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Senado dos EUA aprova seu primeiro orçamento em quatro anos

>> Laine Furtado

Depois de um longo debate, o Senado dos americano aprovou seu primeiro orçamento em quatro anos. O plano aprovado prevê um montante de US$ 3,7 trilhões para 2014. O orçamento foi aprovado por 50 votos contra 49. Nenhum republicano voltou a favor do plano do Senado, e quatro democratas que enfrentam campanhas de reeleição no momento também se opuseram a ele. As informações são da Reuters, France Press, e G1.

O acordo inclui cerca de US$ 1 trilhão em novos impostos para ajudar a reduzir o déficit, mas mantém a salvo programas domésticos que eram alvo de cortes por republicanos na Câmara de Representantes. O orçamento do Senado reflete as prioridades democratas de impulsionar a curto prazo o crescimento do emprego e preservar programas de segurança social.

A proposta revela as diferenças entre democratas e republicanos com relação a impostos, gastos e o tamanho do governo. A votação abre caminho para a próxima fase na batalha orçamentária, que provavelmente vai girar em torno da necessidade de aumentar o limite da dívida dos EUA.

Câmara dos Deputados
A Câmara dos Deputados dos Estados Unidos aprovou um projeto de lei que evita a paralisação do governo, em mais um alívio das guerras orçamentárias partidárias que vêm abalando Washington há meses.

Na ocasião, a Câmara, controlada pelos republicanos, aprovou por 318 a 109 a legislação que mantém as agências governamentais e programas financiados até o final do ano fiscal em 30 de setembro, enviando a medida para que o presidente Barack Obama sancione a lei.

A atual autorização de gastos venceria em 27 de março, mas os republicanos escolheram não usar a ameaça de as agências federais ficarem sem dinheiro e fecharem como alavanca para exigir profundos cortes de gastos.

Em vez disso, eles querem promover uma campanha para a redução de déficit centralizada em propostas do presidente do Comitê de Orçamento da Câmara, Paul Ryan, do Wisconsin, candidato a vice-presidente nas últimas eleições.

Pouco antes de aprovar o projeto de gastos, a Câmara apoiou um esboço de orçamento oferecido por Ryan para eliminar os déficits dos EUA dentro de 10 anos através de fortes cortes em saúde e outros programas sociais.

O projeto de financiamento para o restante do ano fiscal, que o Senado liderado pelos democratas aprovou, mantém US$ 85 bilhões em cortes automáticos de gastos, conhecidos como “sequestro”.

Mas ele enfraquece parte da dor desses cortes ao permitir que os militares e várias agências domésticas transfiram algum dinheiro dentro de seus reduzidos orçamentos para atividades de maior prioridade.

A aprovação das medidas de financiamento dá ao Congresso um alívio por alguns meses para discutir qual partido tem uma visão orçamentária mais viável antes de enfrentar nova discussão sobre a elevação do limite da dívida federal.

O orçamento de Ryan, marcado por profundos cortes de gastos a programas sociais e revogação das reformas na saúde do presidente Barack Obama, define as posições dos republicanos nas batalhas fiscais restantes deste ano e nas eleições para o Congresso em 2014.

Casa Branca aceita plano republicano para adiar disputa sobre teto da dívida
O Congresso americano também votou a suspensão do teto da dívida até maio, dando aos legisladores três meses para as negociações do orçamento de alto-risco e evitando um potencial default.

O Senado aprovou, com 64 votos a favor e 34 contra, a medida, autorizando o governo a exceder o limite legal de endividamento até o dia 18 de maio. Democratas e republicanos lutam para alcançar um acordo mais amplo para controlar os déficits e a dívida federal.

Na prática, a medida suspende durante três meses a necessidade de aumentar o limite da dívida nos Estados Unidos e exige um plano orçamentário com cortes em longo prazo.

Bernanke diz que política monetária frouxa do Fed ajuda economia global
O chairman do Federal Reserve, Ben Bernanke, apoia as medidas agressivas de afrouxamento monetário adotadas pelo banco central norte-americano, afirmando que embora tenham como objetivo fortalecer a recuperação econômica dos Estados Unidos, elas também estão ajudando outros países.

Os programas de compras de ativos do Fed, com o objetivo de manter os custos de empréstimo de longo prazo baixos e impulsionar o investimento, foram criticados por outros países devido ao impacto adverso sobre moedas de países emergentes.

Mas Bernanke, após uma audiência no Congresso sobre os potenciais riscos representados pelas medidas de quantitative easing (programa de compra de ativos), opôs-se à retórica de “guerras cambiais”, embora não tenha utilizado especificamente essa expressão.

Em declarações preparadas para um grupo de acadêmicos em Londres, Bernanke disse que a natureza integrada da economia global faz com que todo o mundo seja beneficiado pela melhora na perspectiva para os EUA.

Em resposta a uma profunda crise financeira e a recessão, e à subsequente recuperação fraca, o Fed não só reduziu as taxas de juros overnight para efetivamente zero como também comprou mais de 2,5 trilhões de dólares em titulos ligados a hipotecas e do Tesouro.

Críticos domésticos afirmam que o portfólio vasto da autoridade monetária, hoje em mais de 3,1 trilhões de dólares, representa riscos à inflação futura. Mas Bernanke notou que projeções indicam que a inflação ficará dentro da meta do Fed, de até 2 por cento, no futuro previsível.

Analistas esperam que o Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA cresça em torno de 2 por cento neste ano, enquanto membros do Fed projetam crescimento de entre 2,3 por cento e 2,7 por cento em 2013.

Fed de NY defende políticas “muito acomodativas” nos EUA
O presidente do Fed de Nova York, William Dudley, disse que o Federal Reserve tem que manter as políticas bastante acomodativas, porque o mercado de trabalho permanece “longe de ser saudável”, apesar de alguma melhora econômica recente. Dudley é um aliado próximo do chairman do Fed, Ben Bernanke.
“Precisamos manter a política monetária bastante acomodativa”, disse Dudley ao The Economic Clube de Nova York. “Vejo custo e risco maiores em avançar prematuramente para uma política que pode não ser suficientemente acomodativa para garantir uma recuperação sustentável.”

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