Voltar ou Ficar? Eis a questão!

A crise dos países desenvolvidos está levando muitos brasileiros a fazerem as malas de volta o Brasil. Segundo o Itamaraty, 20% dos que moravam nos EUA já retornaram ao Brasil desde o começo da recessão, em 2008. Esta informação foi divulgada numa matéria publicada no jornal Folha de São Paulo, dias antes da publicação do relatório de 2001 do governo brasileiro sobre a população expatriada. A dificuldade de reintegração dos imigrantes ao mercado de trabalho brasileiro é tão marcante que o Itamaraty lançou o "Guia de Retorno ao Brasil", distribuído nas embaixadas, e agora disponível no web site da Linha Aberta.

A dificuldade de adaptação do imigrante em geral, não somente do brasileiro, é uma realidade que já está sendo tratada por psicólogos que afirmam que o caminho de volta pode gerar depressão. Esta depressão está sendo conhecida como a "síndrome do regresso", termo cunhado pelo neuropsiquiatra Décio Nakagawa para designar certo "jet lag espiritual" que aflige ex-imigrantes.  Sua teoria foi abraçada por sua esposa, a psicóloga Kyoko Nakagawa, depois da morte de Décio, ocorrida em 2011.

Kyoko Nakagawa explica que "a adaptação em um país diferente acontece em seis meses, já a readaptação ao país de origem demora dois anos”. Diante desta realidade, a reportagem da Linha Aberta ouviu psicólogos e conselheiros brasileiros que são imigrantes nos Estados Unidos e pessoas que retornaram ao Brasil, sendo que umas não podem retornar aos Estados Unidos, outras já se adaptaram, outras que estão de volta aos EUA e ainda outras que decidiram mudar para outro país.

Segundo a psicóloga e conselheira cristã Heloisa Guimarães, a síndrome do regresso é um sentimento que afeta tanto adultos, como jovens e crianças. Existem duas situações diferentes para o surgimento dessa síndrome:  quando a pessoa retorna ao Brasil por sua própria decisão; ou  quando a pessoa retorna ao Brasil por falta de oportunidade de trabalho ou documentação.

Heloisa explica que a situação número um é menos traumatizante.  Nesse caso, a pessoa decidiu vir para a América e ficar 2 ou mais anos, e após esse período, retornar ao Brasil, levando consigo a experiencia cultural e profissional que obteve nos USA. Nessa situação, a pessoa que retorna ao Brasil se adapta mais facilmente ao país, ao convívio com os familiares e entra no mercado de trabalho sem grandes dificuldades.  “O que ajuda muito nesse caso é que o tempo vivido longe do país e família foi curto. A pessoa teve condições de voltar e estabelecer os vínculos afetivos com a família e amigos que havia deixado. E um fator muito importante é que o retorno foi por decisão própria. A pessoa se sente no controle da própria vida”, explica a psicóloga.

Heloisa disse que a situação número 2 é mais conflitante. A pessoa antes de imigrar pode até ter estabelecido um período para ficar nos USA, mas ela foi se adaptando à cultura americana e protelando o retorno.  “Como a recessão americana atingiu todos os níveis da população, o imigrante se viu sem trabalho, sem condições de se auto sustentar, ou de enviar dinheiro para a família.  Um outro fator importante e muito estressante foi o agravamento das medidas governamentais com relação ao imigrante ilegal”, exemplifica.  No entanto, muitos imigrantes apesar das dificuldades mencionadas, continuaram vivendo na América com a esperança de obterem a legalização. 

Nessa situação, o tempo vivido na América distanciou familiares e amigos e tirou a pessoa do mercado de trabalho.  “O retorno tornou-se mais difícil, pois é necessário re-estabelecer os laços familiares, encontrar os antigos amigos ou fazer novos amigos. A falta de aperfeiçoamento na área profissional dificulta a entrada no mercado de trabalho, sendo que a competição com pessoas mais novas e preparadas se torna mais acirrada”, analisa.  E outro aspecto importante também, é que a pessoa foi obrigada a voltar ao Brasil.  Não era sua vontade, ela queria ficar, mas por uma razão ou outra, teve que retornar ao país.

