Os 7 pecados capitais aos olhos da psicologia

Laine Furtado | laine@linhaaberta.com

Os sete pecados capitais foram instituídos pela Igreja Católica e, ao ouvir sobre o tema, pensamos primeiro em religião e quase nunca no lado psicológico destes sentimentos que são encontrados na sociedade. Nesta edição da Linha Aberta, entrevistamos psicólogos e conselheiros cristãos que falam sobre o lado psicológico dos setes pecados capitais. Na visão da Psicologia, os sete pecados capitais são estados de ânimo que geram consequências físicas e emocionais ao organismo. Estas emoções são transformadas em mensagens captadas pelo cérebro, enviadas para cada órgão correspondente, gerando uma resposta. Como consequências, surgem os sintomas físicos e psicológicos que sinalizam que algo não vai bem com a pessoa.

A Psicologia afirma que os sentimentos envolvidos nos sete pecados capitais por si só não são negativos. O negativo é alimentar esses sentimentos e agir sob o efeito deles, não sabendo como controlar ações que são prejudiciais a nós mesmos e ao nosso próximo. Quando deixamos que um ou outro dos setes pecados capitais tomem conta da nossa alma e sejam refletidos no nosso comportamento, nos tornamos escravos de nossos próprios vícios.  Nessa reportagem você vai conhecer os sete pecados capitais: orgulho, avareza, luxúria, ira, gula, inveja e preguiça, e saber como ter controle de suas emoções.

Uma análise do orgulho nosso de cada dia
O primeiro pecado capital é a soberba, também conhecida como orgulho. A psicóloga e conselheira cristã Heloisa Guimarães, de Boca Raton, psicóloga clínica, formada pela Universidade Metodista, explica que o orgulho pode ser definido em 3 categorias diferentes: 1)  sentimento de dignidade pessoal; brio; altivez; 2)  conceito elevado ou exagerado de si próprio; amor próprio demasiado; soberba; 3)  aquilo ou aquele(s) de que(m) se tem orgulho. A primeira definição: sentimento de dignidade pessoal, significa respeito a si mesmo. A segunda definição: amor próprio exagerado, significa arrogancia; sentir-se superior aos outros, e a terceira definição significa o sentimento de satisfação por alguém ou por algo que foi realizado. “Nesse caso o orgulho não é voltado para si próprio, mas para algo exterior, por exemplo: os pais que se sentem orgulhosos quando o filho termina a faculdade; ou, um escultor quando finaliza sua obra de arte”, afirma.

Questionada sobre se existe orgulho bom e orgulho ruim, Heloisa esclarece que o orgulho bom se expressa através do respeito próprio, e esse respeito ajuda a pessoa a definir sua personalidade, respeitando-se e evitando que os outros a humilhem ou a manipulem.  Esse respeito próprio também conduz a pessoa a uma auto-realização, e a desfrutar de situações que lhe permite uma satisfação pessoal.  “Esse tipo de emoção é saudável, e faz com que o ser humano seja capaz de fazer escolhas que beneficiam sua vida e a dos seus familiares.  O problema é quando o orgulho se converte em soberba, ou seja, o excesso de valorização pessoal faz com que a pessoa creia ser superior aos demais.  Esse orgulho ruim é caracterizado por um sentimento egoísta, onde a pessoa pensa que o mundo gira ao seu redor, e que todos devem agradá-la”, explica a psicóloga.

O orgulho muitas vezes sobe à cabeça das pessoas, e Heloisa fala da definição do pastor inglês Thomas Watson  sobre o tema, onde ele que disse que “o orgulho é uma embriaguez espiritual; ele sobe à cabeça como um vinho e intoxica nossa mente. É idolatria. Um homem orgulhoso é um adorador de si mesmo." Ela explica que tanto o orgulho definido como "sentimento de dignidade pessoal", como o orgulho definido como "conceito elevado de si próprio", podem subir à cabeça das pessoas, sendo que no primeiro caso, há um aumento exagerado na auto-estima, e no segundo, há uma visão distorcida de si mesmo, levando a um comportamento egocentrico, onde a pessoa querendo exercer o poder, controla os outros para que seus desejos sejam satisfeitos. “O desejo de exaltar-se e satisfazer o próprio ego, faz com que essas pessoas não busquem a Deus, e nem reconheçam Sua soberania”.

