Romney contra legalização de estudantes indocumentados nos EUA

O pré-candidato republicano à presidência dos Estados Unidos, Mitt Romney, opõe-se a legalizar a permanência de estudantes indocumentados no país, informaram hoje meios de imprensa.

Se o ex-governador de Massachussets fosse eleito presidente no próximo novembro, vetará o projeto denominado "Dream Act" que promove a concessão da cidadania a estudantes sem papéis, informou a cadeia televisiva Fox News.

A Dream Act, apoiada pelo governo de Barack Obama, autoriza a legalização de estudantes indocumentados que chegaram ao país antes dos 16 anos, tenham cinco anos de permanência no país, cumpram dois anos de universidade ou se inscrevam nas Forças Armadas, entre outros requisitos.

O Senado bloqueou a medida em dezembro de 2010 e os democratas voltaram a apresentá-la em maio de 2011, ainda que pelo momento não conseguiram avançar.

No geral, os republicanos consideram que o Dream Act é uma "anistia" não merecida para aqueles que entram ilegalmente, ainda que sejam estudantes trazidos jovens pelos seus pais, comentou o diário californiano La Opinión.

Romney assegurou que, não obstante, apoiaria a cláusula da lei que permite outorgar a residência permanente àqueles que serviram nas Forças Armadas.

Dado o peso da população hispânica em estados como Flórida, Nevada ou Colorado, se espera que a imigração seja um tema principal nas eleições presidenciais, estimou o rotativo.

De acordo com a organização não governamental Pew Hispanic Center, no país vivem uns 10,2 milhões de residentes ilegais, ainda que alguns especialistads consideram que seu número real se aproxime aos 12 milhões.

Quase dois terços dos imigrantes indocumentados levam mais de 10 anos vivendo no país.

O tema migratório constitui uma das matérias pendentes do presidente Barack Obama, quem, depois de três anos na Casa Branca, mantém incumprida sua promessa de aprovar uma reforma migratória adequada.

Contínuas divergências e interesses políticos entre democratas e republicanos no Congresso impedem materializar uma medida adequada.

Durante os dois primeiros anos, a atual administração deportou pelo menos um milhão 400 mil imigrantes, inclusive alguns por uma simples multa de trânsito, destacou a inícios de outubro um relatório da Coalizão Pró Direitos do Imigrante em Los Angeles.

Frente à vacilação federal sobre o assunto, estados como Alabama, Arizona, Georgia, Carolina do Sul, Utah e Indiana ameaçam com oficializar medidas radicais que criminalizam a permanência de indocumentados nesses territórios.

Permanecem na nação uns 300 mil casos de pessoas em uma encruzilhada migratória, sobre as quais pesa a ordem de expulsão definitiva, como parte das disposições estabelecidas pelo controverso programa Comunidades Seguras.

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