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Imigração

O Pew Hispanic Center acaba de divulgar uma pesquisa que mostra a situação imigratória nos Estados Unidos nos últimos 10 anos. O Pew baseou suas projeções nos dados do Censo e na Pesquisa de População Atual (CPS), em conjunto com as informações desenvolvidas com a própria pesquisa do Centro Hispânico Pew. O documento revela que a crescente quantidade de imigrantes indocumentados que tem ficado nos Estados Unidos por longo tempo reflete o aumento da população imigrante que aconteceu durante as décadas de 80 e 90.  Segundo o relatório do Pew o número de imigrantes  que vive no país há pelo menos 15 anos duplicou desde 2000, quando somente 16% dos indocumentados integravam este total.

O relatório Pew mostra também que a entrada de imigrantes indocumentados diminuiu significativamente durante os últimos cinco anos por causa dos problemas na economia americana e  do reforço da segurança na fronteira. O grupo que está vivendo nos Estados Unidos por menos de cinco anos diminuiu de 32% para 15% em 2010. Jeffrey Passel, um dos autores da pesquisa, disse que a redução de imigrantes indocumentados nos últimos três anos nos Estados Unidos se deve à recessão econômica que levou o país a manter uma taxa de desemprego super alta, em torno de 9%, chegando a 12% em alguns estados como a Flórida e a Califórnia, nos períodos mais drásticos da recessão.

O relatório Pew mostra também que a entrada de imigrantes indocumentados diminuiu significativamente durante os últimos cinco anos por causa dos problemas na economia americana e  do reforço da segurança na fronteira. O grupo que está vivendo nos Estados Unidos por menos de cinco anos diminuiu de 32% para 15% em 2010. Jeffrey Passel, um dos autores da pesquisa, disse que a redução de imigrantes indocumentados nos últimos três anos nos Estados Unidos se deve à recessão econômica que levou o país a manter uma taxa de desemprego super alta, em torno de 9%, chegando a 12% em alguns estados como a Flórida e a Califórnia, nos períodos mais drásticos da recessão.

A pesquisa revela também que 46% dos imigrantes indocumentados que vivem nos Estados Unidos são pais de menores de idade. Outro estudo anterior feito pela mesma organização especificou que cerca de 80% dos filhos de imigrantes menores de idade são cidadãos. As pessoas sem documentos representam 28% da população de origem estrangeira nos Estados Unidos e 3.7% do total de habitantes do país.

Imigração ilegal. Quantos somos?
Os Estados Unidos, por boas razões, é frequentemente chamado de uma nação de imigrantes. Quase todas as pessoas dos Estados Unidos é descendente de um imigrante. A imigração é uma fonte de mudança cultural e de crescimento populacional no país, embora aqueles que nasceram fora nunca passaram de mais de 15% da população desde 1675. Mas de onde estes imigrantes vieram, e por que eles deixaram seus países de origem? Os imigrantes de uma nação em particular tinham qualquer tipo de vantagem sobre os imigrantes de outro país?

Os historiadores Gianantonio (Jonathan) Michelon e Timothy L. Powell, da Mary’s University, em San Antonio, Texas, explicam num artigo sonre as causas da imigração nos EUA, que desde o Mayflower e Plymouth Rock no século XVII à Ellis Island e à Estátua da Liberdade no século XX, os Estados Unidos têm muitos símbolos de sua forte tradição de imigrantes, atrelada às promessas do sonho americano: justiça, liberdade, oportunidades igualitárias e a busca da felicidade.

“As idéias de diversidade, tolerância e multiculturalismo se tornaram as marcas da sociedade norte-americana, porque os Estados Unidos têm sistemas que admitem, processam e acomodam imigrantes. É muito provável que alguém em sua árvore genealógica tenha imigrado para os EUA nos últimos cem anos e algum de seus amigos, vizinhos e colegas de trabalho pode ser imigrante”. Explica Michelon.

Ele afirma que apesar desse longo histórico e da crescente diversidade, a imigração permanece sendo um assunto controverso nos Estados Unidos. “As perguntas sobre "quem" e "quantos" devem entrar no país podem ser difíceis de responder. Na extremidade radical do debate estão os nativistas, que acreditam que o país deve ser fechado para quase todos os imigrantes. Outros acreditam em uma sociedade completamente aberta.

Mas a maior parte do debate ocorre em algum ponto entre esses dois lados. Neste artigo, vamos explorar alguns aspectos desse debate e mostrar como funciona o processo de imigração, como as agências do governo gerenciam a imigração e o que expressões como "estrangeiro ilegal" e "residente permanente" significam”, explica o professor.