O que leva uma pessoa a ser avarenta
O segundo pecado capital é a avareza. O pastor e psícologo Josias Silva, de Coconut Creek, teólogo, psicólogo e certificado em Recursos Humanos pela FAU (Florida Atlantic University) e diretor da 2Grow Desenvolvimento Humano, explica que a  avareza é definida na Bíblia como idolatria. Por sua vez, idolatria é a elevação do que é temporal à categoria de eterno; elevação do que é finito à categoria de infinito; elevação do que é meio, à categoria de um fim em si mesmo. 

Muitas pessoas são avarentas, mesmo quando têm dinheiro. Josias analisa da seguinte forma esta situação: “Assim como quem ama a Deus nunca se farta de Deus, mas quer sempre ter mais conhecimento experiencial Dele, quem ama o dinheiro, nunca se farta do dinheiro, quer sempre mais, e mais… A diferença está em que aquele que ama a Deus quer repartir sua experiência de Deus com os outros. Mas, quem ama o dinheiro, não o reparte com os outros: quer tudo para si”.

Numa análise sobre a diferença entre ser controlado e ser avarento, Josias disse que a pessoa controlada, como ensinava o filósofo grego Aristóteles, gasta a quantidade certa, com a pessoa certa, pela razão certa. O avarento é aquele que tem mais do que a quantidade necessária, sonegando da pessoa que precisa e, o que é pior, sem necessidade: simplesmente, porque, seu dinheiro é seu deus (com “d” minúsculo), ou seu demônio. Esteja ele consciente disso, ou não”.

A luxúria e a luta por não se deixar dominar pelas paixões
O terceiro pecado capital é a luxúria. A psicóloga e conselheira cristã Lucileide Matos, de Orlando, define a luxúria (dolatim luxuriae) como o desejo passional instintivo por todo o prazer sensual e erótico. Também pode ser entendido em seu sentido original: “deixar-se dominar pelas paixões”. Psicologicamente falando, a luxúria é uma doença mental que gera comportamentos de compulsão pelo sexo, não de forma sadia, mas para o sexo insaciável que, quando não satisfeito, facilmente transforma-se em ira.

Lucileide explica que a luxúria desencadeia vários tipos de desvios sexuais que também são conhecidos como parafilias, que se caracterizam pela necessidade que algumas pessoas possuem de obter satisfação sexual através de práticas consideradas inaceitáveis pela sociedade, como sadismo, masoquismo, exibicionismo, pedofilia e outros.

A psicóloga disse que existem várias causas que levam uma pessoa a sofrer de luxúria. Uma delas está ligada à forte repressão sexual na infância, quando a criança é totalmente reprimida por qualquer tipo de impulso sexual e isso aflora o sentimento de culpa formando um adulto sexualmente reprimido ou compulsivo ao extremo.

Outra causa da luxúria está na insegurança e insatisfação crônica na vida de alguém. Estes sentimentos geram conflitos que levam as pessoas a buscarem segurança e satisfação apenas no plano físico, buscando o prazer no sexo insaciável e descomprometido. Além de inseguras, estas pessoas não conhecem o verdadeiro prazer e significado do sexo, porque a luxúria desconhece o amor. 

Para haver um combate a este problema é necessário que a pessoa reconheça que tem o problema e, em seguida, queira ser ajudada por um profissional competente, pois não somente está doente a mente da pessoa, mas está danificado o corpo a alma e o coração.

Pessoas sadias cuidam e contribuem para a formação de pessoas também sadias. E vai vai o conselho: “Pais, adultos, cuidadores, educadores de crianças, cuidem-se ao máximo, conheçam-se a si mesmo e curem-se a si mesmo para que a luxúria seja combatida, evitada e não proliferada na nossa sociedade. Abram as portas de sua mente para pensamentos bons e edificadores. Desviem todo o pensamento que traga tristeza, escravidão e vício para a sua vida. Mudem os pensamentos ruins e fiquem no palco da sua vida dirigindo as suas emoções”.

A ira e suas consequências
O quarto pecado capital é a ira. O pastor e conselheiro cristão Roberto Silva, de Boca Raton, descreve a ira como um sentimento avesso ao que nos contraria, que pode ser externado ou internalizado de acordo com a pessoa ou situação do momento. Ele explica que este sentimento é natural no ser humano, podendo ser mais intenso ou não de acordo com o temperamento da pessoa.

