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Após ‘baixar a poeira’, Ricardo Teixeira pede licença e repete artifício de 2001

Exatos oito dias depois de garantir que cumpriria o mandato, previsto para até 2015, o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, enviou mensagens aos presidentes das federações estaduais de futebol comunicando afastamento temporário para cuidar da saúde. A licença será de no máximo de 60 dias, prazo estabelecido pelo estatuto da entidade. Em seu lugar assume José Maria Marin, vice mais velho e escolhido pelo mandatário.

Até a assembleia geral extraordinária realizada em 29 de fevereiro, no Rio de Janeiro, muitos davam como certa a renúncia do dirigente, há 23 anos comandando a CBF. Com saúde debilitada e tendo seu nome envolvido em denúncias de corrupção no Brasil e também no exterior, ele parecia não ter forças para continuar comandando o futebol brasileiro.

Porém, bastaram três horas de reunião para que Teixeira mostrasse seu poder. Ele não só reafirmou o desejo de continuar no cargo como repreendeu quem se mostrou contrário à escolha de Marin no caso de afastamento. Passado pouco mais de uma semana, se afasta, em princípio, temporariamente, como fez em 2001, quando se viu investigado por uma comissão parlamentar de inquérito do Congresso Nacional.

A decisão causou reações distintas no comando do futebol brasileiro. Para o presidente da Federação Paulista de Futebol, Marco Polo del Nero, não há motivos para alarde. “O Ricardo não marcou prazo, mas disse que está se afastando para cuidar da saúde. Ele fará alguns exames e logo estará de volta”, disse.

O presidente da Federação Gaúcha de Futebol (FGF), Francisco Noveletto, por sua vez, diz que o desejo é de que os cinco vices-presidentes se revezem no lugar de Teixeira. Ele integra a ala dos dirigentes que não querem ver o comando do esporte nas mãos dos paulistas. Atualmente, a CBF conta com cinco vices, cada um representando uma região do país. Além de Marin, do Sudeste, há Fábio Marcel Nogueira (Sul), Fernando José Macieira Sarney (Norte), Marco Antônio de M. Ferreira (Nordeste) e Weber Magalhães (Centro-Oeste).

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