No primeiro caso, a pessoa estabeleceu um tempo para viver nos USA e no segundo caso, a pessoa retornou, sem muitas vezes, ver seus sonhos realizados.  É comum ouvir, “eu vou voltar se não conseguir nada".

Heloisa disse que a síndrome do retorno acontece por causa do sonho.  Quanto maior foi a expectativa de vencer na América, maior é a frustração do retorno. Ela explica que muitas pessoas vieram para os USA com o sonho de conseguir bens materiais, e após exaustivos anos de trabalho, alguns conseguiram, outros não. “Se adquirir bem material foi o único objetivo da pessoa ao vir para a América, e se ela alcançou esse alvo, ela se sente feliz e realizada.  Ela se sente feliz na América.  Retornar ao Brasil, e ter que enfrentar todas as dificuldades na readaptação familiar e social e começar a trabalhar para construir um patrimonio financeiro é um desgaste que a pessoa não quer mais enfrentar.  O começar tudo de novo é frustrante”, revela.

“O problema do sonho é que a pessoa sonha o que ela quer, e assim ela evita enxergar a realidade.  Todos os países têm aspectos positivos, mas também negativos.  A pessoa que vive "no sonho", não analiza o país com as dificuldades que a cultura apresenta, pois ela vê somente o lado bom, somente aquilo que deseja ver”, explica a psicóloga. Ela disse que um aspecto negativo que muitos desconhecem, talvez até pela falta de divulgação, é que muitos imigrantes ilegais têm sido deportados, não sendo permitido a eles embarcarem com seus filhos. As crianças americanas ficam, e os pais imigrantes ilegais são deportados.

Questionada sobre como evitar a depressão, Heloisa disse que o imigrante que retorna ao Brasil irá sentir-se temporariamente triste, e isso é um sentimento normal. Ele irá sentir saudades da América, dos amigos que ficaram e das oportunidades que teve.  Mas se ele ficar somente pensando no que deixou para trás, ele irá viver de saudades.  Há um tempo para sentir saudades e há um tempo para recomeçar a viver.

O pastor e conselheiro cristão Pedro Salinas, de Hollywood, que viveu no Brasil por 3 anos e está de retorno à Flórida, disse que vê com uma certa naturalidade o brasileiro passar pela síndrome do regresso até porque há uma diferença acentuada entre viver no Brasil e viver na América. “Esse ‘sofrimento’ dos que retornaram ao Brasil está, creio eu, entre outras razões, associado à diferença do comportamento natural dos residentes no Brasil em contraste com a realidade cultural e comportamental do Americano ou daqueles que já estão aculturados nos EUA”, afirma.

Pastor Salinas acredita que as pessoas ficam com o coração dividido e aí está o problema. “Se falamos de coração, nos referimos à emoção e normalmente é por aí que a situação se agrava, o emocional tem a capacidade de ampliar a dor e o sofrimento e isso afeta diretamente a vida pessoal e por consequência, da família”.  Ele disse que o ideal seria encarar a realidade e ir administrando paulatinamente a situação. “A fé pode ser um instrumento valioso para superar essa fase”, sentencia.

Ele disse que a depressão pode ser um sintoma (um estado de espírito) que pode atingir qualquer  pessoa, mas que a forma como encaramos a realidade é que faz a diferença. “Se a pessoa acredita que pode ser feliz onde estiver e tomar ações nessa direção, muito provavelmente a fase nebulosa se reverterá e dará lugar há um novo tempo, porém, se a pessoa ficar prostrada e permitir que suas emoções e pensamentos a dominem, essa fase pode ser duradora e cada dia mais frustrante”, explica o pastor.

Segundo a psicóloga Karina Lapa, de Fort Lauderdale, antes de qualquer coisa, precisamos entender o nome "síndrome do regresso". Ela explica que síndrome significa um conjunto dos sintomas que caracterizam uma doença, seja ela física ou mental. A síndrome do regresso portanto é caracterizada por uma série de dificuldades na reintegração de um indivíduo ao seu país de origem, quando viveu por algum tempo no exterior. “Essas dificuldades estão diretamente relacionadas com as condições pelas quais esses cidadãos voltam ao país de origem, podendo atingir sua saúde psicológica e física, sua condição financeira, de status social, e na reintegração ao mercado de trabalho, no círculo de amizades e as vezes, até mesmo com a família.

