Lytron
My Partner
cultureholidays

Taxistas italianos fazem paralisação contra medidas do governo

Taxistas italianos protestam nesta sexta-feira contra liberalizações no setor de serviços do país, que fazem parte de um plano de medidas propostas pelo primeiro-ministro Mario Monti para recuperar a economia da Itália.

Em Roma, é quase impossível encontrar um táxi disponível nesta sexta-feira, sendo que o serviço foi paralisado inclusive nos aeroportos. Os profissionais que insistiram em trabalhar foram agredidos por outros taxistas em diversos pontos da capital. Algumas ruas também foram bloqueadas.

Desde ontem, os taxistas estão participando de assembleias e reuniões de diretórios, que devem aprovar uma greve geral para o próximo dia 23. Eles protestam contra mudanças que podem ser implantadas no setor, principalmente na concessão de licenças para táxis com a intenção de intensificar a concorrência.

A Itália atualmente conta com cerca de 14 mil taxistas, sendo 8.000 somente em Roma. Em 2007, o governo também tentou impor mudanças no setor, o que gerou protestos até que as autoridades desistissem.

CRISE

Mario Monti foi designado ao cargo de primeiro-ministro italiano após a renúncia de Silvio Berlusconi em novembro passado. Ele assumiu o governo em meio a uma grave crise financeira, com a dívida pública italiana equivalente a 120% do PIB (Produto Interno Bruto).

     
Taxistas de Milão esperam por clientes um dia antes de paralisação realizada por diversas cidades italianas
Taxistas de Milão esperam por clientes um dia antes de paralisação realizada por diversas cidades italianas

O premiê elaborou um decreto de resgate ao país, que visa levantar 10 bilhões de euros com novos impostos e taxações e cortar 20 bilhões em gastos. Entre as medidas, está o aumento na idade da aposentadoria, o que tem gerado protestos sindicais.

Além dos taxistas, proprietários de iates e empresários do ramo farmacêutico estão descontentes com as liberalizações e impostos, porque o plano prevê o aumento da taxa de permanência em portos italianos e a instalação de uma farmácia para cada 3.000 habitantes, o que prejudica os estabelecimentos já existentes.

Share

Related posts