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TECNOLOGIA 2012: Para onde vai o mundo?

O ano de 2012 deve ser pródigo para amantes de gadgets, que podem esperar tablets mais baratos, laptops ultrafinos, smartphones mais inteligentes, máquinas com o novo sistema operacional da Microsoft e até, quem sabe, a mítica linha de televisores da Apple.

Depois do Kindle Fire, tablet da Amazon vendido a US$ 200 nos EUA (o iPad custa a partir de US$ 500), o mercado deve ser inundado por tablets básicos com preços inferiores até a US$ 100. O tablet de baixíssimo custo pioneiro é o Aakash, da empresa indiana Datawind, que custa US$ 47 e já vendeu 1,4 milhão de unidades.

Quem procura um tablet mais sofisticado pode esperar pelo sucessor do iPad, que deve ser apresentado até abril, e pelo modelo com Android feito pelo próprio Google, que será lançado nos próximos seis meses.

Com interface híbrida, o Windows 8, novo sistema da Microsoft com lançamento previsto para este ano, será adotado tanto em laptops e computadores tradicionais quanto em tablets. O Google anunciou uma medida para tornar mais uniformes os celulares com Android.

A partir da versão 4.0, a mais recente, os dispositivos que quiserem ter acesso à loja Android Market terão que incluir o visual padrão, conhecido como Holo.

Os fabricantes e as operadoras de celular continuarão livres para modificar o visual, mas a inclusão do tema padrão será obrigatória.

No mercado de smartphones, o ano de 2012 será crucial para a Microsoft e seu sistema Windows Phone 7, que é bem avaliado pela crítica, mas ainda não conquistou os consumidores. A principal aposta da empresa é a parceria privilegiada com a Nokia.

Apesar de a Apple manter seus planos em segredo, tudo indica que ela deve anunciar neste ano um iPhone totalmente redesenhado.

Mas o lançamento mais esperado da empresa é o de uma suposta linha de televisores, há meses alvo de rumores.

Além de informações vazadas de fornecedores de componentes, o indício mais forte do provável lançamento está na biografia oficial de seu co-fundador, Steve Jobs, lançada no ano passado.

No livro, Jobs revelou ao autor Walter Isaacson que "finalmente havia resolvido" as dificuldades para criar um sistema de TV atraente para o usuário.

Tablets vão superar PCs nos EUA em três anos
Nos próximos três anos, nos EUA, os tablets vão se tornar o principal dispositivo de computação pessoal, superando os PCs tradicionais.

Redes sociais terão um papel ainda mais importante na comunicação, mas um de seus maiores desafios será a credibilidade: 51% de seus usuários afirmam que apenas parte ou nada do conteúdo disponível nelas é confiável.

Os dados estão em um relatório que será lançado ainda neste mês pelo Centro para o Futuro Digital, da Universidade do Sul da Califórnia.

As tendências de longo prazo que ele aponta já se desenham nas tradicionais listas de previsões para 2012 na imprensa especializada.

Além de antever o declínio dos laptops em prol dos tablets, Jeffrey Cole, diretor do centro, acredita que computadores de mesa não vão desaparecer, mas ficarão restritos a nichos, com participação de 4% a 6% no mercado.

"O tablet é um gadget muito convidativo", afirma Cole no site da universidade. "É mais conveniente e acessível do que o laptop e muito mais atraente para o uso".

Para que essa tendência se concretize, porém, é fundamental que o preço das maquininhas com tela sensível ao toque diminua, processo acelerado pelo Kindle Fire, da Amazon, que custa US$ 200 nos EUA.

Vivek Wadhwa, pesquisador da Escola de Informação da Universidade de Berkeley, prevê já para este ano uma explosão de tablets básicos abaixo de US$ 100.

Enquanto corre para suprir a demanda por tablets, a indústria ainda aposta no formato de laptop por meio dos esbeltos ultrabooks.

Outra tendência forte para 2012 é a interação com celulares, tablets e outros eletrônicos por comando de voz, na carona do Siri, da Apple, que neste ano deve evoluir, expandir suas funcionalidades e inspirar a concorrência.

Redes sociais estão mais perto do limite
Ao mesmo tempo em que o crescimento das redes sociais já estabelecidas, como o Facebook e o Twitter, se aproxima de um ponto de saturação, elas devem se tornar parte cada vez mais integrante do cotidiano em 2012, preveem especialistas.

O carro-chefe dessa tendência é o "compartilhamento sem esforço", introduzido pelo Facebook em setembro do ano passado, que permite ao usuário propagar automaticamente aos seus amigos as músicas que ouve, os filmes que vê e as notícias que lê na internet.

À medida que mais serviços se integrarem ao Facebook e a outras redes sociais, vai aumentar a variedade de informação compartilhada: refeições consumidas, horas de sono e distâncias percorridas, por exemplo, aposta Marshall Kirkpatrick, do site de tecnologia ReadWriteWeb.

Novatos
Vivek Wadhwa, pesquisador da Escola de Informação da Universidade de Berkeley, pintou no "Washington Post" um cenário pessimista para as start-ups (empresas iniciantes) de redes sociais.

"O Vale do Silício é obcecado com mídia social, e os investidores financiaram centenas de start-ups ‘de ocasião’ com bilhões de dólares", afirma Wadhwa, citando como exemplos "redes sociais para donos de animais de estimação" e "um número ridículo de apps de compartilhamento de fotos".

O pesquisador afirma que, assim como aplicações baseadas em localização se reduziram a mera funcionalidade de redes maiores, a mídia social vai sobreviver e se tornar parte ainda mais integrante do dia a dia. "Mas a festa acabou para investidores e start-ups nesse espaço", opina.

Segundo Wadhwa, os lucros dessas empresas novatas não corresponderam às expectativas, e a maioria delas se aproxima da falência.

Em expansão, Siri pode ter Google como rival neste ano
Neste ano, o Siri, sistema de comando de voz da Apple, deve se integrar a mais aplicativos e serviços de terceiros e estimular a evolução de tecnologias concorrentes, principalmente a do Google.

Disponível hoje apenas no modelo mais recente do iPhone, o 4S, o Siri deve ser a principal forma de controle das TVs inteligentes que a Apple pode lançar ainda neste ano.

Desenvolvido a partir da tecnologia da empresa homônima adquirida pela Apple em 2010, o Siri impressiona pela flexibilidade na interpretação de frases: para obter a previsão do tempo, por exemplo, pode-se perguntar "vai fazer frio?" ou "preciso sair de casaco?".

O Siri foi anunciado pela Apple em outubro do ano passado com o aviso de que está em fase beta (de testes) expediente raro para a empresa e indicação de que ele ainda tem muito a evoluir.

Hoje, o Siri não conversa com aplicativos obtidos na App Store e só é integrado a alguns poucos serviços, como o Google, o buscador WolframAlpha e o site de avaliação de restaurantes Yelp.

O investidor Gary Mergenthaler prevê que a abertura do Siri para desenvolvedores externos gerará uma "corrida do ouro" semelhante à que se viu no lançamento da App Store, em 2008.

"Imagine as possibilidades: jogos com os quais você pode conversar, apps que desenvolvem personalidades, que ensinam crianças e fazem perguntas a elas", sugere Paul Sloan, editor-executivo do site de tecnologia Cnet.
Em resposta ao Siri, o Google deve lançar neste ano o sucessor de seu Voice Actions (ações de voz), para Android, que hoje entende poucos comandos preestabelecidos.

Com sofisticação semelhante à do Siri, o novo serviço, mantido em segredo, estava previsto para o final de 2011, mas foi adiado, segundo o site Android and Me.

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