Quando pensamos em volta ao país de origem, Karina Lapa explica que tudo vai depender das condições pelas quais se regressou.  Se por opção, por escolha racional e consciente, quando se considerou as várias possibilidades, e se concluiu que é melhor regressar ao país de origem, para si e para a família, então esse retorno será mais facil e melhor de lidar.  “Já para os que são deportados, a situação muda um pouco. Talvez aí não estamos considerando um poder pessoal de escolha, e sim uma imposição da imigração do país que o está deportando.  Principalmente se tem família, e filhos, essa mudança ainda é mais drástica, e possui outras implicações de adaptação, aceitação, sentimentos de revolta, raiva, culpa, perda, etc”.

No entanto, Karina Lapa afirma que toda síndrome tem cura quando identificada e tratada. “O mais importante é que se busque ajuda no momento em que se sente os efeitos disso no dia-a-da.  Alguns sintomas prevalecentes dessa síndrome são a depressão e a ansiedade, bem como a desordem de adaptação”.

O pastor Carlos Patente, de Deerfield Beach, vê com preocupação esta situação do retorno dos brasileiros porque a maioria dos que retornam não se preparam, psicologicamente, para se reintegrarem no seu país de origem, por acharem que estão voltando para casa, e não se não conta de que esse retorno não é tão simples assim. “É como um filho que volta para a casa dos pais depois de muitos anos, cheio de novos hábitos e não consegue mais se adaptar, pelo menos, de imediato, ao seu novo antigo lar”, explica.

Patente disse que a situação dos que foram deportados e não tem outra opção que se adaptar ao país de origem é ainda mais difícil pelo fato da pessoa estar retornando para o seu país por força de uma imposição externa. “A readaptação dos que são deportados ou forçados a se retirarem é ainda mais traumática do que o que retorna por conta própria. Nesse caso, ele está onde não gostaria de estar, o que o faz sentir estrangeiro dentro do seu próprio país”.

Ele disse que a dor e a tristeza de muitas pessoas que se encontram nesta situação poderiam ser amenizadas e vencidas se houvesse da parte delas uma disposição de olhar para a vida por outro prisma! “Estas pessoas precisam introjetarem para dentro de si mesmas que não é o lugar que faz a felicidade e que elas podem ser felizes em qualquer parte do mundo, inclusive no lugar em que elas se encontram agora”. 

Como lidar com o retorno

O pastor Carlos Patente disse que, particularmente, não orienta ninguém a ir ou ficar. “Procuro orientar que esta é uma decisão pessoal, contudo, procuro mostrar quatro coisas aos que que me procuram em busca de alguma orientação neste sentido:
1a) Que elas precisam estar convencidas e conscientes de que é isto mesmo que elas querem fazer.
2a) Que elas precisam se preparar psicologicamente para o reingresso em seu país de origem.
3a) Que elas precisam estar dispostas a levarem o coração quando partirem, para que elas não fiquem com os pés no Brasil e com a mente nos Estados Unidos.
4a) Que elas precisam, ao chegarem ao Brasil, tirar uns dias de férias para descansar, rever a família e os amigos e, também, se atualizarem com a nova vida, a fim de acompanharem, na prática, a história e os fatos que ele só estava acompanhando nos noticiários da TV. 

A psicóloga Heloisa Guimarães disse que a pessoa que retornou ao Brasil deverá primeiramente se conectar com a família.  “Deverá ir visitar todos os familiares e conhecer os sobrinhos, primos ou netos que nasceram enquanto ela estava longe.  No princípio a pessoa se sentirá pouco a vontade, como um peixe fora d’água, mas faça uma segunda ou terceira visita a seus familiares e vá conhecendo-os novamente e deixando que eles o conheçam também. Talvez eles não mudaram, mas você mudou, com certeza.  Tenha paciência com eles e seja paciente com você também”.

Visite seus "velhos amigos" e faça novas amizades.  Procure entrar no mercado de trabalho o mais rápido possível, seja através de um curso profissionalizante ou uma atividade que voce domina. Se você tiver condições, viaje, visite alguns lugares que voce gostaria de ter conhecido, antes de ter imigrado. Dê a seus filhos a oportunidade de conviverem com os avós, primos e tios.  Faça-os viver em uma cultura onde a base do relacionamento é o amor.