A POLÊMICA FRONTEIRA

As fronteiras dos Estados Unidos são policiadas pelo CBP – U.S. Customs and Border Protection (Proteção das Fronteiras e das Alfândegas dos EUA). A CBP protege principalmente contra a imigração ilegal, o contrabando de pessoas, armas e drogas, além de insetos e outras pragas que poderiam prejudicar a agricultura.

A Polícia de Fronteira protege mais de 9.677 quilômetros de fronteiras e 3.225 quilômetros de águas costeiras, utilizando pontos de verificação, veículos aéreos e terrestres e um equipamento de vigilância de alta tecnologia. A Polícia de Fronteira também permite que cerca de 1,2 milhão de pessoas entre legalmente nos Estados Unidos todos os dias sendo responsável pela arrecadação alfandegária.

Se a Polícia de Fronteira tem milhares de empregados e um equipamento tão sofisticado, então por que sempre ouvimos falar sobre "pessoas que cruzaram a fronteira ilegalmente"? Bem, em primeiro lugar, a polícia tem de cobrir uma grande área.
Os EUA têm fronteiras muito extensas e designar uma pessoa para cobrir cada centímetro da fronteira é quase impossível. E, embora  muitas pessoas que tentam cruzar as fronteiras sejam capturadas, muitas outras conseguem entrar nos Estados Unidos ilegalmente todos os anos (500 mil, de acordo com algumas estimativas), o que aumenta muitas preocupações, incluindo o terrorismo.

Em setembro de 2006, o Congresso aprovou um orçamento para a construção de 1.129 quilômetros de cercas ao longo da fronteira do México. Desde 1994, o governo dos EUA constrói uma cerca em partes da fronteira entre a Califórnia e o México, embora ela ainda não esteja terminada. Apesar de a nova cerca ser muito ambiciosa, construir 1.129 quilômetros de cerca seria extremamente caro. As estimativas giram em torno de US$ 4 a 8 bilhões para uma cerca física; uma "cerca virtual", que usa uma tecnologia de vigilância sofisticada, poderia custar até US$ 37 bilhões!

Além do custo, há um dano potencial à preservação da vida selvagem e as rotas migratórias dos animais, como leões da montanha, veados e coiotes, seriam interrompidas. Além disso, muitas tribos indígenas norte-americanas possuem reinvindicações de terras que a cerca proposta atravessaria. Outros opositores da cerca a chamam de "novo muro de Berlim" e dizem que, para um país que deve muito de seu sucesso às contribuições dos imigrantes, essa não é a mensagem correta para enviar.

Alguns grupos consideraram a cerca da fronteira tão importante que querem construí-la sozinhos. The Minutemen Civil Defense Corps, um dos muitos grupos civis que "policia" a fronteira, começou a construir uma cerca por conta própria ao longo de 16,12 quilômetros de terra no Arizona. Em novembro de 2006, eles concluíram cerca de 620 metros da cerca planejada, contando com doações do público para pagar os materiais.

COMO LEGALIZAR 11 MILHÕES DE IMIGRANTES?

Em dezembro a Univision-Latino Decisions divulgou uma pesquisa que mostra que a maioria dos votantes é a favor da aprovação de uma reforma imigratória. Depois de mais de 10 anos a espera de uma lei que legalize os mais de (ou parte dos) 11 milhões de imigrantes indocumentados no país, vários projetos de lei foram apresentados no Congresso e no Senado, sem que uma lei fosse aprovada. 

Para os historiadores Gianantonio (Jonathan) Michelon e Timothy L. Powell, da Mary’s University, em San Antonio, Texas, uma solução potencial proposta é um programa de "trabalhador convidado" que permitiria aos empregadores contratar um estrangeiro caso nenhum norte-americano fosse encontrado para a função.

O estrangeiro poderia trabalhar em um período determinado, talvez três anos, e seria acompanhado por um sistema federal. Provavelmente o trabalhador teria de pagar alguns impostos enquanto estivesse nos EUA e ele receberia alguns incentivos para voltar para casa depois que a permissão obtida como trabalhador convidado expirasse. Os possíveis incentivos incluem oferecer benefícios de aposentadoria que só podem ser obtidos no país de origem do trabalhador.
No campo politico, o tema imigração volta à pauta com a chegada das eleições presidenciais. O presidente Barack Obama, que vai se candidatar ao cargo novamente, garante aos líderes hispânicos que é favor de uma lei imigratória justa e eficaz, mas não conseguiu convencer o Congresso e o Senado a votaram ume lei de reforma imigratória.