“Muitas vezes, por não entender esta definição, as pessoas se sentem culpadas quando percebem a presença deste sentimento em suas vidas, o que leva a pessoa a ter um outro sentimento que é o de culpa. Entendendo que é um sentimento natural, deve ser tratado como tal e mantido sob controle para que não haja reações negativas em seu comportamento”, afirma.

Questionado sobre por que as pessoas ficam iradas, Roberto Silva salienta que dois fatores são importantes nesta definição. Em primeiro lugar o quadro emocional da pessoa em virtude do seu histórico pode levar a pessoa ficar irada. Uma pessoa com um histórico de muita mágoa, ressentimento ou frustação está mais propensa a manifestação deste sentimento.

Outro fator importante de ser observado é a tendência de temperamento da pessoa. Um determinado temperamento pode ter maior facilidade de conduzir a pessoa a este sentimento, enquanto outro leva a pessoa a ser mais tolerante. Daí a importância do conhecimento da sua natureza para que a pessoa possa manter este sentimento sob controle.

Roberto Silva explica que a ira pode ser controlada. Estudos mostram que quando uma pessoa identifica e trata o seu histórico, ela esvazia do seu inconsciente os sentimentos negativos que foram gerados diante de fatos de relevancia negativa em sua vida. “Isto favorece a pessoa a lidar com situações extremas que podem fazer aflorar este sentimento.

Outro aspecto importante é saber como lidar com as áreas débeis do seu temperamento que favorecem a manisteção do sentimento de ira. O grande desafio enfrentado pelas pessoas é saber quem domina no momento da crise, se a pessoa ou o sentimento. Quando o sentimento domina a reação é sempre negativa”, afirmou.

Ele ressaltou ainda a diferença de uma pessoa que tem ira e uma que tem raiva, explicando que, teoricamente não existe diferença entre raiva, ira ou ódio, porém na prática é possível diferenciar classificando a raiva como um sentimento mais brando e passageiro; a ira como um sentimento mais intenso e de duração intermediária e ódio como um sentimento mais severo e de duração prolonagada. “É possível entender esta diferença quando pensamos na manifestação deste sentimento diante de fatos com maior relevância do que outros. De acordo com o fato ocorrido e como a pessoa trata este fato, este sentimento irá refletir no comportamento da pessoa”, exemplificou.

Como controlar a gula
O quinto pecado capital é a gula. Para o psicólogo  Walter Vieira Poltronieri, pesquisador do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo, a relação do homem entre a emoção e a comida é natural, pois acontece desde o início da vida. “Já nascemos com as emoções sendo contidas pelo alimento. Um exemplo é o choro do bebê para receber o leite da mãe”, destaca Wáter. Ele  explica que a gula é como uma má alimentação em todos os aspectos, marcada pela ganância no ato de comer, a mesquinharia na hora de compartilhar um alimento.

A gula é o somatório de tudo de prejudicial que a alimentação pode causar, até levar o guloso a morte física através do  excesso na ingestão dos alimentos.  A má utilização do alimento causa um desequilíbrio alimentar que pode trazer como consequência uma cadeia de diversas doenças e problemas na vida das pessoas. Como exemplo podemos citar a obesidade, que é um problema emocional causado pela gula.

Vários fatores são responsáveis pelo despertar da gula, porém quase todos são de ordem emocional como a ansiedade, a tristeza, a depressão, a alegria, o prazer, a falta do que fazer e tantos outros fatores que acabam gerando a vontade de comer o tempo todo. Todo esse processo social, a estrutura médica mal informada e o sistema comunitário, foram aos poucos fazendo da gula um hábito natural e normal entre as pessoas.

Hoje, o mundo aceita a gula como coisa normal e por isso esse mau hábito foi aumentando e ganhando espaço na vida das pessoas que, desde criança aprendem a comer desesperadamente como sendo uma necessidade. Hoje em dia está provado de que o ser humano mediano come 80% a mais do que deveria comer e por isso vive menos do que poderia viver.

A gula é como qualquer outra dependência dos sentidos humanos e para ter controle de sua alimentação, a pessoa deve não dar atenção a mente quando esta solicita constantemente algo que não se esta necessitando ou precisando, mas a mente quer pelo prazer de ter. Uma vez controlada, a gula desaparece, dando lugar a uma vida melhor e mais saudável.