Agradeça a Deus a oportunidade que ele lhe deu de viver nos USA. Agradeça a Deus a oportunidade de poder voltar, pois muitos imigrantes vieram em busca da realização de seus sonhos e acabaram perdendo suas vidas, em acidentes de trabalho ou automobilísticos.  Agradeça a Deus a oportunidade de voltar a seu país, levando junto com você a sua família.   Não pense na perda, mas pense no ganho.

E aí segue um conselho: “Se você dedicar a mesma persistência e garra no trabalho que voce utilizou na América, você também vencerá no Brasil.  Aqui você enfrentou qualquer tipo de trabalho, enfrente no Brasil também.  Aqui você não teve vergonha de ter um sub-emprego, faça isso no Brasil também.  Não se limite.

MINHA EXPERIÊNCIA DE RETORNO

Veja a experiência de retorno de brasileiros que decidiram voltar para o Brasil. Depois do regresso, alguns se adaptaram, outros voltaram para os Estados Unidos ou mudaram para outro país. A experiência de cada um deles mostra a história do nosso povo imigrante.

"Depois de quase 7 anos morando longe do nosso país achei que era o momento de voltar, já havia alcançado os objetivos profissionais e os Estados Unidos vivia uma grande crise na época da minha volta, nos anos de 2009/2010.  Não encontrei muitas dificuldades no meu retorno, evidente que há diferenças gritantes no aspecto cultural, segurança, leis, etc. Mas me preparei para não ficar fazendo comparações e sim enfrentar e nos acostumar com as diferenças. Manter contato com os familiares através de redes sociais e acompanhar o noticiário de nosso país e região ajuda a diminuir o impacto da volta. Sente mais a pessoa que sai do Brasil e dinamita totalmente as pontes. Estou completamente adaptado, gosto de estar no Brasil, tenho esperanças de participar do desenvolvimento e crescimento do país ainda mais. Não penso em voltar, mas também não descarto a possibilidade, afinal os Estados Unidos é um dos melhores lugares do mundo para morar e gostei muito da experiência, e profissionalmente foi muito bom para mim. Ainda colho os frutos dos meus 7 anos morando na Terra do Tio Sam!" JOAREZ FILHO MORANDO EM SÃO JOSÉ DOS CAMPOS, INTERIOR DE SÃO PAULO

"Um dos motivos que nos levou a voltar ao Brasil foi que nosso visto estava próximo de vencer, e eu não queria ter nenhum problema que dificultaria nosso retorno. Nos preparamos um ano para voltarmos. Fizemos um planejamento geral, desde financeiro, para saber o que gostaríamos de trazer, containers, entrega do imóvel, até coisas pessoais, saúde, principalmente porque na época tinha acabado de ter um bebê, o que envolveu um planejamento muito maior, por isso, foi mais fácil voltar e tudo funcionou perfeitamente. Posso dizer que os seis primeiros meses são ótimos e terríveis. Ótimos porque é maravilhoso rever família, amigos, terrível por causa da adaptação, quando se depara com o funcionamento burocrático, quando precisamos gastar além do planejado, comparamos o preço das coisas. E outros problemas… Meus móveis não entraram no apartamento, tive que quebrar parede da cozinha para passar a geladeira. Mas, com o tempo, a gente vai se acostumando… Depois de seis meses que chegamos ao Brasil abrimos nosso próprio negócio e hoje, quase três anos depois, ele está bem estruturado, nos possibilitando a tentar um visto para, nos próximos anos, retornarmos aos Estados Unidos com uma condição legal. Aconselho a todos que pensam em voltar a Brasil que orem, planejem e pesquisem. Ninguém volta ao Brasil e consegue um trabalho que vai possibilitar a ter um estilo de vida parecido com o dos EUA. Então, para evitar frustações, todos devem fazer um planejamento financeiro bem realista porque quando a gente quer voltar, esquece da realidade e sonha que tudo vai ser um paraíso…." MILIANA CASTRO
MORANDO EM BELO HORIZONTE

