Alabama pode alterar polêmica lei de imigração

Partidários de legislação defendem mudanças para que texto seja mais fácil de aplicar e menos suscetível a processos legais

Quase um ano após a promulgação da lei de imigração descrita por seus partidários como a mais dura do país, o Estado do Alabama está considerando revisões importantes nas suas políticas imigratórias.

Na quinta-feira, um patrocinador da lei, o congressista Micky Hammon, propôs eliminar ou alterar várias seções mais controversas. A legislação, que aumenta a autoridade policial para lidar com imigrantes ilegais, é popular entre a maioria da população, mas enfrentou uma reação polêmica entre os defensores das liberdades civis e líderes empresariais.

Defensores da lei afirmam que as mudanças a tornariam mais clara, mais fácil de aplicar e menos suscetível a processos legais. "A essência da lei não vai mudar", disse o governador Robert Bentley. "Qualquer um que vive e trabalha no Alabama deve estar aqui legalmente."

A nova lei eliminaria a exigência de que as escolas públicas verifiquem a legalidade de novos estudantes e que imigrantes ilegais sejam impedidos de frequentar faculdades públicas. Ambas as disposições já haviam sido rejeitadas por tribunais federais.

As mudanças também eliminariam uma disposição que torna o aluguel de imóveis para ilegais um crime semelhante a abrigar ilegais, e exigiria que a polícia só perguntasse sobre a situação imigratória de uma pessoa depois de prisão por outro motivo. Mas a multa para empresas que contratassem imigrantes ilegais aumentaria: suas licenças comerciais seriam suspensas por 60 dias em vez de 10 dias.

A proposta de Hammon irritou os defensores da lei. "Por que não esperar pela decisão da Suprema Corte para resolver essas questões?" perguntou Ira Mehlman, diretor de mídia da Federação para Reforma da Imigração Americana.

Grupos de defesa dos imigrantes disseram que as mudanças não vão longe o suficiente. Eles demonstraram preocupação com uma nova disposição que permite que policiais que emitem advertências no trânsito verifiquem a situação imigratória não apenas dos motoristas, mas também dos passageiros.

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