Como não ser invejoso
O sexto pecado capital é a inveja. O invejoso é infeliz com a própria desgraça. Agostinho dizia que "a inveja é o pecado diabólico por excelência”. E se referia a ela como "o caruncho da alma que tudo rói e reduz a pó". A inveja é companheira daquele que não suporta o sucesso dos outros e não se conforma em ver alguém melhor do que ele mesmo. O slogan que define a inveja é : Ele é mais do que eu, também quero", fazendo com que a inveja nos faz perder o contato com nossas reais possibilidades. O que deixa a inveja bem caracterizada é a sua expressão pelo comportamento não verbal, o olhar, principalmente.

A psicóloga Lúcia Monteiro, pós graduada pela FGV, Mestranda em Gestão Estratégica e diretora da Visão Consultória, do Rio de Janeiro, explica que a inveja é um sentimento que uma pessoa tem de desejar possuir algo que a outra pessoa tem ou desejar ser como a outra pessoa. Nesse caso, a pessoa tem dificuldade de admirar o outro, sofre do sentimento de injustiça. Muitas vezes, ela também é companheira das pessoas inseguras, fracassadas ou revoltadas, que, não conseguindo o sucesso das outras, ficam corroídas de inveja e desejando-lhes o mal. E muitas vezes, esse sentimento está tão entranhado na pessoa que ela mesma não sabe ou não consegue perceber que possui sentimentos de inveja em relação a outras pessoas.

A inveja é um dos frutos da natureza humana que, entre outros, causa profundas feridas na vida espiritual. Complica ainda mais o fato de ser um pecado que pode passar desapercebido pelos que estão próximos, mas que internamente consome as vidas dos que a ele se entregam. Pode ser descrita como o desejo urgente de possuir alguma coisa que pertence a outro. O invejoso, ao receber uma boa notícia sempre questiona porque aquilo não aconteceu com ele. Vê o proprietário de um objeto e pensa: quero um igual…”percebemos a inveja quando existe um sentimento de incapacidade diante do querer ter algo que pertence a outra pessoa, ou de querer viver a vida do outro.

Faça a inveja trabalhar a seu favor. Transforme a chama da inveja em munição para lutar pelo que você quer.
Quer um carro novo, economize. Se quer algo novo, uma nova conquista vá a luta, mas sobretudo valorize suas conquistas, fale delas para outras pessoas, fale do desafio que foi vencê-las qual foi seu ponto zero. "O problema é que mesmo de coisas que você sabe que no fundo não quer, mesmo assim, você tem inveja". Racionalize a situação e procure desviar seu foco para suas metas e seus objetivos pessoais, para aquilo que você realmente sabe que é importante lutar.

A preguiça torna as pessoas improdutivas   
O sétimo pecado capital é a preguiça. A psicóloga Lúcia Brandão, do Ministério Plenitud Hoy, de Deerfield Beach, define a palavra didaticamente. A preguiça vem do latim PIGRITIA que significa "aversão ao trabalho." O dicionário de medicina de Littré e Robin (1873) diz que existe um estado de apatia "Estado de entorpecimento das faculdades morais… uma espécie de preguiça para movimentar-se." A Igreja Católica a caracteriza pela falta de capricho,  esmero, de empenho, pela negligência, desleixo, morosidade, lentidão emoleza, frequentemente associada ao ócio, vadiagem.

Segundo Lúcia Brandão, as causas da preguiça podem ser orgânicas e/ou psíquicas e estabelecidas desde cedo no desenvolvimento. Estas causas estão relacionadas a falta de vínculos e de limites. Ela  explica que sem formar VÍNCULOS (1ª etapa – através da Mãe), a pessoa não desenvolve o desejo de realização, a capacidade de enfrentar o estresse e a capacidade de formar relacionamentos que animam a ação. A afetividade está atingida, alimentando uma visão distorcida das circunstâncias.

Por outro lado, a pessoa, sem estabelecer LIMITES (2ª etapa – através do Pai), vive uma realidade que não se impõe, os pensamentos não são saudáveis, a auto-percepção está distorcida, não existe a auto-responsabilidade. Assim, a Vontade não tem razão nem energia necessária para manifestar-se. O campo da Consciência e da Motivação estão seriamente comprometidos. Há um freio ou lentificação dos processos psíquicos, uma dormência generalizada de toda a atividade mental.

Sobre se existe preguiça boa e preguiça ruim, Lúcia Brandão explica que a preguiça ruim é patológica, sem controle, causando danos à própria pessoa e aos outros. A boa preguiça é aquela que sentimos num dia de descanso depois de um esforço extremo.