"Nos primeiros 6 meses, você tem a sensação de ser estrangeiro, no meu caso específico, por ter vivido 10 anos nos EUA, eu praticamente assimilei inteiramente o modus vivendi americano, tendo grandes dificuldades para me readaptar no meu próprio país. Qualquer pessoa que conheça os EUA eleva e muito o seu padrão, fica mais exigente em todos os sentidos, mas, como sabemos, tentar analisar uma cultura em função de outra é etnocentrismo e jamais devemos fazer isso. Eu diria que neste retorno o mais importante é você procurar focar onde você se encontra. As dificuldades maiores estão em mudar a forma de pensar e se adaptar a realidade local, pois cristalizamos os hábitos da cultura anterior e fica difícil mudar. Mas, toda mudança é necessária se queremos crescer e melhorar. Hoje estou completamente adaptado.  Não, não pretendo mais morar nos EUA, mas gosto muito da América, acho que a experiência de uma década nos Estados Unidos me ajudou muito ao que me tornei hoje e recomendo a qualquer pessoa, vale a pena. Entretanto, não tenho intenções de voltar a morar nos Estados Unidos. Aqui é o meu país, minha pátria e minha nação, é aqui que nasci e é aqui que desejo ficar." LUIZ CARVALHO MORANDO EM SÃO PAULO

"A experiência de retornar ao Brasil teve suas partes boas, pois pudemos rever a família e pessoas com quem tinhamos perdido o contato. No entanto, retornar ao Brasil depois de ter vivído fora do país é sempre muito difícil, especialmente quando se vive fora por quase uma década como no meu caso. Somos de Belo Horizonte e retornar para lá foi mais pouco complicado ainda, pois BH é uma cidade muito provinciana que resiste ao novo. Outra coisa, o Brasil não absorve mão de obra após os 40 anos de idade e tive dificuldades paara arranjar trabalho. Outro fato bem estressante no Brasil é a falta de respeito quanto a liberdade, as pessoas pegam os carros, equipam com muitos killowatts de som e saem de dia, de madrugada sem se importar se você quer dormir, se tem alguém enfermo ou até um bebê em casa. Também fiquei assustado com o preço de produtos básicos, como alimentação, vestuário, água, luz. Achei tudo muito caro. Outro problema foi o  ‘mindset’ de acomodado com tudo do brasileiro,  que realmente incomoda quem viveu fora por muito tempo. Vou dizer algo que talvez as pessoas me entenderão errado, mas sempre tive a impressão que nascí no lugar errado, penso que o Brasil funciona bem para quem nunca saiu do país, ou no máximo, estudou for a num curto período de tempo e retornou, mas para quem viveu fora muito tempo não creio que funcione  bem, a menos que a pessoa ganhou muito dinheiro e pode investir numa empresa ou algo assim. Uma vez que você ficou de 2, 3 ou 4 anos for a, você adquire novos valores (nem todos é claro) e uma nova mentalidade, aliás sempre pensei diferente, viver nos EUA somente acentuou isto.
Quando retornamos ao Brasil entendemos que era o tempo de Deus para nós, levamos nossa mudança e não tínhamos a intenção de sair do Brasil novamente. Creio que se tivessemos conseguido trabalho, apesar de todo contraste e diferênça de estilos de vida, creio que estaríamos ainda no Brasil.  Saímos do Brasil em 2010 para requerer minha cidadania Italiana e estamos na Inglaterra, graças a Deus legalizados, mas a Flórida ficou no coração. Quanto a voltar a viver nos Estados Unidos, já pensei sim, mas quero retornar de forma legal e se um dia Deus permitir, nos encontraremos aí." CARLOS RIZZON MOROU EM BH, HOJE VIVE NA INGLATERRA

"No início tudo é bom porque você revê pessoas amigas que não via há muito tempo, parentes, e amigos. É pura festa, mas logo depois você volta à realidade. Minha adaptação não foi fácil porque nos EUA eu morava numa casa linda, tinha carro, comia o que eu queria e gostava, e no Brasil é diferente. Não tenho casa, moro numa casa emprestada, não tenho carro, é uma outra realidade. Foi muito difícil e está sendo até hoje, mas já me adaptei. No entanto, se hoje eu tivesse uma nova oportunidade de voltar aos Estados Unidos, com certeza eu voltaria." SANDRA DE SOUZA – MORANDO EM GOVERNADOR VALADARES

 

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