Suspeito de tiroteio nos EUA estava triste com faculdade

O atirador que a polícia suspeita de ter matado sete pessoas e ferido três em uma faculdade cristã em Oakland, na Califórnia, estava chateado com a administração da escola e com os alunos, já que considerava ter recebido um tratamento injusto enquanto estava matriculado lá, disse o chefe da polícia local nesta terça-feira.

Howard Jordan disse ao programa "Good Morning America", da rede ABC, que One Goh, de 43 anos, está cooperando com os investigadores que tentam encontrar um motivo para os assassinatos na Oikos University.

Trata-se do tiroteio em um campus universitário dos Estados Unidos com maior número de vítimas desde que 32 pessoas foram mortas na Virginia Tech University, em abril de 2007.

"Descobrimos que o suspeito estava chateado com a administração da escola", disse Jordan. "Também estava chateado que os alunos … no passado, quando ele frequentou a faculdade, o maltrataram, desrespeitaram e fizeram coisas dessa natureza."

"Descobrimos que ele era um homem muito confuso, calculista e determinado que foi lá com a intenção específica de matar pessoas", disse Jordan.

Testemunhas disseram que Goh, um coreano-americano que foi expulso da Oikos recentemente, retornou para a pequena faculdade na manhã de segunda-feira, entrou em uma área de recepção e abriu fogo. Ele, então, entrou em uma das duas classes que estava em aula, pediu aos ex-colegas que se alinhassem e disse que ia matá-los.

Goh, que segundo a polícia agiu sozinho, rendeu-se em um supermercado Safeway a vários quilômetros de distância da faculdade, que tem ligações com a comunidade coreana-americana cristã.

"Ele estava tendo, acreditamos, alguns problemas de comportamento na escola e foi convidado a se retirar há vários meses", disse Jordan.

A polícia espera entregar na quarta-feira os resultados de sua investigação aos promotores, que decidirão sobre as acusações.

ALUNOS PENSARAM QUE ELE ESTAVA BRINCANDO

Paul Singh, cuja irmã de 19 anos Devinder Kaur foi baleada no braço durante o tiroteio de segunda-feira, disse à Reuters que, de acordo com a sua irmã, Goh não tinha sido visto na faculdade há vários meses. Quando ele invadiu a sala de aula dela, ele ordenou que os alunos se alinhassem contra uma parede.

"’Fiquem em fila e eu vou matar todos vocês’, foi o que ele disse naquela manhã, pelo que minha irmã me disse. Eles pensavam que ele estava brincando no início", contou Singh.

Tashi Wangchuk afirmou que sua esposa, Dechen Yangzom, de 28 anos, estava em outra sala de aula quando ouviu tiros.

"Por instinto, ela trancou a porta e apagou as luzes. Então, o cara veio e bateu na porta e atirou várias vezes na porta e, em seguida, saiu", contou Wangchuk. "A polícia disse que o que ela fez foi heroico."

O tiroteio em Oikos aconteceu cerca de um mês depois que um estudante abriu fogo em uma escola de ensino médio em Chardon, Ohio, matando três estudantes e ferindo dois.

 

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