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Natal e Ano Novo

Esteja preparado para as compras neste final de ano

O consumo de produtos e serviços nos Estados Unidos corresponde por 71% do produto bruto consumido no país, o que representa cerca de $10 trilhões de dólares. Uma pesquisa do Consumer Behavior 2013, realizada pelo Market Research, mostra como as pessoas gastam seu dinheiro nos Estados Unidos e quais
as estratégias das empresas de marketing para alcançar o consumidor final. Esta pequisa apresenta uma análise do mercado norte americano, do perfil do
consumidor nos Estados Unidos e de suas respostas ao marketing de consumo e suas preferências em relação a produtos e serviços disponíveis no mercado.

Durante o Natal e o Ano Novo, muitas empresas investem bilhões de dólares para alcançar o consumidor final. Nos corredores dos outlets nos Estados Unidos, os verbos caminhar, olhar, entrar, experimentar, comprar e sorrir se complementam. Cidades como Nova York, Miami, Orlando e Boca Raton parecem terem sido projetadas para o consumo e convida o consumidor a gastar o que tem e o que não tem, principalmente durante as festas de fim de ano, apresentando uma infinidade de produtos – sapatos, roupas, eletrônicos, acessórios e perfumaria, com preços de 20% a 50% de desconto.

De acordo com a National Retail Association (NRF), uma pesquisa conduzida pela empresa BIGinsight mostra que  mais de 247 milhões de pessoas foram às compras durante a semana de Thanksgiving, com uma média de consumo por pessoa de $423.60 dólares, cerca de 6.3% a mais do que ano passado, que foi de $398.60. As compras online subiram 14.5% este ano, com um consumo médio de $172.40 por pessoa contra $150.50 do ano passado, no mesmo período.

Diante de um mercado de consumo em ascendência, mesmo que moderada, as pessoas são continuamente bombardeadas por sedutoras peças publicitárias, que prometem bem-estar, status, conforto, projeção imediata e ilusão de segurança. No final do ano, a lógica do “consumo, logo existo” reina nos Estados Unidos e representa o hábito de comprar característico de um país marcadamente consumista, mesmo em período de crise ou em recuperação da crise, como o que vivemos hoje.

Por isso, na hora de fazer suas compras de final de ano, a palavra do momento é preparação. Esteja preparado para comprar de forma inteligente e maximizar seu dinheiro. Antes de decidir o que comprar, estipule um valor limite a ser gasto. Ele deve estar de acordo com as possibilidades financeiras da família e todos os membros devem se submeter ao orçamento estipulado, sem privilégios para ninguém.

Não deixe de lado a tradicional listinha de presentes e procure fazer com que tudo caiba dentro do orçamento traçado. Pesquise os preços, uma vez que muitas lojas tem promoções que maximizam seu poder de compra. Procure compra em dinheiro em vez de usar o cartão de crédito. Desta forma, em janeiro você não vai levar aquele susto na hora de pagar a conta.

Tenha um Natal farto de afeto e de boas emoções, aproveitando para uma boa reflexão sobre o ano que passou e sobre o que é realmente importante para você no ano de 2013, para que seja mais harmônico do ponto de vista do seu contato com a família, com os amigos, e com a sua própria espiritualidade.

Homens e mulheres têm diferentes prioridades na hora de comprar
Uma pesquisa da Wharton School da Universidade de Pennsylvania e publicado pela  Universia, mostra que homens e mulheres tem diferentes prioridades na hora de comprar. Em se tratando de compras, as mulheres são da Nordstrom e os homens são da Sears. Elas se sentem felizes dando voltas e mais voltas por entre coleções dispersas de roupas e acessórios incursionando, subitamente, pelo departamento de sapatos. Para os homens, comprar é uma missão. Eles entram em uma loja qualquer para comprar um item específico e vão embora o mais rapidamente que puderem, conforme dados da pesquisa da Wharton School.

No estudo intitulado "Homens compram, mulheres vão às compras" pesquisadores do Projeto de Varejo Jay H. Baker, da Wharton, e o Verde Group, constataram que as mulheres reagem de forma mais intensa do que os homens ao contato pessoal com os vendedores. Os homens estão mais inclinados aos aspectos utilitários da experiência — se há onde estacionar, se a loja dispõe do produto no qual estão interessados e se as filas do caixa são muito grandes.

