Cristina poderá levar vida normal após cirurgia, dizem médicos

A operação para retirada de um tumor canceroso na tireóide da presidente da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, é relativamente simples e depois da cirurgia ela poderá levar vida normal, afirmaram nesta quarta-feira vários especialistas.

O presidente da Sociedade Latino-Americana de Tireóide, Marcos Abalovich, assinalou à "Rádio Continental" que a operação deve durar de "2h a 3h, basicamente pela proximidade com outros órgãos" com a tireóide, uma das glândulas situadas na parte anterior do pescoço.

Aos 58 anos, a governante será operada na próxima quarta-feira em um hospital privado da cidade de Pilar, a 60 quilômetros ao norte de Buenos Aires, por Pedro Saco, um dos mais renomados especialistas argentinos neste tipo de câncer, conforme informação oficial.

"É um procedimento relativamente simples, mas que é preciso ser feito com tranquilidade. De acordo com os detalhes tornados públicos, seria excepcional qualquer complicação", ressaltou em declarações à "Rádio Continental".

Ao anunciar na terça-feira a doença da presidente, o porta-voz presidencial, Alfredo Scoccimarro, revelou que o tumor detectado na governante está restrito a tireóide, ou seja, não se espalhou para outros órgãos.

"Estas formações [cancerígenas] não costumam dar sintomas quando são pequenas. Não parece que o caso da presidente gere problemas para engolir ou respirar", explicou Abalovich.

O presidente da Sociedade Latino-Americana de Tireóide indicou que Cristina deverá tomar pílulas de iodo radioativo "para destruir qualquer célula cancerígena que tenha ficado" depois da operação.

SEM MUITAS COMPLICAÇÕES

O diretor do Instituto de Oncologia Pedro Roffo de Buenos Aires, Ricardo Kirchuk, coincidiu com Abalovich em que a governante será submetida a uma operação "sem muitas complicações", como comentou à emissora "Rádio 10" de Buenos Aires.

Segundo Kirchuk, a doença tem altos índices de recuperação e é "absolutamente" do domínio da medicina.

Pedro Saco, o cirurgião que vai operar Cristina em 4 de janeiro, estudou na Argentina e fez especialização no tratamento de câncer em Houston e Nova York, nos Estados Unidos.

Depois de 27 anos no exercício da profissão ele atua também como vice-presidente da Associação Argentina de Cirurgia de Cabeça e Pescoço.

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