenças endócrinas.
– Diabetes Gestacional:
Circunstância na qual a doença é diagnosticada durante a gestação, em paciente sem aumento prévio da glicose. O organismo do paciente não produz insulina suficiente para equilibrar o nível de açúcar no sangue. Histórico familiar, hipertensão e sedentarismo são os principais fatores apontados para quem tem propensão a desenvolver a moléstia. Ter hábitos saudáveis, controlar o peso, a pressão, ter uma dieta equilibrada (em alguns casos, deve-se evitar completamente doces) ajudam  na prevenção, evitando o desenvolvimento ou outras complicações geradas pela doença. Mais de 1,26 milhões de pessoas morrem por causa da diabetes, segundo a Organização Mundial de Saúde.

Fontes:
*ABC da Saúde / *Terra.com.br/bem estar / *Revista Época / * Folha de São Paulo

 

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