Sobre se existe solução para a preguiça emocional, moral, psicológica, física, mas não ainda patológica, a psicóloga disse que sim. E dá a receita de uma vida mais produtiva. “Exercite-se, durma, determine e cumpra um prazo curto para começar, enfoque nos benefícios, não no problema, estabeleça prêmios, pense nas consequências de não cumprir, encontre parceiros. Divida a meta em pequenos passos. Faça uma coisa de cada vez, visualize e fale no seu processo. Destrua as desculpas”.

A origem dos 7 Pecados Capitais

No século IV, Gregório Magno e João Cassiano definiram como sete os pecados capitais: orgulho, avareza, inveja, ira, luxúria, gula e preguiça. Até hoje na Igreja existe um consenso doutrinal sobre essa classificação. E desde então a Igreja Católica e outras religiões condenam estes sentimentos humanos que trazem insatisfação ao coração do homem e fazem da sociedade um lugar de sentimentos desencontrados.

Os pecados capitais vão além do nível individual. Iniciando no coração da pessoa, eles se concentram em determinados ambientes, instalando-se em determinadas instituições. O apóstolo Pedro alerta aos primeiros cristãos: “vigiai e sede sóbrios”, fortalecendo o espírito a fim de evitar que os pecados capitais tomem conta da vida das pessoas.

Os pecados capitais são pecados "cabeças", princípios, pontos de partida de outros pecados. São sete: soberba, avareza, luxúria, ira, gula, inveja e preguiça. Os demais pecados por nós cometidos são sempre uma variação de um dos pecados capitais, ou ainda, uma combinação dos pecados capitais. Que passagens bíblicas esclarecem a cada um dos pecados capitais?
 
1. Soberba:
Relativo ao nosso orgulho, onde nos achamos melhor que todo mundo, não respeitando o próximo e passando por cima de tudo e de todos. Você se torna o seu próprio Deus pois a glória de tudo o que você faz sempre vai para você mesmo. O seu umbigo passa a ser o centro do universo. (Eclo 10,15; Romanos 3,27; Gálatas 6,4; Mateus 18,3)

2. Avareza:

Relativo ao apego e ao amor ao dinheiro. O dinheiro passa a ser tudo para você e você acredita que com o dinheiro pode fazer tudo e comprar tudo, inclusive as pessoas. As pessoas passam a valer menos que seu dinheiro. Seu deus se torna o dinheiro. (Mt 6,24; 1Timóteo 6,10; Marcos 10,21-22; João 12,5-6)

3. Luxúria:
Relativo ao apego aos prazeres sexuais. Sua vida passa a girar em torno do sexo. Se você vê um homem/mulher já pensa em sexo.  Os exemplos mais comuns da luxúria são o adultério (traição) e a fornicação (sexo no namoro ou sexo fora do casamento). (2Pedro 2,13; Levítico 18, 20.22; Êxodo 20,17; Mateus 5,27; 1Coríntios 6,15; Gênesis 38,9-10)

4. Ira:
Quando brigamos a qualquer momento e com qualquer pessoa mesmo sem ter motivo. Quando guardamos mágoa ou rancor por alguém e não perdoamos ao nosso próximo que Jesus nos manda. (Mt 5,22; 21,12; 23,27)

5. Gula:

Quando comemos até não aguentar mais, chegando até mesmo a passar mal. Quando já saciamos nossa fome, mas, não temos controle sobre a nossa vontade de comer.  (Filipenses 3,19; Isaías 5,11)

6. Inveja:
Quando queremos ter algo igual só porque nosso próximo tem, trata-se do famoso olho gordo. Relativo a cobiça e a todo tipo de inveja, inveja da mulher, inveja das amizades, inveja do emprego, inveja dos bens materiais, etc. (Sabedoria 2,24; Gênesis 4,1-16; Mateus 10,42-43; 20,1-16; Gênesis 37,4; 1Samuel 18,6-16)

7. Preguiça:
Quando temos todo tempo do mundo a nossa disposição e mesmo assim deixamos de fazer o que precisamos ou nos é solicitado. Temos preguiça de fazer algo que seja produtivo e simplesmente deixar que a falta de vontade domine nosso comportamento. (Eclesiástico 33,28-29; Provérbios 24,30-31; Ezequiel 16,49; Mt 20,6)

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