“As mulheres, via de regra, investem mais na experiência de compra, e isso sob diversos aspectos”, observa Robert Price, diretor de marketing da CVS Caremaker e membro do conselho de assessoria do Instituto Baker. "Os homens preferem a Sears, ali compram a ferramenta que tinham em mente comprar e vão embora. As mulheres, ao contrário, preferem a Nordstrom, uma loja mais fashion."

Para Robert Price, a preocupação da mulher com a gestão do lar persiste apesar de suas várias atribuições profissionais. Ele acha que essa responsabilidade contribui para que a mulher tenha uma percepção mais aprofundada da experiência de compra e cultive expectativas mais ambiciosas. Por outro lado, depois de várias gerações terem delegado á mulher a responsabilidade da compra, o interesse do homem pelo tema atrofiou.

De acordo com Stephen J. Hoch, professor de marketing da Wharton, a atitude do consumidor na hora da compra reflete as diferenças entre os sexos em diversos aspectos da vida. “Para a mulher, a experiência da compra tem um caráter de relação pessoal e humana; para o homem, trata-se de algo mais instrumental. É uma tarefa a cumprir”, diz ele, acrescentando que os dados têm implicações para os varejistas interessados no desenvolvimento de uma estratégia mais segmentada para a construção e manutenção da lealdade dos consumidores de ambos os sexos.

O estudo constatou também que as mulheres costumam ter mais problemas na hora de comprar do que os homens — 53% ante 48%, sendo que as mulheres com mais de 40 anos geralmente sentem mais dificuldades do que os homens do mesmo grupo etário.

Para a mulher, "a falta de quem a ajude quando ela precisa de orientação" é o principal problema (29%). Também é a razão mais provável de perda de clientela feminina. Na verdade, de acordo com uma análise baseada nos dados do estudo, cerca de 6% de todas as consumidoras poderão não voltar jamais a uma determinada loja por falta de suporte da parte do vendedor na hora da compra.

Para os homens, a principal dificuldade (também 29%) é a falta de vaga para estacionar. O fator que mais colabora para a perda do consumidor de sexo masculino é a frustração decorrente da experiência de não encontrar o produto que o consumidor tencionava comprar. Cerca de 5% dos clientes de sexo masculino poderão nunca mais tornar à loja por esse motivo.

Quem gasta mais? O Homem ou a Mulher?
As mulheres gastam 4 trilhões de dólares anualmente e respondem por 83% dos gastos do consumidor americano, o que corresponde a dois terços do produto interno bruto do país, de acordo com o WomenCertified, entidade de defesa da consumidora e centro de treinamento do varejo com sede em Hollywood, Flórida, e que também participou do estudo.

O estudo “Os homens compram e as mulheres vão às compras” baseia-se em uma amostra nacional aleatória de 1.250 consumidores entrevistados por telefone, no período de 20 de outubro a 4 de novembro, a respeito de uma experiência de compra realizada recentemente. A amostra foi dominada pela presença feminina na razão de 2 para 1.

Embora muitas descobertas do estudo não constituam motivo de surpresa para os varejistas, esses dados concretos podem ajudar as empresas a trabalhar melhor alguns dos problemas mencionados por homens e mulheres, de acordo com Delia Passi, fundadora da WomenCertified. Passi diz que há muito tempo o varejo percebeu as diferenças entre o consumidor de sexo masculino e feminino. “É uma coisa que nos leva de volta à época dos coletores e caçadores. As mulheres são coletoras; os homens, caçadores. Quando as mulheres entram em uma loja qualquer, fazem de imediato uma varredura do ambiente. Os homens procuram corredores específicos.”

A pesquisa científica, observa Passi, mostra que as mulheres têm visão periférica mais aguçada do que os homens, o que constituiria uma vantagem para elas enquanto coletoras.