Newt Gingrich, republicano que concorre a uma vaga para ser candidato a presidente dos Estados Unidos pelo partido republicano, defende legalização dos indocumentados. O ex presidente da Câmara de Deputados que prometeu não deportar aqueles que tenham entrado no país de maneira ilegal, mas que tenham feito sua vida nos Estados Unidos, principalmente os que estão morando no país há mais de 25 anos.

Gingrich sustentou que o Partido Republicano precisa ser "mais humano" com o tema imigratório. Esclareceu que não se pode chamar o partido de ser "a favor da família" enquanto separa os pais de seus filhos com nacionalidade americana. Reafirmando mais sua mudança de postura a respeito do tema imigratório, Gingrich disse também apoiar o Dream Act, porque, em sua opinião, não se pode castigar uma criança "que chegou aos Estados Unidos aos 3 anos de idade" trazida pelos seus pais ilegalmente.

Já a deputada Michelle Bachmann afirma que permitir a estadia dos imigrantes que não têm autorização para isto é uma forma de oferecer uma anistia indevida. Ela disse que os benefícios concedidos a estes imigrantes são um atrativo para que venham outros.

Mitt Romney é da mesma opinião, se posicionando contra uma lei de anistia que legalize imigrantes que estão indocumentados no país. Ele deseja incentivar a imigração (de estrangeiros que entram legalmente no país), sobretudo das pessoas com títulos de mestrados e doutorados de universidades norte-americanas.
 

IMIGRANTES NOS ESTADOS UNIDOS
Dados divulgados amplamente pela imprensa americana colocam este número em torno de 11.2 milhões de imigrantes indocumentados. Estes números são confirmados pela pesquisa da Pew Institute.
– 35% de indocumentados estão vivendo nos Estados Unidos por 15 anos ou mais em condição ilegal, o que representa 5.1 milhões de pessoas.
– 28% moram nos Estados Unidos por um período que inclui um mínimo de 10 e um máximo de 14 anos, o que representa 3.5 milhões os imigrantes sem documentação.
– 22% de indocumentados vivem nos Estados Unidos entre 5 e nove anos, representando 1.5 milhões de imigrantes.
– 15% de indocumentados estão no país por menos de cinco anos, representando 1.1 milhões de imigrantes.
Deste universo de imigrantes indocumentados:
– 46% são pais de menores de idade, que, na maioria dos casos, são cidadãos americanos, o que representa 4.7 milhões de pessoas, o que representa 400,000 crianças que vivem em famílias onde os pais são indocumentados,
– 56%  dos 16.6 milhões de famílias de imigrantes, incluindo documentados ou não,  que têm, pelo menos, uma pessoa indocumentada e um criança cidadã na casa, o que representa 9 milhões de pessoas.
– 39% dos indocumentados atendem a algum tipo de serviço religioso toda semana, 23% pelo menos uma vez por semana e 19% vão à igreja de vez em quando.
Fonte: Pew Hispanic Center (2010)

OS IMIGRANTES PELO MUNDO
Numa matéria que foi capa da revista Veja, o diplomata americano William Lacy Swing, diretor-geral da Organização Internacional de Migrações (OIM), disse que "a imigração é, de forma esmagadora, positiva para a maioria das pessoas envolvidas.
Não há prejuízo para os países que recebem imigrantes. Muitos deles, especialmente os desenvolvidos, que são vistos como problemáticos nesse aspecto, necessitam desses imigrantes”.  Ele explica que atualmente vivemos um recorde numérico de pessoas em movimento no mundo:
– 214 milhões de migrantes internacionais e 740 milhões de migrantes que se deslocam dentro de seus próprios países, somando quase 1 bilhão no total.
– 214 milhões é o número de imigrantes internacionais (3% da população global).
– 740 milhões de pessoas migram dentro de seus próprios países, de áreas rurais para urbanas.
– 1 bilhão é o total de pessoas que se deslocam no mundo hoje, regional e internacionalmente.
– 1 em cada 7 pessoas migra tanto dentro de seu próprio país quanto internacionalmente.
–  Mais de 65% dos casos de deslocamento internacional ocorrem no Hemisfério Sul, e mais de 80% deles são entre países vizinhos.
– 59 bilhões de dólares é o valor da transferência feita por imigrantes latino-americanos aos seus países de origem.
– 325 bilhões de dólares é o montante enviado por imigrantes aos países em desenvolvimento.
– 404 bilhões de dólares é o valor a que essas transferências feitas  devem chegar até 2013.
Fonte: Organização Internacional de Migrações (2011)
 

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