Tudo e questão comportamental. “O fato é que homens e mulheres entram em uma loja porque desejam comprar alguma coisa, só que elas querem comprar mais coisas do que eles. Elas querem mais contato pessoal, mais olho no olho. Eles querem respostas rápidas, enquanto elas buscam suporte e colaboração durante o processo de compra.” Passi tem consciência de que várias das observações reveladas pela pesquisa são reflexo de generalidades, e que muitos homens e mulheres não se encaixam nos padrões mais abrangentes, mas garante que esta uma regra de conduta que pode ser observada de forma geral no comportamento de homens e mulheres durante as compras.

Metade das mulheres gasta mais em compras para elas mesmas no Natal
Natal é tempo de presentear amigos, parceiros e parentes, certo? A situação não é bem essa, de acordo com uma pesquisa realizada pelo evento fashion Clothes Show Live, da Inglaterra. Metade das mulheres gasta mais em compras para elas mesmas neste período.

A questão não é egoísmo. Elas simplesmente querem circular bonitas e bem vestidas nas festividades de fim de ano. Por exemplo, 27% delas admitiram investir em roupas para impressionar na comemoração das festas de fim de ano.

O levantamento contou com dados de mais de 3 mil pessoas do sexo feminino e masculino. Segundo o jornal Daily Mail, a pesquisa mostrou também que entre os prazeres natalinos que levam à culpa está assistir a filmes românticos, sendo que 36% dos participantes (homens e mulheres) admitiram o costume.

Apple lidera pedidos de Natal de crianças nos Estados Unidos
Os presentes mais desejados entre as crianças para este Natal nos Estados Unidos são predominantemente produtos da Apple. De acordo com um estudo da Nielsen, a popularidade da Apple tem crescido nos últimos dois anos entre crianças americanas de 6 a 12 anos, mais interessados nos últimos lançamentos do sistema operacional iOS que em jogos de videogame ou outros produtos eletrônicos.

Cerca de metade das crianças pesquisadas disseram querer um iPad — em comparação com 44% em 2011 — e 36% responderam desejar um iPad Mini. O iPod Touch é o desejo de 36% dos entrevistados e o iPhone de 33%.

O videogame mais próximo do seu formato original não foi esquecido e o Nintendo Wii U, lançado recentemente nos Estados Unidos, representa 39% dos pedidos de Natal. O DS family, também da Nintendo, aparece em quinto lugar. O Xbox 360 e o PlayStation 3 aparecem logo abaixo na lista.
Entre os pré-adolescentes maiores de 13 anos, tablets e computadores pessoais são as principais escolhas entre os eletrônicos. Um em cada cinco disse desejar ou um iPad, ou qualquer outro tablet ou um computador pessoal.

Os números reforçam a ideia de que o mercado de tablets está ganhando cada vez mais concorrência, com a oferta de produtos como o Amazon’s Kindle Fire e o Samsung Galaxy, comprovadamente tão desejáveis quanto um iPad entre adolescentes e adultos.

Obama e as compras de Natal
O presidente Barack Obama já começou a fazer as compras de Natal e levou consigo as duas filhas,
Sasha, de 11 anos, e Malia, de 14.  O presidente e as filhas visitaram a livraria One More Page Books em Arlington, na Virgínia, como parte da campanha Small Business Satuday, que apoia pequenas empresas.

O presidente tenta, com esta atitude,  incentivar os americanos a optar pelo comércio local, em vez de optarem pelas grandes cadeias de lojas americanas. Apesar de terem ficado apenas cerca de 30 minutos na livraria, Obama e as filhas compraram 15 livros infantis que serão alguns dos presentes de Natal da família.

Turistas brasileiros durante o Natal
Os turistas brasileiros prometem aquecer o mercado da Flórida, principalmente Orlando e Miami, durante as festas de fim de ano. Esta expectativa é baseada no número de turistas brasileiros que visitam os Estados Unidos e que deve chegar a 1,8 milhão neste ano, uma alta de 18% em relação a 2011, conforme o Departamento de Comércio dos Estados Unidos. De acordo com dados do Departamento de Comércio dos EUA US$ 6 mil por viagem é a média de gasto do turista brasileiro e neste Natal este valor poder subir ainda mais. 

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